A Marca de Cain

Cash Cole · Capítulo 1 de 1

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A Marca de Cain

Ca C ap a pí p í…

Cash Cole

 

Ca C ap a pí p í t í t u t ulo u u l l o o um u m

 

O vento estava girando as folhas multicoloridas que rangiam sob os seus pés, parecendo sussurrar, ‘Vá - você não é bem-vindo.’ Não havia nada de sinistro na cidade universitária pitoresca, mas Gage se sentiu desconfortável desde que entrou em Tahlequah, Oklahoma na semana anterior.

Ele levantou o queixo com determinação, e continuou a subir a colina para a biblioteca da universidade, era um caçador com uma missão. Poderia não encontrar o corpo, mas ele estava malditamente certo de que encontraria o túmulo, apenas para assegurar-se de que Ross Sanders era real e não um produto de sua imaginação incrível e instável. Tudo que precisava eram alguns registros, ou o nome de Ross em qualquer um dos registros da escola pública, qualquer coisa para dar-lhe um fio que poderia desvendar o mistério do bastardo sexy que desapareceu há meses.

Gage tinha estado na biblioteca da cidade e não encontrou nada útil.

Cemitérios - visitou todos eles. Igrejas – não poderiam revelar os nomes dos membros, até mesmo dos antigos. Ele esperava que talvez a coleção de anuários para os alunos da biblioteca da escola pudesse ter uma foto de Ross. Para atribuir um nome definitivo para o rosto que o perseguia desde a celebração do Mardi Gras em Nova Orleans, e que saber mais do homem que ele era incapaz de esquecer.

Um banco no parque entre as árvores parecia convidar Gage para tirar proveito dele. O bater do seu coração e seu sangue com um ritmo rápido, fez seu corpo tremer. Nervoso sentou-se com uma estranha sensação de ansiedade, como se alguém estivesse assistindo. Ele tinha esse sentimento durante dois dias, desde a sua última visita à biblioteca da cidade. Mas cada vez que ele olhou ao redor – nada. Apenas uma estranha coruja parecia estar seguindo todos os seus movimentos. Gage não ia deixar que isso o pusesse nervoso, mas lhe desconcertava. Gage nunca tinha visto uma coruja tão perto até este ano, logo após o Mardi Gras, quando se encontrou com Ross.

Semanas depois que ele voltou para casa do hospital em Nova Orleans, ele viu a coruja, quase como se o animal de penas estivesse à espreita, isso é ridículo, ele disse a si mesmo. Animais dentro dos limites da cidade não atacam seres humanos, e além do mais uma... Coruja?

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Mas a coruja era a menor das suas preocupações animais. Era a Pantera que ocupava os pensamentos de Gage dia e noite. Grande, preta, intrépida - um ágil felino de enormes proporções, e Gage sabia que não importa o que diz os federais e o maldito psiquiatra, que ele tinha visto a maldita pantera na noite que ele foi baleado.

Basta fechar os olhos e Gage ainda podia ver... Ross. cheirá-lo sentir seu toque, seu gosto almiscarado masculino. Quebrada por um momento no tempo, Gage estava de volta nos braços de Ross, com os lábios de Ross, pressionando beijos suaves contra o seu pescoço, enquanto seu amante misterioso sussurrava em seu idioma nativo e depois traduzia as palavras para o Inglês.

Ele seduzia Gage com sua voz, provocando-o com sua língua correndo ao longo da pele ainda quente de Gage. Sua voz era um baixo rosnado quando ele falou. “Tão suave, tão doce. Você é meu.”

Seu pênis empurrava no enrugado centro do traseiro de Gage. Os dedos de Ross entrelaçados no cabelo de Gage, suas unhas raspando o couro cabeludo não deixando qualquer dúvida sobre suas intenções e desejos. “Eu te quero.”

Gage estava gemendo e se contorcendo de prazer sob o corpo pulsando de Ross. “Você me tem. Mais de uma vez.”

“Ah, mas eu não tenho o suficiente.” Os dedos de Ross deslizaram entre o pênis e o buraco de Gage, entrando, esfregando a carne que o acolheu, fazendo Gage se contorcer. “Algo me diz que você também não está satisfeito. Retirou seus dedos e lambeu-os. “Você está em desacordo?”

Gage balançou a cabeça, mal conseguindo respirar em seu desejo pelo homem maior. Ele nunca ficaria satisfeito, não até que ele se reunisse com Ross, o pênis rígido do homem o preenchia, Gage o montava e já não tinha orgulho, não se importava que Ross soubesse o efeito que tinha sobre ele... Que sempre teria.

A dor da separação destroçou Gage quando se deu conta que esta era a sua última lembrança. Ross realmente tinha ido embora. As lembranças de sua última relação sexual estavam tão presentes, tão vívidas, tão dolorosas para se lembrar.

Era como se Ross e ele continuassem na cama por quilômetros de distância, curtindo um ao outro.

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Tinham feito amor, e eles estavam no meio de uma sem sentido e ainda assim profunda conversa de amantes após o clímax, quando a porta de sua suíte de hotel foi aberta explosivamente e balas tinham varrido o quarto. A próxima coisa que Gage se lembrava, foi à mão de Ross que havia o empurrado para baixo dele, só que pelo tempo que tinha jogado Gage, essa não era uma mão era uma garra - e Gage ainda tinha as marcas do golpe para provar. Sem importar suas desculpas, ninguém poderia explicar além de que ele tinha alucinado.

Diante dos olhos de Gage, Ross tinha se posto na frente dele e tinha atacado contra os dois homens que tinham entrado, um deles havia perdido o equilíbrio e a arma, enquanto o outro seguiu disparando até que a grande pantera o atacou e mandou para o chão. Ele foi o único que atirou em Gage - gorduroso, pequeno, com cabelos loiros finos. Gage tinha dado apenas uma rápida olhada, mas a cara feia do filho da puta está presa na memória de Gage.

Uma vez que Gage tinha recuperado a consciência no hospital, a polícia não conseguiu encontrar nenhuma evidência de que ninguém tinha estado no quarto. E

quando Gage tinha protestado que ele não estava sozinho, eles o mandaram, para uma psicóloga que também não acreditou na sua história.

“Havia muito sangue” um oficial admitiu, “mas nenhum corpo, apenas o seu.”

“Eu imaginei os tiros?” Gage assinalou a bandagem acima do seu quadril direito.

O oficial tinha sorrido com indulgência. “Oh claro que não. Mas não encontramos impressões digitais na sala além da sua. Nem estava o homem, que você disse que foi ferido pela a grande pantera.” Ele ergueu um dedo próximo ao nariz e murmurou. “Mas tomamos amostras de sangue por segurança. Ainda não temos o relatório do laboratório, mas nós vamos notificá-lo se achar alguma coisa.”

“Você estava só e ferido, quando chegamos lá.” Disse o outro policial com um olhar de compaixão. “Não havia nenhuma evidência da identidade dos atiradores.

Só os cartuchos das balas e buracos na parede. “Muitas balas foram disparadas para matar um só homem.”

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“Bem, espero que não esteja sugerindo que eu atirei em mim!” Gage havia gritado. Então, ele baixou a camisola do hospital e mostrou seu ombro nu. “Ou que eu me arranhei.”

“Querido, tudo que eu sei é que seu médico disse que você estava um pouco bêbado e o que quer que te arranhou parece que foi feito por um grande gato.”

Genial, Gage tinha pensado naquele momento. Eles acreditam que Eu estava na cama com um gato grande. Estou jogando sexo aberto, mas isso é além de kinky. Para não mencionar que era algo de mau gosto.

Gage estava fumando enquanto observava a confusão de um detetive para outro, e, entretanto, o tempo passava, o qual poderia ter sido usado para procurar os assassinos em potencial.

“Eu suponho que fodi a mim mesmo.” Ele disse grosseiramente uma vez que a polícia lavou as mãos do caso.

Mas ele não tinha gritado ESTUPRO, como se de fato o era o que havia acontecido, eles não tinham evidências de estupro ou coletados fluidos do corpo para ver se ele teve sexo. E Gage ficou apenas com as lembranças de haver feito amor, que segundo a polícia poderia ou não ter acontecido, e de um homem que havia malditamente se transformado na maior pantera que Gage já tinha visto.

Ele se lembrou do dia que conheceu o belo nativo americano. Ross e um amigo tinham vindo para o hotel onde Gage trabalhava no balcão de informações.

Uma noite, ele foi convidado a partilhar o jantar no hotel quando ele estava fora do turno, e ele aceitou apenas o amigo de Ross não tinha aparecido. Ross tinha dito a ele que Jim, seu parceiro, tinha negócios na cidade. Então ele disse algo em Cherokee que soou como tah-lee-Quah. Quando Gage perguntou, ele sorriu e disse que significava que dois eram suficientes.

Durante os dias seguintes ele e Ross tinham se visto regularmente, tinham ido almoçar e jantar. Ele se perguntava por que Ross estava em Nova Orleans, mas quando ele perguntou, Ross apenas disse que ele estava de férias. Gage tinha desfrutado de sua companhia, e a confiança e intimidade tinham crescido e parecia uma relação permanente.

Uma semana depois, Jim desapareceu, deixando Ross como o único ocupante do quarto 229. Gage tinha ficado decepcionado quando Ross desocupou o quarto, mas uma semana depois o nativo

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americano estava de volta. Desta vez, ele queria mais do que flertar - assim Gage fez. Mas as regras proíbem ter algo com qualquer hóspede. Depois de ir jantar uma noite, Gage tinha ido com Ross para outro hotel no Bairro Francês. A noite tinha sido magicamente erótica. Gage havia sido seduzido pelo moreno e bonito Ross e por seu charme, e todo o tempo que eles estavam sozinhos em seu quarto, Gage sentiu como se ele conhecesse o homem há anos.

As carícias suaves de Ross, o cheiro de almíscar no pescoço e no tórax quando o segurava, a maneira como embalava o rosto de Gage quando o beijava... Gage sentiu como se afogasse em uma felicidade romântica, e depois Ross tinha lentamente tirado sua roupa, com movimentos sedutores que tinham feito com que o corpo de Gage implorasse por seus lábios, Gage havia sentido o duro veludo de Ross entrando em seu corpo.

Apenas pensar da intimidade que compartilharam fazia que Gage se removesse do banco do parque, lembrando novamente que não estava em New Orleans, mas em Tahlequah — e Deus, ele esperava se lembrar do nome correto de nascimento de Ross. Ele foi ao redor, nervoso, se perguntando se os estudantes que passaram poderiam dizer que estava no meio de uma crise erótica, apenas por suas lembranças, em plena luz do dia.

A única pessoa que viu foi um velho índio com algo nas mãos. Ele estava encostado em uma das grandes árvores que faziam parte da paisagem do campus, e Gage viu o brilho da faca que brilhava com a luz do sol iluminando o velho. Ele estava modelando uma figura de madeira.

Gage riu nervosamente. O estranho parecia familiar, e Gage tinha piscado ao reconhecê-lo de um recente e não muito distante passado. Onde Gage o tinha visto?

Uma explosão de lembranças bateu em sua consciência. Gage o havia visto na primeira vez que viu a coruja em Nova Orleans, quando ele saiu do tribunal para seu carro. Gage tinha ido ao departamento de polícia, mas ainda não havia nada de útil sobre os atiradores, e a coruja havia estado em um galho baixo de uma magnólia, totalmente fora de seu habitat. Quando um grupo de adolescentes entrou com seus skates, que era ilegal nessa área, e estavam prestes a atropelá-lo, a coruja voou em direção a eles, movendo suas asas batendo descontroladamente em um dos adolescentes patinando na calçada.

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Gage a olhava com espanto, enquanto ela ia embora e ele tinha tomado uma pena que havia caído do pássaro. Guardou-a, sentindo-se bobo e sentimental, como se a coruja havia sido algum tipo de protetor. Como a pantera.

Quando olhou para cima para ver se alguém tinha visto o incidente bizarro.

Havia um velho estranho com uma longa trança e um boné de beisebol, encostado a uma árvore, observando atentamente enquanto Gage acariciava a pena.

Mais tarde, quando Gage tinha feito suas investigações, seus amigos em Nova Orleans tinham ridicularizado quando ele disse que iria viajar para Oklahoma.

“É uma bela cidade, especialmente no outono,” disse um deles. “Mas por que diabos você quer passar duas semanas no meio do nada e sozinho?” Gage não tinha sido capaz de dar uma boa explicação, apenas disse que precisava ficar sozinho. Ele não tinha falado com eles sobre o tiroteio, ou do homem de terno escuro que havia chegado ao hotel onde trabalhava, com perguntas detalhadas sobre Ross e seu amigo Jim. Tudo o que Gage foi capaz de dizer é que um dia Jim havia deixado o hotel e nunca retornou. De alguma forma, o desaparecimento de Jim estava ligado ao de Ross, e não era a libido de Gage falando. Sabia que iria encontrar o seu evasivo amante, e percorreu todo o caminho para Tahlequah.

Gage passou horas na biblioteca pesquisando a linguagem Cherokee e o nome do campus era o que mais se parecia com a frase que Ross tinha sussurrado na noite que Jim não havia aparecido para jantar Tahlequah significa dois é suficiente, embora ele tivesse dito como uma piada. Supostamente, quando os Cherokees se haviam estabelecido na área, três membros do conselho se reuniram para estabelecer alguma ordem entre as pessoas que tinham viajado por-The Trail of Tears 1— do território índio. Quando apenas dois homens em vez dos três, apareceram, um deles disse para outro em Cherokee, assim que dois são suficientes.

Dois podem ser suficientes, mas um era uma cadela. Gage não conseguia afastar a sensação de que Ross estava vivo e a ideia ridícula de que eles dois deviam estar juntos. Se o nativo americano não estivesse morto. Gage estava malditamente perto de matá-lo por empurrá-lo através da miséria e da incerteza em que o tinha deixado.

1 The Trail of Tears - A Trilha das Lágrimas

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Gage piscou. O velho tinha ido embora. Em seu lugar estava uma jovem, uma Cherokee, por sua aparência. Ela era alta e peso médio, mas seu rosto era fascinante. Seu olhar era atemporal. Ela poderia estar na casa dos vinte ou dos trinta, com a pele impecável e olhos castanhos brilhantes. Ela era uma dessas raras mulheres que parecia ser uma alma velha desde o nascimento, mas nunca ía com a sua idade física. Ela caminhou até Gage.

Ele se levantou.

A jovem estendeu a mão como se mostrasse um tesouro de valor inestimável.

Quando Gage abriu a palma da mão, mais por curiosidade do que pelo desejo, a mulher deixou cair um pedaço de madeira esculpida na mão de Gage. A figura de uma pantera.

Gage retrocedeu a madeira macia, praticamente queimava sua pele.

“Meu avô adora esculpir figuras de madeira. Ele diz que isto é para você.” A jovem mulher olhou nos olhos de Gage, sua expressão aberta e ainda misteriosa.

Esta qualidade rara enviava um arrepio subindo pela espinha acima de Gage. “Ele diz que você precisa do talismã de proteção. Que não deveria estar aqui.”

“Estáááá bem.” Gage olhou o presente. Ele estava relutante em ficar, mas estava colado no lugar. Pensava que soaria ridículo, mas o que ele disse assim mesmo.

“Você o conhece, não é? Ross; quero dizer.” Gage segurou o braço da mulher.

“Onde ele está?”

De repente, um barulho acima deles assustou Gage, e quando ele olhou para cima, um Hawk gigante preto baixava em direção a eles. Gage levantou os braços para proteger sua cabeça, mas ela ficou imóvel. O Hawk se virou e subiu, e Gage sentiu um pop frio no antebraço.

Quando viu o que tinha caído, Gage gemeu. “Oh, ótimo. O que acontece com os grandes felinos e as condenadas aves desde que conheci este homem?” Sua companheira tirou um lenço do bolso e limpou o braço de Gage, falando em um tom calmo. “Você deveria ir.” Sua voz era firme e totalmente segura.

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Gage se afastou do agarre dela. “Eu não vou até vê-lo. Onde ele está?” Ele repetiu com sua voz um pouco mais alta.

Para sua surpresa a mulher cruzou os braços e sentou-se no banco, falando com um tom tranquilizador. Estão te seguindo, não, não olhe ao redor. Apenas ouça. Meu nome é Summer, eu sou a prima de Ross.

A voz de Gage estava dolorosamente presa em sua garganta. “Então, ele está vivo?”

“Muito vivo.” Agora a voz de Summer não era amigável. “Você não devia ter vindo aqui, você sabe.”

“Você vive dizendo isso, mas o que isso significa? Onde ele está? Por que você deixou New Orleans?” Gage não conseguia restaurar a calma. “Eu levei um tiro!

E havia uma enorme pantera no quarto, não sabia como descrever o que aconteceu, mas eu sabia que era real, e depois Ross se foi, e os homens que atiraram em nós também se foram!”

Summer pegou as duas mãos de Gage puxando-o para o banco. O tom era mais afetuoso. “Por favor, não pode falar disso aqui. Vou te levar até ele, mas você deve prometer que vai fazer exatamente tudo o que te diga. Promete?”

Gage assentiu, engolindo o nó na garganta que ameaçava sufocá-lo. Ele lutou contra o desejo de amaldiçoar. A mulher era estranha, uma criatura delicada; e ele não queria assustá-la ou incomodá-la, mas suficiente merda o tinha fodido. “Eu prometo. Você só me diz por que...?”

“Eu não posso dizer mais nada. Aqui.” Summer soltou as mãos de Gage e olhou para um pedaço de papel em seu bolso. “Siga estas indicações nesta noite.

Não mostre para mais ninguém, não fale com ninguém, e não olhe por aí. Aja como se você soubesse onde vai.”

“Oh, com certeza. Certo! Mesmo os pássaros desta maldita cidade sabem como chegar a mim, então eu não sei se serei capaz de me esquivar de quem está me seguindo.” Gage grunhiu. “Provavelmente, a coruja estúpida.”

Summer parecia ofendida. “Meu avô nunca te faria isso.”

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Gage piscou. “Perdão?”

Summer assinalou o braço de Gage, onde o pássaro tinha "batizado" seu cotovelo.

Ele rosnou. “O seu avô?”

Summer viu nas árvores, onde o velho de pé os observava. “Wahui. Isso significa coruja.”

“Ah. Eu vejo.” Ele não, mas ele não ia sugerir que Summer tinha estado demasiado tempo ao sol. Você... você acha que seu avô é uma coruja? Ou ele pensa que é?”

“Esse é o seu nome. Wahui. Coruja.”

Gage teve o suficiente. Ele levou a estatueta, e pegou o papel e se levantou para sair. “Agradeça ao seu avô, a Coruja, pela figura.” Ele olhou para o relógio, fingindo um suspiro e uma expressão que esperava que não fosse parecido como se ele estivesse louco em lugar de que estava um pouco tarde. “Olha, eu realmente adoro ficar aqui e desfrutar da brisa, pássaros, abelhas, corujas e árvores” Gage não conseguiu conter o sarcasmo e descrença em sua engenhosa e pouco convincente rima. “Mas eu preciso ir à biblioteca antes eles fechem.”

“Você ri de mim, mas você vai ver.” Summer ficou de pé ao lado dele, e os olhos da garota índia dançaram com... ira?

Gage não podia continuar com a sua conversa fantasiosa. “Você deve estar me enganando. Você disse que é prima de Ross, que seu avô acha que é uma coruja não, desculpe, que ele é um coruja, mas não é o pássaro que me acertou com uma bola de merda. E se supõe que eu seguirei essas diretrizes? Para onde? Para um lugar no fundo das colinas Cherokee onde você e seu namorado, ou o seu avô, ou quem quer que seja, possam me roubar, me bater e me deixar para morrer?”

Summer, mais uma vez pegou Gage segurando-o no lugar, mas desta vez as palavras causaram uma reação diferente. Summer segurou seus pulsos para olhar em seus olhos. “Acredita que Ross é uma pantera. Isso não é diferente de acreditar que meu avô é uma coruja, Não é assim?”

“Eu nunca disse isso.” Gage quase chorou. “Eu disse que tinha uma pantera no quarto.” Ele não podia... não podia… deixar que o abismo desses olhos o chupasse e sua mente iria acreditar nela.

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Summer balançou. “Você mencionou Ross e a pantera na mesma frase. Ambos estamos loucos ou ambos estamos na mesma página. Você escolhe.” Ela se virou e se afastou, gritando por cima do ombro. “Vejo você no estacionamento.”

Maldição. Que estacionamento? Gage desenrolou o papel, viu o desenho e leu as palavras que alguém tinha rabiscado.

Em seguida, ele iria encontrá-los no estacionamento do hotel, esta noite.

Percebendo que a menina índia sabia onde ele estava hospedado, foi à primeira coisa que atingiu Gage. Como poderia alguém saber onde ele estava hospedado? Ele não havia deixado o seu endereço na biblioteca. Não tinha levado sua carteira, então eu não poderia ter perdido ela.

Gage coçou o queixo, pensativo, então estremeceu com medo. Ele não tinha imaginado isso — alguém o havia seguido, certamente antes de sair de Louisiana.

De que outro modo que o velho poderia estar em New Orleans e agora aqui?

Quem eram esses malucos, porra?

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Cap u C a a p í p í t í t t ul u lo do s l o o d d o i o i i s

 

Gage olhou o relógio. Era hora de ir. O hotel não era exatamente em um local remoto — estava quase do outro lado da rua do cassino, pelo amor de Deus, então como você impede alguém de espionar?

Ele olhou pela janela do hotel voltada para o leste. Quem estava agachado entre o sujo farol de seu carro alugado e os outros carros? Esse alguém estava esperando para cair sobre sua cabeça uma vez que ponha os pés na calçada?

Assim que ele descobrisse quem eram os "caras maus" seria capaz de seguir?

Isso é loucura, ele disse a si mesmo. Eles, obviamente, sabem onde eu estou. Por que simplesmente não batem na porta? Que diabos eles poderiam querer de mim?

Olhou o papel que Summer tinha lhe entregado no campus da Universidade.

Estacione o seu carro na área leste do hotel, perto da área de florestas, não do hotel. Logo após o pôr do sol, caminhe até seu carro. O resto será revelado.

“Devo ter perdido a maldita cabeça.” disse Gage no quarto vazio. “Para confiar em pessoas, que estão dementes o suficiente para acreditar que o avô é uma coruja e Ross uma pantera. O que serão o resto deles? Criaturas da floresta?” Ele havia lido Alice no País das Maravilhas. É que ele estava prestes a pular no buraco do coelho? E se ele estava embarcando em uma aventura da Disney ou uma de Tim Burton como o pesadelo antes do Natal ou Beetlejuice?

Então ele pensou em Ross. Ele lembrou seus olhos escuros, seu belo rosto angular, ombros largos, quadris estreitos e longos cabelos negros e lisos caindo como uma cortina sobre seus ombros, na última vez que eles estiveram juntos.

“É melhor você valer o risco, companheiro.” Gage sacudiu o sentimento de desastre iminente que lhe dizia que sair do quarto era um erro. Vestindo sua jaqueta jeans, pegou a chave de seu quarto no bar em sua suíte e se dirigiu para a porta de saída.

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Ninguém estava no corredor. Gage não sabia se isso era um sinal bom ou ruim. A sala vazia pode significar que quem quer que ele tinha que encontrar estava lá fora, esperando por ele no estacionamento esquecido por Deus.

Ele caminhou até a porta, observando os seus passos, pronto para saltar com um incompetente golpe de caratê em cima de qualquer um que saísse de um quarto. Quando ele chegou nas escadas exteriores, sabia que morreria de medo se um gato cruzasse seu caminho.

Gage olhou para a saída e lambeu os lábios. Ninguém. Então, havia apenas um curso de ação, seguiu as instruções e se dirigiu para o estacionamento. Droga!

Ele andou talvez 4,50 metros antes de notar as aves agrupadas apenas a poucos metros do carro alugado. Como o fodido Alfred Hitchcock entrou nesta viagem? Atento aos sons atrás ele estava nervoso quando ouviu passos. Ele não se atreveu a se voltar, continuou caminhando. Cinco metros, três metros, dois. Se ele corresse ouviria os passos atrás dele se apressar?

Seu coração batia forte no peito, ele pôs a mão no bolso de sua jaqueta para pegar as chaves para o sedan. Os dedos tocaram as teclas, que congelou incapaz de tirá-los de suas roupas. Os pássaros resmungaram, e parecia ter dezenas, talvez centenas, e todos eles entraram em parafuso em segundos.

Gage se virou para ver dois homens segurando as mãos no ar. Amaldiçoando o ataque feroz dos pássaros, que estavam pregados, gritando, bicando e depois levantaram-se e repetiram o processo.

Braços fortes o puxaram e levantaram, jogando-o por cima do ombro como um saco de batatas, e seus pés deixaram o chão. Antes que Gage pudesse levantar a cabeça ou protestar, uma grave voz masculina disse-lhe para permanecer imóvel e em silêncio. Em um momento ele foi lançado, no que parecia ser um jipe, e o homem que estava em um dos lados de Gage lhe colocava o cinto de segurança.

“Quantos anos eu tenho? Cinco?” Gage empurrou as mãos do homem para longe.

O estranho olhou Gage com uma expressão escura e ameaçadora, como se o desaprovasse totalmente.

Gage virou à esquerda e viu Summer ao volante, ligar o carro. Summer apontou para o índio à direita de Gage e sem palavras ele fechou a porta, deixando Gage apenas com Summer... mas não por

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muito tempo. Antes que pudesse piscar, o homem que havia levantado Gage estava no banco de trás e tinha outro índio ao lado, esse era apenas uma criança.

“O que?” Gage saltou. “De onde você...?” Não ouviu a porta traseira do Jeep ser aberta. Como eles tinham entrado sem ele ter notado? As janelas traseiras estavam para baixo, mas não eram grandes o suficiente para passar uma criança pequena, muito menos um adolescente e um adulto de grande porte.

“Vamos!” Rugiu o homem atrás de Summer.

Ela moveu o carro em sentido inverso e deixou o estacionamento entre os dois enojados homens que continuavam lutando contra o bando de pássaros e... isso era um fodido urso?

Gage gritou quando o urso golpeou seu peito e rugiu para os homens, que agora se encolhiam e choravam. Gage torceu o pescoço para ver os homens caindo no chão e tirando o que parecia ser uma arma, que caiu para o chão quando os pássaros sobrevoaram mais uma vez se dirigindo os seus alvos.

O urso pegou um homem e atirou-o voando sobre o estacionamento. Gage estava espantado. De repente, o homem estava perto de se tornar um lanche para o animal. Mas o urso ficou imóvel, enquanto vigiava o outro homem se arrastar até seu carro.

“H... há um urso lá fora” Gage ouviu-se gaguejar, mas não podia ajudar e não se importava. “Um urso. Dentro dos limites da cidade, ali mesmo.” Ele não entendia por que os outros não pareciam muito interessados.

Quando Summer levou o Jeep à auto-estrada, Gage perdeu de vista o animal e os assassinos em potencial.

“Você disse a Yona que os parasse?” Summer olhou no espelho para os índios adultos, cuja única resposta foi abrir um canivete que tinha no bolso.

Gage afundou, fazendo um buraco no assento do carro.

Após alguns segundos, o índio grunhiu. “Eu ajudei o urso. Eu cortei os pneus eles não poderão ir a qualquer lugar por algum tempo.”

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Gage só podia ficar lá, esperando que Summer não dissesse ao cara atrás dele, que cortasse sua garganta. Mas depois de ver Gage, mais uma vez, como se fosse desafiá-lo a respirar, o nativo fez algo totalmente inesperado. Ele sorriu. Um sorriso genuíno, revelando uns devastadores dentes branco e lábios que lembravam Ross.

“Ok, para ser um garoto branco” disse inclinando a cabeça. “Talvez depois de tudo meu primo não seja tão estúpido.”

“Ele está com medo demais para gritar.” falou o menino no banco de trás, rindo.

“Cale a boca, Kwan” Summer repreendeu. Então ela se virou para Gage.

“Nosso sobrinho se esqueceu de suas maneiras.”

Gage olhou o rosto da criança e falou antes que pudesse ser evitado. “Não parece como um nativo.”

O menino tomou isso como um insulto. Batendo no peito, informou a Gage

“Meu nome é Kwa-n-da-i-ha. Isso significa cobra, porque eu sou rápido!” estalou os dedos e... Desapareceu.

Gage não entendia, mas os outros dois adultos no carro deviam entender, porque ambos gritaram seu nome e o repreenderam. Gage não conseguia ver nada no banco de trás, só o outro macho adulto, o rapaz tinha ido embora. Então ele a viu, uma cobra rastejando entre as pernas do homem. O nativo se moveu na velocidade da luz e antes de Gage piscar, a serpente se tornou Kwan, com a mão de seu tio em seu ombro.

“Ah, tio Hawk, deixe-me ir. Eu estava apenas me divertindo.” Kwan protestou estremecendo.

“Não deixo ir a menos que você se comporte,” ameaçou seu tio libertando-o.

Gage fechou os olhos e afundou no assento do carro, sentindo como se fosse desmaiar. Pássaros atacando homens adultos, um menino se transformando em cobra. Nada menos do que um urso, lutando fora do hotel. Será que esses homens seguem vivos? Deveria importar uma maldita coisa se estavam?

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A toca do coelho, o inferno. Eu caí no abismo. Gage evitou os outros homens o melhor que pôde, fechando os olhos, não via onde o levavam, sabendo que de qualquer forma isso não importava. Ele estava totalmente fora de seu elemento com essas pessoas, então apenas rezava para que eles fossem suficientemente civilizados para não matá-lo e suficientemente leais à Ross para levá-lo seguro até ele.

A voz de Summer quebrou as reflexões sombrias de Gage. “Cain está esperando por você, não muito longe daqui. Eu juro.”

“Cain?” Merda. Quem fodidamente era esse? “Outra cobra, outro urso, outro pássaro?”

Summer olhava o caminho enquanto respondia. “Você o conhece como Ross, seu nome do meio. Nós o conhecemos como Cain seu primeiro nome, o nome que sua mãe lhe deu.

“Então, por que não estava como Cain em Nova Orleans?” Gage disse.

Erguendo suas mãos e sacudindo-as para pontuar suas palavras, incapaz de suprimir o sarcasmo nelas, acrescentou. “Por que não foi apenas como uma pantera?”

Ele suspirou. Não importa. Nada é como parece. O que o levou a outras questões, por que esse Ross ou Cain ou quem no inferno fosse estava em Nova Orleans no Mardi Gras? Ou foi que apenas tinha usado Gage como uma espécie de cobertura, enquanto se escondia dos homens com armas? Se o tempo que eles passaram juntos não tinha significado nada para o nativo, se ele podia desaparecer desse jeito, deixando-o perguntando-se se estava vivo ou morto, ferido ou a salvo?

“Tenho certeza que ele tinha suas razões” Ofereceu Summer pacificamente.

“Você poderá perguntar a ele em 20 minutos.”

Vinte minutos, hein? Apenas o suficiente para levá-lo no fundo das colinas Cherokee, suficientemente longe da civilização, passariam anos antes que alguém descobrisse os ossos de Gage depois de ter sido destruído por só Deus sabe o qual número de criaturas sobrenaturais. Pensar no urso era o suficiente para que Gage saltasse do veículo que estava a cem milhas por hora.

Mas Gage se agarrou a evidência tangível. Por um lado, ainda não o tinham assassinado, e eles tiveram muitas oportunidades. Por outro lado, tinha o assunto do velho. Por que tinha espionado

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Gage em Nova Orleans? Ross, ou... Cain estava em algum tipo de problema e enviou o velho para revisar Gage?

Gage mergulhou a cabeça entre as palmas das mãos e esfregou o rosto. Estou perdendo a minha maldita cabeça e agindo como se isso fosse real, como se essas pessoas pudessem mudar em animais.

Cain estava na sala da cabana de seu primo Daniel, ou Yona como a família chamava seu urso, Daniel estava em pé ao lado da lareira, bebendo uma xícara de chá de ervas em silêncio enquanto Cain fumava.

“Gage pode colocar toda a minha família em perigo” Cain murmurou. “Eu nunca deveria ter ido para New Orleans” Jim, meu protetor, me disse que uma vez que deixasse Oklahoma os rapazes de Ben Carson nunca me deixariam até que eu estivesse em um túmulo. Agora, Jim está morto, e eu me escondo como um fugitivo.

Como um maldito covarde.

“Autopreservação nunca é covardia. Nem é salvar a vida de quem você ama.” Daniel deu-lhe um olhar sério. “Você se apaixonou muito rápido, meu irmão.”

Isso não era uma pergunta.

