O Hobbit

J. R. R. Tolkien · Capítulo 1 de 20

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O Hobbit

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Nota à edição brasileira

ESTA nova tradução de O hobbit foi feita a partir da 4a. edição, The Hobbit, Londres, Harper Coilins PubLishers, 1991, e submetida à apreciação de Frank Richard WilLiamson e Christopher Reuel Tolkien, executores do espólio de John Ronald Renel Tolkien.

A tradução ficou a cargo de Lenita Maria Rímoli Esteves, Mestre em Tradução pelo Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP. A revisão do texto e a tradução dos poemas foram realizadas po r Almiro Pisetta, Professor de Literatura de Língua Inglesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. RonaLd Eduard Kyrmse, membro da Tolkien Society e de seu grupo de estudos lingüísticos, “Quendili”, especialista na obra de ToLkien, en carregou-se da revisão final.

A tradução dos nomes próprios fundamentou-se nas diretrizes sugeridas em J. R. R. Tolkien, “Guide to the Names in The Lord of the Rings”, in Jarred Lobdeli (editor), A Tolkien Compass, Balantine Books, New York, 198O, e Jim Allan, “The Giving of Names”, in Jim Allan (editor), An Jntroduction to Elvish, Brans Head Books, Hayes, 1978.

As runas reproduzidas nas guardas deste livro e na introdução do autor significam “Five feet high the door and three may walk abreast” e “Stand by the grey stone when the thrush knocks

CINCO PÉS DE ALTURA TEM A PORTA, E TRES PODEM

PASSAR LADO A LADO

FIQUE AO LADO DA PEDRA CINZENTA QUANDO O

TORDO BATER E O SOL POENTE COM A ÚLTIMA LUZ DO DIA DE DURIN

BRILHARÂ SOBRE A FECHADURA

E em runas assumiriam a seguinte forma:

De maneira similar, o título da introdução, p. XIII, significa "The Hobbit, or There and Back Again", que, em português, corresponde a: O HOBBIT

ou

LÁ E DE VOLTA OUTRA VEZ

E em runas seria escrito da seguinte forma:

O EDITOR

 

Ilustrações

Mapa de Thror

A Colina: Vila dos hobbits

Valfenda

A Trilha da Montanha

As Montanhas Sombrias, vista para o Oeste

Bilbo acordou com o sol da manhã em seus olhos

O Salão de Beorn

O Portão do Rei Élfico

Bilbo chega às cabanas dos elfos-jangadeiros

A Cidade do Lago

O Portão Dianteiro

Conversa com Smaug

O Salão do Bolsão

Mapa das Terras Ermas

Esta é uma história de muito tempo atrás. Naquela época, as línguas e as letras eram muito diferentes das que empregamos hoje. O inglês foi usado para representar essas línguas. Mas dois pontos devem ser observados: (1) Em inglês, o único plural correto de dwarf (anão) é dwarfs, e o adjetivo é dwarfish. Nesta história, usam-se dwarves e dwarvish*, mas apenas quando se fala do antigo povo a que pertenciam Thorin Escudo de Carvalho e seus companheiros. (2) Orc não é uma palavra inglesa.

Ocorre em um ou dois lugares mas é geralmente traduzida como goblin (ou hobgoblin no caso das espécies maiores). Orc é a forma hobbit do nome dado naquele tempo a essas criaturas e não tem nenhuma relação com

orc, ork (orca), que se aplicam a animais marinhos aparentados com o golfinho.

O motivo para este uso é oferecido em O Senhor dos Anéis, III, p. 639.

Runas eram antigas letras originalmente entalhadas ou riscadas em madeira, pedra ou metal e que, portanto, eram finas e angulosas.

Na época desta história, apenas os anões empregavam-nas com regularidade, especialmente para registros privados ou secretos. Suas runas estão representadas neste livro por runas inglesas, que hoje são conhecidas por poucos. Se as runas no mapa de Thror forem comparadas com as transcrições em letras modernas, o alfabeto, adaptado ao inglês moderno, poderá ser descoberto e o título rúnico acima também poderá ser lido. No Mapa são encontradas todas as runas normais, exceto

para X. I e U são usadas no

lugar de J e V. Não havia runas para Q (use CW) nem para Z (pode-se usar a runa dos anões

se necessário). Descobrir-se-á, porém, que algumas runas individuais representam duas letras modernas: th, ng, ee, outras runas do mesmo tipo

também foram usadas algumas

vezes. A porta secreta estava marcada com D

Na borda havia uma mão apontando para esta e embaixo estava escrito: