A Mãe

Máximo Gorki · Capítulo 47 de 61

Páginas do PDF

A Mãe

Notas de Rodapé:

—Não, minha lindinha, não é preciso, respondeu, continuando a caminhar ao lado da pequena.

Acalmára-a o ar fresco da tardinha. Lentamente, formava vaga resolução confusa, mas que a satisfazia.

Tal idéa ia germinando com força e, para lhe abreviar a definitiva fixidez, Pélagué ia sem cessar perguntando a si mesma:

—Que fazer?... Proceder aberta, francamente?...

Tinha caído completamente a noite, húmida e glacial. Brilhavam as janellas das cabanas com avermelhadas, baças, immoveis claridades. O gado fazia ouvir no silencio mugidos de indolencia. Aqui e ali, distinguiam-se breves exclamações. Esmagadora melancolia envolvia todo o logar.

—É aqui! disse a rapariguinha. Sempre escolheu muito má casa! Este camponez é tão pobre!...

E ás apalpadelas, procurou a porta abriu-a e gritou com voz esperta:

—Tatiana, aqui está a sua hóspede!

E logo deitou a correr. A sua vozinha vibrou ainda na escuridão:

—Adeus!

 

NOTAS DE RODAPÉ:

 

[3] O staroste é o chefe d’um mir, ou communa rural

autónoma.

N. do T.