“Sim.”

“É por isso que você enviou Wahui para revisá-lo após voltar para cá?” Cain passou seus dedos trêmulos pelos cabelos. “Eu não poderia evitá-lo.

Bem, isso não foi realmente assim. O Avô e Summer foram para New Orleans sem me dizer até que encontraram Gage, mas... sim. Animei-os a ir e verificá-lo. “Você deveria ter visto o rosto de Gage quando me tornei uma pantera.” Seus lábios eram uma linha. “Estava horrorizado.”

Daniel concordou com a cabeça. “Eu vi a mesma expressão no rosto da minha esposa em uma ou duas ocasiões.”

Cain imediatamente se arrependeu de ter trazido essa recordação afiada.

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Havia esquecido que Daniel a havia perdido, a última vez que Daniel se transformou na frente de sua esposa, ela se jogou do penhasco e tem estado em coma desde então.

“Deus, Daniel. Eu sou um tolo. Sinto muito.”

“Não precisa se desculpar.” O maior dos dois homens colocou o copo na prateleira e estalou dedos de ambas as mãos. “Nós não escolhemos por quem nos apaixonamos. No entanto, quanto mais afastado seu amigo está da nossa cultura, mais difícil é a relação, assim que esteja certo antes de colocá-lo em nosso círculo. Para o bem de todos nós.”

Cain entendeu perfeitamente. Pouco antes seu primo, Hawk, tinha amado uma mulher que foi até os meios de comunicação para contar os segredos da família. Hawk nunca tinha superado os danos que ela tinha causado, não só ao seu coração, mas também ao seu clã.

Gage era diferente. Cain sabia com cada célula do seu corpo. Gage podia ser um pouco estranho, mas Cain tinha certeza que ele nunca seria um perigo para eles.

Cain viu através da janela do teto ao piso quando um carro chegou à entrada da casa de Daniel. Essa era Summer, e se ele não estava errado...

Ele jurou. Kwan e Hawk estavam com Summer e Gage, ele amava seu sobrinho malcriado, mas Cain seria feliz para estrangular o adolescente pelas travessuras que regularmente cometia. A presença de Hawk, bem, seu primo não era o epítome da graça e charme, considerando o que tinha acontecido com sua própria situação romântica.

Os ocupantes do carro, em seguida, começaram a sair, e o coração de Cain quase explodiu de tristeza, alívio e dor. Deus, como tinha sentido a falta de Gage.

“Eu não deveria ter pedido a Summer para trazê-lo em sua casa, Daniel. Eu deveria ter encontrado Gage em outro lugar.” Os nervos de Cain estavam em conflito com sua libido. Queria - não, necessitava - ver Gage, mas qual seria o custo dessa reunião?

“Deixe-o” disse Daniel. “Se você não morasse tão malditamente isolado por Wahui, você poderia tê-lo em seu próprio lugar, mas provavelmente seja melhor aqui. Muito mais próximo da cidade se ele quiser salvá-lo.” Ele riu quando disse que, deixando Cain saber que era apenas metade sério.

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A porta se abriu e Summer foi a primeiro a atravessá-la. Ela foi direto para Cain e o abraçou, e então, se aconchegou nos braços de Daniel e beijou sua bochecha.

Gage foi o próximo, ele parecia aterrorizado, mas era orgulhoso demais para deixá-lo ver. Cain queria ir logo até ele e mantê-lo perto, mas ele podia ver a raiva em seus olhos. Ele olhou de um de seus primos ao outro sobre a cabeça de Gage.

Dê-nos um momento suplicou telepaticamente.

“Bem, eu acho que vou fazer mais chá.” Daniel limpou a garganta. “Vocês querem se juntar a mim?” A questão foi dirigida diretamente a Hawk e Kwan.

Kwan balançou a cabeça. “Não.” Ele choramingou quando Hawk bateu-lhe na cabeça. “Oh. Sim, eu quero um pouco de chá, tio Daniel. Obrigado.” A voz doce do adolescente e sua sinceridade falsa foram desmentidas pelo brilho em seus olhos travessos.

“Summer?” Daniel ofereceu seu braço para sua priminha.

“Claro que sim.”

Com isso, todo mundo saiu da sala, deixando Cain enfrentar Gage sozinho.

“Quer algo...”

“Não.” Gage interrompeu no meio da frase. “Eu não quero chá e sorrisos, nem biscoitos e leite, nem sequer uma massagem nas costas de você. Eu quero respostas, filho da puta.

Cain assentiu. Bem inferno. Por onde devo começar?

Cain assinalou a Gage a cadeira perto da lareira. “Desculpe ter deixado você desse jeito, mas quando os homens irromperam no quarto, sabia o que significava, e que Jim deveria estar morto.

Gage empalideceu. “Jim está morto?”

“Tenho certeza disso. Depois que fui baleado, eu...”

“Você levou um tiro?” Gage levantou a camisa e mostrou a Cain sua própria cicatriz.

Cash Cole

 

Cain levantou sua camisa e apontou para um de seus músculos peitorais.

“Uma entrou em meu peito.” Abaixou suas roupas e se curvou para examinar Gage, que se afastou.

“Não vamos comparar feridas de guerra, como velhos amigos do exército.” Cain informou, baixando a roupa. “Desde que eu conheci você, eu fui baleado, arranhado, sequestrado, lançado merda e...

“Espere.” Cain levantou a palma da mão para sinalizar que parasse. “Esse pássaro não é um membro da minha família.”

“Sua o quê?” Gage perguntou incrédulo. “O que vocês pensam que são super-humanos; extraterrestres ou o quê? As pessoas só não... trocam...” Estalou os dedos e sua voz caiu para um sussurro. “Eu vi. Está bem? Mas eu n... não posso acreditar. É muito improvável.

Cain sabia que Gage tinha que lembrar da sua transformação de homem para animal diante de seus olhos, e se ele estava familiarizado com Kwan, o menino tinha dado um susto em Gage. Ele olhou para Gage com simpatia. “Desculpe. Eu sei que você deve ter sido difícil de entender.”

“Sim.” Gage respondeu rudemente. “Essa é a cereja no pequeno bolo do meu dia, Ross. Cain. Quem quer que seja.” Acenou com a mão cobrindo a sala com sua próxima declaração. “Eu não estou nem perto de entender um pouco isso.

Oklahoma está começando a soar muito parecido com o que eu imaginei que Marte poderia ser.

Então ele baixou a voz. “Sabe o que é passar a noite com o amante dos seus sonhos apenas para ser rudemente acordado por tiros e vê-lo mudar em alguma coisa saída do Livro da Selva?... Quer dizer, eu sou mente aberta, mas isso é pedir demais.

Gage se levantou e apontou o dedo para o peito de Cain. “E para onde você fugiu, nem escreveu ou telefonou, só fez "Puff" como o Gasparzinho e desapareceu porque era conveniente.” Ele fez uma pausa. “Rebobinemos. Vamos voltar para Jim. Por quê você está tão certo de que ele está morto?”

“Porque eu estou no programa de proteção às testemunhas, e ele era o meu segurança. Um dia ele foi e simplesmente nunca mais voltou.” Cain respirou fundo e exalou lentamente. “Não recebi

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nenhuma mensagem nem nada, então eu pensei que estava tudo bem, que talvez ele havia voado para Nevada. Talvez sua ausência tinha algo a ver com o que aconteceu no ano passado.”

Gage olhos se estreitaram. “Você está com problemas...?”

“Eu testemunhei um assassinato, dois, na verdade, e eu conheço o homem que matou meus amigos. Ele estava em Las Vegas falando com os comissários de jogos sobre um novo cassino que a tribo quer instalar, e estes homens atacaram um dos líderes tribais na sala, atirando, ferindo três pessoas, matando dois. Eu não tinha escolha, a não ser entrar na proteção a testemunhas até o julgamento.

Gage parecia refletir sobre o que diria. “E New Orleans?”

Isso foi uma escala, um lugar para tentar passar despercebido, só... que eu conheci você e . .você sabe o resto da história.

Gage olhou para ele, incrédulo, como se Cain não tivesse contado toda a verdade e ele não tinha feito. Como ele poderia explicar a Gage que não reconhecia a si mesmo, que tinha caído no amor com bastardo sexy?

Cain pegou as mãos de Gage e as levou para os lábios, suavemente beijando cada pulso. Ele podia sentir o pulso de Gage saltar no momento em que sua língua provou a pele. Então Gage não era imune a ele. Cain puxou-o para mais perto.

“Eu não quero te beijar,” murmurou Gage, afastando-se.

Mas Cain segurou-o rápido. Mentiroso. Gage primeiro iria queimar no inferno antes de admitir que o que ele mais queria no mundo era fazer amor com Cain, mas Cain não colocaria isso à prova. Ainda não. Haveria tempo para isso mais tarde.

Os dedos de Cain inclinaram o queixo de Gage, para ver os olhos amados.

Gage estava com medo, certo. Muito zangado. Confuso. Ele baixou a mão e puxou a camisa de Gage até seu ombro. Cain sabia exatamente onde ele tinha arranhado. Ele não queria machucar Gage, apenas protegê-lo.

Cain pensou que Gage ia bater em suas mãos para longe, mas ele permaneceu quieto e permitiu que Cain explorasse mais profundamente a marca permanente.

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“Realmente sinto muito” Cain conseguiu dizer, com estranguladas palavras.

Ele lembrou o momento em que Gage ficou ferido. Cain teve medo que os homens matassem seu amante, e tinha estado bem perto de acontecer.

Gage se virou e olhou para Cain, que parecia estudar seu rosto. “Eu sei.” Por um momento, pareceu relaxar permitindo Cain acomodá-lo em seus braços. Então ele enrijeceu e limpou a garganta.

“Se estiver bom para você, eu gostaria de algum chá oferecido por seu primo.

Quero saber mais sobre essa bagunça em que estamos juntos. Se esta é uma situação perigosa, como você diz então eu piorei essa coisa toda para encontrá-lo, porque se eles me seguiram, você e sua família estão em perigo.

Cain engoliu o pedaço de orgulho misturado com dor. Sabia que Gage não poderia traí-lo como a mulher de Hawk tinha feito. Sabia instintivamente que as coisas com Gage estavam indo para ser duradouras, porque ele era leal e comprometido.

A Presença de Hawk no marco da porta entre a cozinha e a sala encheu os olhos de Cain. Por um momento, seus olhos estavam fechados e Hawk compartilhou seus sentimentos em sua mente com Cain. E isso, caro primo, é por que eu não o deixei ser ferido no hotel e ajudei a trazê-lo pra você.

Cain balançou a cabeça em resposta. Eles tinham de encontrar uma maneira de deter quem matou os dois líderes da tribo. Nem ele e nem seus primos vão deixar as mortes de Rogers Mason e Kyle Adair sem vingar de alguma forma - os assassinos vão para a justiça, a justiça dos nativos.

“Eu sei que você está ferido e assustado” disse Cain, beijando a testa de Gage.

“Mas eu preciso que você confie em mim.”

O olhar de Gage foi de suspeita, mas ele sustentou o olhar de Cain “Tenho certeza de que sou um tolo imbecil. Que escolha tenho?” Cain beijou-o novamente, desta vez nos lábios, profundamente, com paixão tranquila, ele sabia, pelo menos tranquilizaria Gage. “Você sempre terá uma opção comigo. Nunca te forçaria a ficar ou suportar algo que eu sei que desprezaria, mesmo que isso signifique renunciar a você.”

Gage saiu de seu peito. “Não lutaria por mim?”

Cash Cole

 

Um lento sorriso se formou nos lábios de Cain. “Não me tente.”

Gage respondeu com um sorriso irascível que combinava com o seu. “Oh, eu vou tentar fazer mais do que isso mais tarde. Me deve, homem.”

Hawk limpou a garganta. “Agora que você estabeleceu que ele não vai a lugar nenhum, podemos voltar a nossos assuntos?”

Cain olhou para cima. “Eu pensei que já tínhamos discutido isso antes. Eu não vou deixá-lo continuar sendo parte disto por mais tempo.”

Gage arrumou sua camisa. “O que você está falando?” Hawk caminhou lentamente em direção a eles. “Necessitamos voltar ao hotel, para levar os homens para o rio.”

“Não!” Cain trovejou. “Ele estaria em perigo.”

Hawk deu de ombros. “Não podemos evitar isso, irmão. Ele já está muito envolvido nisso. Eles sabem quem ele é, e de qualquer maneira uma vez que sintam que é inútil, eles o matarão.”

Cain sentiu que Gage estava tremendo. “M... me matar?” Gage ele perguntou. “Porque é que eles vão querer me matar?”

“Porque você viu as suas faces, mel,” disse Cain, abraçando-o. “Viu-os em New Orleans. Você os viu no estacionamento do hotel. Seguiram-no aqui, esperando que você os trouxesse a mim.”

Gage se afastou desta vez colocou as mãos nos quadris e seu rosto mostrou muitas emoções. “Você, Você me trouxe a Tahlequah, não é?” Inalou. “E aqui estou eu felicitando-me por ter encontrado você.”

Seus braços estavam se movendo descontroladamente pontuando suas palavras. “Isso era o velho, não é? O enviou a New Orleans para mim.

“Não.” Cain balançou a cabeça. “Wahui foi por sua própria conta, sem o meu conhecimento. Uma vez que ele e Summer te encontraram eles me avisaram.”

“Oh, qualquer que seja.” Gage afundou no sofá. “Você deixou migalhas de pão o suficiente para eu chegar até aqui, e como idiota, eu as segui.”

Cash Cole

 

“Bem, agora você está aqui e nós precisamos de você,” Hawk interrompeu. “Cain precisa de você.” Suas palavras foram um desafio.

Para seu crédito, Gage parecia absorver o que Hawk disse como um remédio ruim. Ele se levantou e enfrentou Cain. “Diga-me o que você precisa que eu faça.”

A voz de Gage era firme, mas Cain viu as mãos de Gage fechar em uma bola por causa da tensão, enquanto enfrentava-o.

Cain viu seus primos deixar a cozinha atrás de Hawk. Mesmo Kwan estava sério. Eles cuidariam de Gage para que estivesse a salvo. Cain podia confiar neles, assim como Gage podia contar com ele.

Juntos, de alguma forma, eles levariam os homens de Ben Carson ao conselho.

Cash Cole

 

Cap u C a a p í p í t í t t ul u lo tr s l o o t t r ê r ê ê s

 

Gage se viu passar a noite no quarto de hóspedes de Daniel, com Cain como companheiro de quarto. Em vez de uma suíte de hotel, desta vez eles tinham um grande quarto no segundo andar, com janelas com vista para o rio Illinois.

Gage abriu uma janela e imediatamente ouviu o som de água sobre as rochas abaixo deles, seguindo o caminho modelado séculos antes.

Em algum lugar distante, um pássaro chamava outro, e a não ser pelas coisas que ele tinha visto desde que conheceu Cain, ele não achava que havia algo escuro sobre ele. Agora, ele escutou com mais atenção, imaginando se as aves eram pássaros reais ou se eles eram shifters, como Cain e os outros membros de sua família. Se assim for o que estavam dizendo um ao outro.

“Tudo mudou?” Gage perguntou baixinho quando Cain entrou no quarto a partir do banheiro.

“Não. Nós não.” Cain veio por trás e colocou os braços ao redor de seu corpo. Suas mãos tomaram os mamilos de Gage, eram quentes, reconfortantes.

Sentir o peito largo de Cain contra suas costas era como uma rocha para Gage, sua fortaleza em face do mundo estranho que ele tinha entrado.

Tinha um milhão de perguntas, mas não queria ser rude. Quantas vezes tinha um homem a oportunidade de falar com seu amante sobre a vida com peles, barbatanas ou penas em vez de pele?

“Será que isto te apaga?” Cain perguntou, acariciando o pescoço de Gage. “Saber que você dorme com alguém que pode mudar de homem a fera e de volta para homem?”

“Honestamente, eu estou com medo. Mas depois de fazer sexo com você,” ele fez uma pausa. “Não, contanto que nenhuma mudança aconteça durante o sexo.”

Cain bufou com a falta de tato de Gage. “Isso não está em minha mente.” Girou Gage até que ele estava de frente para ele. “Isso significa que o sexo é uma opção para nós hoje à noite?”

Cash Cole

 

“Não, se essa é a sua ideia de preliminares.” Gage evitou seu olhar. Ele não estava pronto para perdoar o nativo indescritível. Pensar em fazer amor com o sobrenatural era incrivelmente perturbador e, ao mesmo tempo... irresistível. Uma emoção desconcertante que Gage não se permitiria a admitir.

Deus, mas Gage o queria. Ele fechou os olhos e inalou profundamente.

Podia sentir o cheiro de Cain. A combinação de macho puro misturado com o cheiro de sabonete e loção pós-barba. Não que seu Nativo tivesse barba para raspar. Cain disse que os índios não tinham muitos pelos em seu corpo.

Ele se virou para ver Cain. Mas porra, tinha certeza que o cabelo em sua cabeça era a coisa mais linda. Longo, sedoso e gostoso de passar os dedos. Gage levantou a mão, incapaz de resistir a acariciar o cabelo bonito.

Cain ficou quieto, seus olhos brilhavam escuros e profundos pela paixão.

Gage conhecia esse olhar. Ele tinha visto muitas vezes em Nova Orleans. Tudo o que ele precisava era de uma palavra, e sabia que Cain o tomaria, mesmo sabendo que Cain tinha dito que nunca iria forçá-lo, Gage sabia que mesmo Cain tinha seus limites.

Os olhos de Cain viam os lábios de Gage e seus próprios lábios se curvaram divertidos. “Ah, sim, o namoro obrigatório antes da consumação. Por que insistir neste aspecto particular, quando nós dois sabemos que queremos ir para o ponto?” Então deu uma falsa expressão branca quando Gage iria se opor.

“O... obrigatório? Quer ir para o ponto?” Gage empurrou Cain com seus dois punhos contra o peito afastando-o. “Não me diga que não aprecia as preliminares. O que você chama uma semana de jantares e bebidas em New Orleans antes de passarmos a noite juntos?”

Cain segurou ambos os pulsos de Gage, fechando os dedos em torno dele bem apertado. “Chamo de semana abençoada.” Puxou o corpo de Gage contra o dele, libertando as suas mãos e embalando o seu traseiro, empurrando Gage duro no calor de seu corpo, abaixou a cabeça e passou a língua no lábio inferior trêmulo de Gage.

Um gemido escapou dos lábios de Gage. “Cain” Isso foi tudo antes de se derreter no abraço.

Cash Cole

 

Cain empurrou a língua para os lábios abertos e afundou suas mãos no traseiro de Gage, pressionando seus corpos juntos, pênis com pênis, e alma com alma.

Gage sentiu suas pernas fracas. Não podia negar que sabia o que ambos queriam.

Cain enterrou seus lábios na veia pulsante na base do pescoço de Gage, saboreando a pele doce que implorava para ser explorada. A pantera sentiu o cheiro do medo de Gage e o cheiro de sua excitação. Ele fechou os olhos e cheirou a emoção de Gage e seu desejo, virou o músculo longo e rápido, com a necessidade de buscar o divino refúgio dentro dos limites apertados do corpo de Gage.

Em segundos, rompeu com a roupa de ambos e foi transportado, como se ele estivesse correndo selvagem na selva, o vento em seu cabelo apenas sentindo o chão sob seus pés. O seu sangue misturava-se com o da pantera, seu quente espírito natural misturando-se, enquanto lutava para confortar Gage em seus braços. Ouviu Gage ofegar quando ele deslizou o dedo no ânus de Gage, sentiu o corpo de Gage agarrar seu dedo. Ele apertou seus lábios em Gage, seu próprio corpo tenso, em seguida expandiu, pulsando aceleradamente com uma energia que havia esquecido que tinha sob controle.

Chegando ao ponto sem retorno, buscando tudo o que ele e seu espírito animal poderiam ter de mais gentil em sua alma, Cain fodeu Gage com o seu dedo sem piedade, devorando a boca de Gage com a língua, empurrando em ambas as cavidades, pronto para explorar seu desejo. Sua semente estava pronta para explodir, e uma vez que ele sabia em seu coração que Gage não tinha estado com qualquer um desde que haviam feito sexo, sabia que o ânus de Gage provavelmente não estava lubrificado e suficientemente pronto para isso. Cain não podia esperar.

Se moveu ao redor de Gage, inclinando-se sobre a cama e arrastando o traseiro do homem menor, para trazê-lo para seu pênis dolorido. Apertando os dentes. Cain estava pronto para empurrar mas desacelerou dolorosamente, não querendo machucar Gage.

Gage ofegou, sua voz rouca, urgente. “O que você está esperando? Faça. Apenas me fode!”

O pênis de Cain foi para a abertura. Com uma mão nas costas de Gage e a outra em torno de seu pênis, se pressionou dentro da carne abençoada, vendo o buraco de Gage aumentar, a visão do buraco rosa e fortemente enrugado era mais poderosa do que qualquer afrodisíaco que poderia imaginar.

“Diga-me se eu te machucar.” Cain grunhiu tenso, enquanto ele deslizava para frente, centímetro por centímetro, mal sendo capaz de manter-se de investir em seu amante.

Cash Cole

 

A resposta de Gage foi forte. “Eu vou te matar se você não faz. O que te parece isso?”

Respirando fundo, Cain lutou para ceder ao desejo de ambos. Isso foi muito delicado. Ele se empurrou com força, enchendo Gage, fodendo-o cada vez mais duro.

Como ele pôde ter deixar Gage em Nova Orleans? O corpo de Cain se lembrou do que sua mente tinha tentado com todas as suas forças esquecer. As costas fortes, esse traseiro apertado. As memórias fluíram para ele enquanto ele aumentava o ritmo estabelecido, alcançando o limite da sua libertação.

“A-se-u-e-hu-lo.” A palavra escapou de seus lábios quando disparou a sua semente, ele percebeu o que tinha dito ao par que mantinha seus fluidos corporais.

Cain não sabia se ria ou chorava com arrependimento. Deveria dizer a Gage agora? Não. Não é o momento. Essa era a primeira vez que Cain tinha dito a alguém meu amor.

Gage olhou para cima e rosnou de volta, Cain virou Gage sobre suas costas e facilmente se acomodou ao seu lado. “Desculpe... eu tenho sido um bastardo impensado por te tomar desse jeito.” Cain se ajoelhou e chupou o pênis de Gage em sua boca. Ele mal lambeu antes do esperma quente atingir sua garganta.

Cain engoliu faminto, lambeu, chupou e agarrou o traseiro de Gage, enterrando o rosto entre os cabelos crespos de sua virilha.

Gage gemeu, levantando seus quadris e um derramando jato de líquido.

Cain olhou para cima e viu o rosto de Gage viajar através de milhões de emoções. Alívio? Com certeza. Mas havia algo que parecia surpresa. . seguido por algo que parecia medo.

Cain deitou ao lado dele. Embalando o rosto de Gage contra seu peito, ele perguntou gentilmente. “Qual é o problema?”

A voz era de Gage era suave contra a pele quente de Cain, mas Cain o ouvia claramente. “Prometa que não vai me deixar de novo amanhã.”

“Eu prometo” Cain o abraçou forte, recusando-se a deixar Gage ir mesmo quando ele adormeceu.

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Ele ficou alguns minutos observando o quarto escuro depois que ele ouviu o ronco suave de Gage. Ele sabia dos riscos que teria que enfrentar no dia seguinte, mas ele confiava em sua família para garantir a sua segurança até que os homens de Carson fossem pegos. Sua felicidade e sua vida dependiam dos eventos que ocorreriam em poucas horas.

Cash Cole

 

Cap C a a pí p í t l í t u t u u lo l o qua r o q q u u a t a t t r o r o

 

Não fazia sentido para Gage que Summer o levasse de volta ao hotel no dia seguinte, com o objetivo de pegar roupas para uma viagem ao Rio Illinois.

Gage não tinha sequer calças jeans cortadas, mas Summer lhe disse que um de seus primos era quase do mesmo tamanho, por isso ela pegou algo que ele poderia usar. Ele viu o maiô azul marinho. Pelo menos, não era um Speedo.

“Precisamos parecer como se fôssemos apenas dois amigos desfrutando de um passeio de barco.” Summer deu-lhe as roupas. “Use esta camisa solta com um maiô.”

“Por quê? Eu não vou nadar.”

Summer riu. “Poderia. Depende das correntes no rio hoje e se eu posso lidar com as correntes.”

Gage parou de se vestir. “Por favor, me diga que você sabe como lidar com uma dessas canoas.”

“Por quê? Você não sabe nadar?” Summer piscou inocentemente enquanto Gage lhe dava um olhar mordaz.

“Claro que eu sei nadar. Nasci e me criei em Louisiana.” Gage acabou de se vestir. “Pensa que Oklahoma é o único estado da união que tem água? Temos seis mil milhas de canais, mais do que qualquer outro estado da nação.

Summer aparentemente não necessitava de mais aulas de história assim que deixou passar, Gage estava tão grato. Nada como estar semi-nu na frente de uma estranha, perguntando-se se ela fazia aquilo, seja lá como é chamado. Troca formas? Transformadores? Algumas criaturas emprestavam seus corpos enquanto o deles... Que diabos acontecia quando os nativos habitavam a pele de seu espírito animal? Perguntar lhe dava arrepios, por isso era preferível manter uma conversa mundana com ela enquanto esperava ele se vestir em silêncio, aparentemente ela fazia. Porra. Ele falava enquanto troca de roupa, dando a sua mente algo para ocupar-se além da excessiva ansiedade e puro medo.

Cash Cole

 

“A primeira coisa que você ganha quando você é nascido no estado do Pelicano é um crocodilo de pelúcia e um maiô. Como é para os índios? Pensei que Oklahoma tinha uma tonelada deles. De onde você acha que todos eles vêm?”

Gage continuou a queixar-se, mais para acalmar seus nervos que para impressionar Summer com sua defesa do seu estado natal.

Ele checou sua aparência no espelho. Bastante turista para você?

“Você parece bem.” Summer pegou a jaqueta jeans e deu a Gage. “Se você sentir frio. Claro que você precisa parar por cerveja e gelo. Você não pode viajar pelo Illinois sem abastecer uma geladeira portátil.

“Bem, eu poderia tomar uma cerveja gelada.” Gage respirou fundo. Ele pode não ser capaz de mudar de um homem para um wombat2 ou qualquer que seja o animal naquele dia, mas ele iria mostrar aos nativos uma coisa ou duas sobre navegar como um rato de rio e ser capaz de se defender contra os assassinos.

Cristo. Se ele pudesse passar a noite com eles, sem vomitar, certamente ele teria a coragem de acolher quem quer que fosse que estava lhe seguindo, sem fugir.

Uma coisa que não contava era quão fria estava à água. Droga! Se Summer não pudesse manter o barco de fibra de vidro à tona, afundaria no frio Illinois, e iria lhes causar um choque hipotérmico. Gage amaldiçoou enquanto se afastava da margem do rio e seus tornozelos afundavam na água.

“Por que está tão confiante que eles vão nos seguir?” Perguntou a Summer uma vez que percorreram um quilômetro de rota.

“Você não ouviu os falcões voando sobre as nossas cabeças depois da última curva?

 

2 wombat

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Gage grunhiu. “Eu esqueci. O código secreto da família. Ainda não falo grasnado fluentemente.” Eu sabia que se ouvia mal-humorado, mas naquele momento não se importou. Tudo que queria era terminar o seu dia e esperar que Cain e seus primos pudessem capturar quem o tinha seguido de Louisiana.

“Eles estão indo capturar, e não matá-los, certo?” Gage murmurou. Ele abaixou a cabeça e esperou que a menina atrás dele lhe desse uma resposta.

“Eles não discutem essas coisas comigo. Acho que vão fazer o que for necessário.” A voz de Summer era plana, sem emoção. “Não está remando” ela repreendeu-o. “A mão para cima e empurrando para trás e para baixo, lembram-se? Baixa as mãos e retorna.”

“Oh, meu Deus” Gage repetiu para si mesmo várias vezes enquanto ele seguiu as instruções de Summer. Havia algo infinitamente energizante em se tornar um com o rio, mas o rio era profundo, escuro, misterioso e sempre em movimento e nem sempre na direção ou a velocidade que parecia plausível.

Continuamente lhe tirava de guarda. Como Cain.

Gage não podia deixar de se preocupar. Eu devo ser louco. Sentado em um barco sobre uma lâmina de água com uma mulher que fala com os pássaros. há dois assassinos nos seguindo e adiante tem um homem que muda de forma ... “Hey. Não quer se tornar um falcão, um papagaio ou o que quer que seja e me deixar manejar o barco sozinho, certo?”

Depois de um momento de silêncio, sem ouvir uma resposta, ele se perguntou se ele tinha ofendido Summer. Gage se virou para vê-la sobre seu ombro. A cara de Summer estava pálida e olhava intensamente para o céu.

Quando Gage olhou para cima, viu dois falcões atrás de si, quase diretamente sobre os dois homens em outra canoa. Um estava fumando e olhava o céu e o outro tinha uma arma e apontava para os pássaros.

“Não. Querido Deus, não.” Gage prendeu a respiração enquanto ele estava assistindo o homem apontar. Ele ouviu que amaldiçoavam e murmuravam algo sobre os malditos pássaros da área. Ele então atirou duas vezes. Os pássaros piaram e penas caíram no rio.

Cash Cole

 

“Sente-se.” Summer exigiu.

Gage não estava consciente que estava de pé. Nervoso voltou ao seu lugar, pegando o remo que havia deixado cair.

Summer se esticou e tomou um enquanto Gage envolveu seus dedos ao redor do outro. “Desculpe.” Lutando para se controlar.

“Eles têm toda a sua atenção em nós agora” disse Summer “Portanto, não demorarão muito para chegar perto de nós. Precisamos sair da canoa.”

“Onde?” Gage não via nenhum lugar para ir. Os extremos de ambos os lados estavam cheios de pedras, com nada sólido por onde andar.

“Ali na frente, cerca de 15 metros. Rápido. Pegue os remos e ajude para que a canoa chegue a um banco de areia do lado esquerdo.”

Genial. Um banco de areia entre eles e o rio por um lado e floresta do outro. Os animais da floresta se manifestaram, o que significava que Cain e seus amigos poderiam estar aqui por perto.

“Eu pensei que haveria uma ponte ou alguma coisa” Gage se apressou a dizer, lutando contra o pânico que se erguia do seu estômago para o nó na garganta. “Eu pensei que os rapazes poderiam gostar... você sabe, de emboscá-los a partir de um lugar alto ou algo assim, não que tivéssemos que deixar a canoa.” Onde os homens nos seguirão e poderiam disparar, ou Deus sabe o que mais.

A voz de Summer era baixa, mas as palavras claras. “Atua como se pegássemos uma pausa.” Ela ajudou a levar a canoa para o banco de areia.

“Então baixa, pegue o mais refrigerador e puxe um par de cervejas.”

“Ah, claro. E convido os homens armados para uma cerveja, talvez paquerar com você, se eles gostam de conversar.” Gage continuou seu diálogo falso, enquanto agia como um robô fazendo tudo o que Summer pedia. “O que fazem agradáveis assassinos na floresta? Bonita roupa é um Armani? Você quer uma cerveja? Desculpe, não trouxemos nozes ou pretzels com a cerveja.”

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“Agora.” Summer estava ao lado de Gage, inclinando a cabeça. “Caminhe para a floresta. Existem apenas alguns metros entre o rio, o banco de areia e a terra e o rio tem apenas uns 30 centímetros de profundidade.

Gage olhou para seus tênis caros que tinha a menos de um mês.

“O que eles pensarão que vamos fazer?” Disse Gage.

“Eles acreditarão que somente caminhamos para procurar um lugar para tomar nossas cervejas.”

“Não tem problema” murmurou Gage. Deus, ele odiava estar fora de seu elemento. Se estivessem em New Orleans, ele seria o responsável, a guiaria e sairiam do perigo, não estaria sentado como um babão, esperando por ela dizer o que tinha que fazer.

Summer olhou por cima do ombro e sorriu, mal movendo os lábios enquanto falava. “Está na hora. Eles se dirigiram para o banco de areia. Basta deixá-los ir.” Gage seguiu a prima de Cain dentro da floresta e sentiu o primeiro golpe de puro terror em sua coluna quando um dos homens gritou atrás deles. Ele olhou sobre seu ombro. Foi o loiro que gritou; o mesmo idiota feio que havia lhe baleado em Nova Orleans. Ira feroz corria através de sua corrente sanguínea. O que ele faria com o filho da puta, se tivesse o remo na ponta dos dedos. Gage não hesitaria em mandá-lo para o inferno.

O reconhecimento brilhou entre eles, instintivamente Gage correu na direção oposta. Ele olhou por cima do ombro para o homem que pulava do barco, tropeçando, caindo, e imediatamente se levantando e correndo em direção a eles.

Summer guiou Gage com seus longos cabelos ao vento. Gage lutava para segui-la, com o coração acelerado. A terra estava fofa, impedindo-o de ganhar velocidade. A grama estava alta e os ramos raspavam seus braços e pernas nuas.

Na distância ele podia ouvir o mugido de vacas pastando no campo e toda experiência ganhou um colorido surreal, um cenário ridículo de pastoreio.

Então o sol parecia se esconder atrás das nuvens e a escuridão envolveu-os quando eles entraram na área florestal. Um grupo de árvores os protegiam dos raios do sol e do vento que estava mais calmo.

Cash Cole

 

Summer parou de correr e se virou lentamente, estendendo a mão como se ela pudesse parar a destruição que certamente se seguirá, uma vez que os dois homens lhes prendessem.

Gage a observava, seu coração acelerado, enquanto os dois homens lentamente desaceleravam, observando-os de forma suspeita.

“Onde está seu namorado?” Perguntou o loiro, com foco em Gage. Ele apertou os olhos e fumou o que parecia ser maconha.

“Ele está aqui” disse Summer, de pé entre os homens e Gage.

Gage deixou de lado. “Não. não vou deixar que machuquem você.”

Ela estava incrédula. “A mim?”

O mais alto e mais escuro dos dois homens, saltou quando ouviu um som nas folhas das árvores acima deles. Ele pegou uma UZI da cintura e disparou para o ar.

“Onde ele está?” Sua voz se elevou, revelando seu pânico.

“Abaixe a arma, Jerry” disse o loiro. “Você quer que qualquer rato de rio com um telefone celular ligue para a polícia?

Jerry não parecia ter certeza do que era pior, a polícia ou o desconhecido.

“Você viu o que aconteceu no hotel com estes pássaros e esse maldito urso.”

O loiro olhou para Gage. “Ele está certo. Onde quer que vá, o reino selvagem parece segui-lo. Por que isso?” assinalou para Gage enquanto se aproximava. “Eu não vou machucá-lo se ele aparecer.”

Gage balançou a cabeça. “Eu vou ficar aqui.” Pondo seu braço protetoramente em volta de Summer. Deixe-a ir. Ela não tem nada a ver com isso.

“Claro que você tem, ela trouxe você aqui. E se eu te der um incentivo?” O

loiro puxou sua arma e fumou seu cigarro.

“A polícia da nação Cherokee?” Gage disse esperançoso e desesperadoramente.

Cash Cole

 

“Você vai estar morto antes de chegar aqui” o homem feio respondeu com uma voz que fez a pele de Gage se eriçar. “E eu aposto que Cain não quer você morto.”

“Uh, Mark?” Jerry falou quando o vento levantou uma brisa fresca entre eles, movendo as folhas a seus pés. “Eu não gosto de estar aqui. Vamos sair deste inferno. Isso é assustador, vamos deixar Carson cuidar do seu próprio trabalho sujo.”

“Eu não vou até ver Cain e fazer o que eu vim para fazer.” O loiro se aproximou de Gage e Summer.

Agora seria um tempo louco bom para os meninos aparecerem Gage se moveu afastando-se lentamente quando Summer tomou sua mão e começou a se mover para trás. Captou um movimento com canto do olho e olhou para cima. Sua pantera, tão grande quanto a lembrava-se, e escura como a meia-noite, estava em uma grande árvore, esperando para atacar.

Mais uma vez o vento se levantou e moveu a grama. Mark e Jerry correram em direção a eles, e antes que Gage pudesse piscar, uma grande Water Moccassim estava sobre Mark e mordeu seu ombro, mostrando os seus dentes, enrolando e assobiando no ataque feroz. Mark gritou e Jerry perdeu o controle e começou a atirar.

Gage e Summer abaixaram a cabeça quando outras cobras amontoaram-se entre os homens, envolvendo seus braços e pernas, aprisionando-os como cordas, ambos gritaram como meninas.

Uma vez que os homens eram incapazes de se mover, Cain, em sua forma humana desceu da árvore para os homens ao lado de outra pantera, que parecia ainda mais escura e perigosa.

Mark, obviamente, tinha dor, mas ele era arrogante. Ele olhou para cima para ver Cain do seu lugar no chão. “Cain, você é o filho da puta mais sortudo do planeta.” Ela viu a pantera próxima de Cain. “Que é isso um ataque de gatos?” Com todas as suas bravatas, ainda se parecia com um homem que sabia que estava jogando sua última cartada.

“Por que simplesmente não morre?” Jerry gemeu, empurrando o mais rápido que podia mover sua bunda longe da grande pantera, que se aproximava quase como se fosse o guardião do homem.

Cash Cole

 

Cain não pareceu ver as cobras. Rodeou os homens agressivos. “Talvez vocês dois sejam os piores assassinos pagos que alguma vez existiu para usar até mesmo uma arma de brinquedo.” Chutou a UZI de lado.

Gage se perguntava por que ele se preocupou em falar com eles. Por que não amarrá-los e jogá-los em sua própria canoa, e deixá-los ter uma chance com o rio e as cobras? Para consternação de Gage, Cain não só falava com eles, ele os provocava. Em seguida, moveu as mãos e as cobras se debandaram.

“Levantem-se.” Cain ordenou aos dois homens. “Tenham a coragem de me dizer por que querem me ver morto.”

Mark cuspiu no chão enquanto ele se levantava. “Sabe por quê. Você estava lá, você nos viu terminar com aqueles dois em Las Vegas.”

“Por quê? Você sabe, pelo menos quem vocês mataram?” Perguntou Cain.

“Será que isso importa?” Mark respondeu a pergunta com descrença. “O que Carson quer, Carson tem. Aqueles dois poderiam assinar um acordo que custaria a Carson e sua milionária corporação. O que é mais um cassino no maldito território indígena?” Parecia recuperar seu valor quando ele se virou para Cain. “Mas isso importa? Era um índio morto a mais para o resto de nós.”

“Eles eram meus amigos.” A voz de Cain estava cheia de amargura. Mason Rogers era um bom líder para seu povo. Kyle Adair tinha uma esposa e dois filhos pequenos.

“Você quebra meu coração.” Mark se espanou. “O que você vai fazer sobre isso?”

Gage viu Cain avançar cuidadosamente à frente, soltar um som como um rosnado e ronronar, o ar parecia crepitar em toda parte.

“Para cada bandido que Carson enviar, eu tenho irmãos, primos e amigos.” As palavras de Cain pareciam ecoar profundamente em sua garganta com cada sílaba.

Então o impensável e inimaginável aconteceu. Ele trocou. Rapidamente.

Cash Cole

 

Suavemente. Radicalmente. A pele tornou-se pelos, as costas arquearam e logo ele estava empurrando o assassino de costas no chão, caindo sobre ele com todas as quatro patas, saliva escorria dos dentes mais afiados que Gage já tinha visto.

Além das cobras no chão mudarem para mais ou menos uma dúzia de homens, a segunda pantera mudou para uma versão mais jovem de Cain. Um dos homens que tinha sido uma víbora usava um uniforme de xerife e insígnia. Ele avançou e puxou um par de algemas.

Jerry, ao mesmo tempo em que sussurrou reverentemente. Que porra é essa?

Ele desmaiou e caiu de costas.

Mark parecia que finalmente ficou sem palavras. Voluntariamente permitiu ao xerife e um par de seus homens algemá-lo e colocá-lo em pé.

“Tudo está gravado?” O oficial da lei perguntou a pantera.

Em resposta, o jovem que parecia ser o irmão de Cain, deu um tapinha na parte de trás da cabeça da pantera e Cain reapareceu.

Cain deu a Mark um olhar cínico, em seguida, abriu a camisa, revelando que ele havia gravado toda a conversa. Cain retirou-o e deu-o ao homem que tinha falado com ele, então confrontou Mark.

Mark olhava-os. “Nunca conseguirá usar isso. Esta é uma prisão ilegal.”

“Eu sou a justiça, idiota.” O xerife puxou as algemas, dirigindo-se a ele.

“Agora é a sua palavra contra a minha.”

“Você não quer que qualquer tribunal descubra o que aconteceu aqui” Mark disse, sua voz cheia de medo. “Certamente, outras pessoas saberiam que seu povo troca de forma.

Hawk avançou ameaçadoramente. “Sim, mas quem vai acreditar que um animal pode mudar? Está fodido, idiota. Ninguém, nenhum juiz branco iria acreditar, e um nativo não levaria o caso. Então, você está ferrado.

Cash Cole

 

O xerife se inclinou e respirou fundo a não mais de cinco centímetros de distância do loiro. Em seguida, procurou nos bolsos de Mark e tirou um pequeno pacote revelando seu conteúdo.

“Isto parece ser, pelo menos, cem gramas ou mais de maconha, rapaz.

Estes são outros 20 anos na prisão estadual. E eu me certificarei que todas as pessoas acreditem que tudo que você viu aqui hoje é por causa disso.

Cain colocou as mãos na cintura. Sua voz calma era desmentida pelo olhar feroz em seus olhos escuros. “Atirar em mim é uma coisa, imbecil. Disparar em meu homem é outra. Você pode dizer isso ao seu patrão na próxima vez que você o vê. Na prisão.”

Gage sentiu o calor daquelas palavras. Tão bizarro que tinham sido os dois dias anteriores, ele estava agradecido e finalmente seguro. Sentia-se orgulhoso e com um sentimento de realização, como se fosse ele quem tombou os assassinos. Ele moveu sua mão para frente. “Aqui gatinho, gatinho.”

Cash Cole

 

Cap u C a a p í p í t í t t ul u lo ci c l o o c c i n i n n c o c o

 

“Vocês dois vão ficar aqui por um par de horas” Summer lhes disse enquanto o xerife e três de seus homens pegaram duas canoas com cada preso no meio de dois homens armados. “Wahui estará aqui para mim em breve.”

“E os outros?” Disse Gage.

Summer sorriu. “Eles se foram, suas canoas estão na próxima curva, fora da vista.”

Cain parecia relaxado. “Jesus. Você, eu, um rio e um cooler cheio de cerveja.

Acho que podemos ter um par de horas. O que você acha?”

Gage assentiu. Ele não tinha certeza de quão divertido poderia ser, coberto de lama, com apenas o rio frio e o banco de areia, mas sem dúvidas que seria interessante.

Esperaram com Summer até que o avô virou a esquina e, em seguida, puxando a jovem mulher Cain sussurrou algo para Summer, que abriu um grande sorriso. Quando eles estavam relativamente sozinhos, Cain pegou a mão de Gage e levou-o à grande árvore onde ele tinha esperado os homens de Carson.

“Empacotei rápido nesta manhã, mas tenho alguns sanduíches e um cobertor.” Cain assinalou uma mochila.

Gage observou o alimento. “Há quanto tempo está aqui?”

“Cerca de duas horas antes de você e Summer chegarem.”

“Como você chegou aqui?”

Cain riu. “Eu pensei que você nunca perguntaria.” Lhe levou a uma pilha de arbustos, removendo alguns ramos, mostrou a sua própria canoa. “Vamos. Você pode me fazer companhia

Cash Cole

 

enquanto voltamos para baixo do rio. Então eu vou te mostrar como um nativo verdadeiro navega nestas águas.”

“Summer não é nativa o suficiente?”

“Não para você.” Cain lhe deu uma piscadela. “Você quer ajudar ou Não.”

Uma vez que Gage estava instalado no interior da canoa, Cain o familiarizou com todos os aspectos da canoa, bem como o rio. Ensinou-o como manter-se nas corredeiras, para então relaxar nas curvas que serpenteavam rio abaixo. Ele mostrou as muitas nuances de prazer que o rio oferecia para quem fosse astuto. Como o fato de que a água era mais fria em alguns lugares que em outros, ou como os peixes e outras criaturas do rio apareciam entre as rochas e na superfície do rio para obter seu alimento.

Pela primeira vez desde que se conheceram, Gage tornou-se um com ele em espírito. Agora que o perigo tinha passado, o ar estava claro e seus sentidos afiados. As rochas que tinham dado um mau pressentimento quando estava com Summer agora pareciam convidar, pedindo que Gage as escalasse para ver seus topos.

Ele aprendeu o som do rio, ao reconhecer as notas quando passavam sobre as pedras afiadas que moviam o rio forçando-o a mudar o ângulo.

Principalmente, ele testemunhou a mudança de Cain. Se havia ido toda tensão e super vigilância que parecia como se algo ou alguém fosse saltar sobre ele a qualquer momento. Em vez disso ele tinha uma sensação de paz e felicidade. Era adorável, um gatinho grande sob o raio de sol, estendido e relaxado.

Depois que eles caminharam vários quilômetros, Cain foi para um banco de areia. “Descemos aqui.”

Gage estava decepcionado. Ele esperava passar mais tempo no rio.

Cain ofereceu a mão a Gage para ajudá-lo a sair da canoa, então eles a subiram para o banco de areia, retiraram o conteúdo e moveram-se para um ponto mais seco.

“Você não se preocupa que alguém a roube?” Disse Gage.

Cash Cole

 

“Não. Minha família possui esta área, perto de um quilômetro abaixo da estrada há uma pequena cidade chamada Mystic. Apenas uma família branca vive ali, os sogros de Daniel, e eles odeiam o rio, sim, vai. Por que viver aqui, se você odeia água, certo? E odeiam os índios, principalmente Daniel, mas minha família já morava aqui antes de seus sogros comprarem um lote. Meus primos, meu irmão e eu somos os únicos que passam pelas corredeiras.

“Ah, então, esse cara perto de você – a outra pantera - é o seu irmão. Por que ninguém se atreve a ir mais longe?”

Cain riu. “Eles provavelmente estão com medo de encontrar um urso ou uma família de Water Moccassins.”

Gage ficou em silêncio. Ele olhou ao seu redor, sabia que em circunstâncias normais, deveria estar nervoso por estar tão longe da civilização só com Cain e sua família estranha nas proximidades. Mas... Gage sentia-se estranhamente calmo, como se tudo o que havia presenciado fosse apenas natural.

“Você quer voltar para a cidade?” Perguntou Cain.

Quando Gage o viu, viu a preocupação sobre ele. Cain poderia levá-lo ao hotel, mas agora que eles estavam sozinhos, Gage não poderia pensar em qualquer outro lugar que preferisse estar, e assim o disse.

Eles ficaram em silêncio por um momento. Gage sabia que se um movimento tinha que ser feito, ele era quem tinha que fazer. Seu amante mais que dominante não tinha problemas para tomar o controle, mas antes de seu relacionamento avançar para o próximo nível, Cain queria que ele expressasse seus sentimentos.

“Eu estive apaixonado quando era um adolescente e eu tive um relacionamento sério e exigente na faculdade” Gage confessou. Respirando fundo antes de continuar. “Oh, eu quase fui morar com o homem errado no ano passado.”

Cain parecia estar pensando sobre isso antes de falar. “Alguma coisa que você viu neles, você está perdendo por causa de mim?”

“Nenhum deles se compara a você.”

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Cain levantou uma sobrancelha. “Você está dizendo que ninguém tem pelo?”

Gage não sabia o quanto poderia dizer sem soar como um completo idiota romântico. “Nenhum deles tem suas habilidades, nem o seu charme ou sua capacidade de transportar-me para outro mundo onde me sinto seguro. Amado.” Aí estava; ele disse a palavra com A, ou pelo menos um derivado dela. “Nenhum deles me fez querer ficar, sem nada mais importar.”

Cain pareceu relaxar. Gage viu seu pomo de Adão se mover, quando engoliu em seco e, pela primeira vez, Cain parecia nervoso.

A sensação de poder fez Gage corar de orgulho. Eu fiz isso? Eu fiz Cain corar?

“Quem de fora já viu que você muda desta maneira?” Disse Gage.

A resposta de Cain foi rápida e tranquila. “Você é o primeiro e único.”

Ele foi sincero, mas para Gage era difícil de acreditar.

“Por que eu.”

Cain deu de ombros. “Algumas coisas sobre você. Você não é um sensacionalista. Eu sabia que não iria correr para as estações de televisão ou os jornais se eu me revelasse a você. Quer dizer, o meu verdadeiro eu, embora, você sabe? A mudança na sua frente foi instintivo para proteger alguém que...” Parou antes da conclusão.

O coração de Gage estava agitado. Cain o amava. O homem poderia não admitir. Isso estava bom. Você pode meu amor, você pode. Ele sorriu e começou a se despir.

Cain o olhava, parecia intrigado. “O que você vai fazer?”

“Lavar-me da lama.” Gage acabou com suas roupas e falou sobre seu ombro enquanto ele caminhava até o rio. “Quer ajudar ou você só vai olhar?”

Gage entrou no rio frio, caminhando entre as rochas, até que a água chegou a sua cintura, em seguida, afundou tremendo diante do banho de gelo.

Nunca se sentiu tão vivo em sua vida.

Cash Cole

 

Quando olhou, viu Cain entrar no rio. Ele estava completamente nu e seu corpo brilhava como uma estátua grega com a luz que se filtrava através das árvores, cada músculo forte convidando para ser tocado. Andou diretamente para Gage afundando até a cintura.

Ele tomou suas mãos e afundou levando Gage acima dele, de modo que seu eixo suavemente deslizou entre suas pernas.

Os lábios de Gage abriram involuntariamente. Estava faminto pelas carícias de Cain, por seus beijos. Gage o havia tentado, seduzido e animado, mas ele provou ser o seduzido. Cain o acomodou de modo que eles se adaptaram perfeitamente entre si como se eles se pertencessem e a sensação de seus pênis roçando-se, duros, foi suficiente para fazer Gage louco com a necessidade.

As mãos de Cain foram para trás da cabeça de Gage e puxou-o mais perto de seu rosto. Avidamente ele passou a língua sobre os lábios de Gage abrindo-os, a boca de seu amante tinha gosto de chocolate preto, doce e amargo.

Então o explorou, enquanto Gage subia suas pernas em torno da cintura de Cain, sentindo o pênis longo de Cain constantemente pressionando contra seu traseiro, tentando entrar.

As mãos de Cain embalaram seus peitorais, seu polegar esfregava os mamilos de Gage fazendo com que endurecessem. “Te quero, a-se-u-e-hu-lo.”

Descuidadamente, Gage gemeu. “Você disse isso na última vez. . O que isto significa?”

Cain afastou-se, observando atentamente. “Meu amor.”

Direto, sem enfeites ou outras palavras ou prelúdios. Típico de seu amante nativo. Gage estava encantado, humilhado e ainda assim foi levado para um lugar no coração de alguém em que ele nunca havia estado. Ele não sabia como reagir.

Claro, ele estava apaixonado. Quem não ficaria? Mas o que ele sentia por Cain era além do que ele realmente entendia ou tinha experimentado.

Cain, de repente meteu as mãos no rio e espirrou em Gage. “Você poderia dizer algo, estúpido.”

“O que?” A água foi removida dos cílios de Gage.

Cash Cole

 

A exasperação de Cain era evidente. – “Eu nunca disse isso a outro homem. Poderia corresponder, ou dizer-me para ir à fodida merda ou algo assim, mas não ficar aí desligado, me deixando ficar lá me sentindo como um tolo.”

Estava ali na água fria, tremendo como um louco pelo frio com Cain parecendo como se pudesse estrangulá-lo, e Gage percebeu que o amava. Realmente, irrevogavelmente, inequivocamente era amor pela primeira vez em sua vida. Ele simplesmente sentia que a emoção estava se aprofundando e amava cada minuto.

Ele sentiu que estava sorrindo, mas ele ainda não conseguia formular as palavras que ele sabia que Cain queria ouvir. Como descrever o universo a alguém? .”.. significa tudo para mim, Cain. Você é meu mundo e eu não quero passar um dia sem você do meu lado. Eu não me importo se você mudar, gastando a metade do tempo com pelo, ou se você pensa em coelhos quando eu digo petiscos ou esquilos quando eu estou pensando nachos.”

“Você me ama?” A voz de Cain estava cheia de admiração.

“Te adoro. Te necessito. Sim minha pantera, meu coração... eu te amo.” Gage estava rapidamente sendo sufocado com beijos e depois foi rodado e preso dentro do círculo de pernas musculosas de Cain, então não havia escapatória, só o pênis de Cain viajando dentro do traseiro de Gage profundo e mais profundo até que o pênis duro como aço de Cain o encheu completamente.

Gage ofegou enquanto Cain entrava nele, naquela cama de água, levantando o corpo de Gage e seu espírito até que ele gritou seu nome. “Cain!”

“Diga que você vai ficar comigo,” pediu o nativo, saindo dele e deslizando os dedos dentro do necessitado buraco que ele havia deixado esfregou e apertou o traseiro de Gage. “Diga que nos daremos uma oportunidade. Deixe-me mostrar-lhe as possibilidades.”

Gage pensou que iria desmaiar. Tudo o que podia fazer era assentir.

“Sim, Oh! Cain... por favor... eu preciso. . mais.” Cain tomou os quadris de Gage a partir e montou nele novamente, desta vez a água estava até os quadris de Gage, o ar da noite acariciava suas costas enquanto eles copulavam. O corpo de Cain se movia contra o dele segurando seu traseiro firmemente no lugar, com cada impulso.

Cash Cole

 

Desta vez quando alcançou o clímax, Cain se inclinou para frente e enterrou o rosto no ombro de Gage, próximo da marca do golpe.

Gage segurou o cabelo bonito de Cain carinhosamente. Cain marcou seu corpo meses antes. Agora, ele reivindicou sua alma. Gage iria ficar com ele até o fim dos tempos.

 

Fi F im i m

Você terminou A Marca de Cain

Cash Cole

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