A Pavorosa Illusão

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Capítulo 1 de 3

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A Pavorosa Illusão

A Pavorosa Illusão.

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A PAVOROSA ILLUSÃO.

 

POR

 

M. M. B. DU BOCAGE.

 

LONDRES.

 

1837.

A PAVOROSA ILLUSÃO.

 

POR

 

M. M. B. DU BOCAGE.

 

LONDRES.

 

1837.

 

Ao Leitor.

 

As Nações, humas já quebráram as algemas do despotismo,

outras não tardaram a erguer o grito da Liberdade; porque, aquellas desesperáram de se salvar, estas estam a beber as ultimas gotas do

fel da tyrannia. Por toda a parte se alevantam os Povos contra a execravel imbecillidade dos reis e a maldita hypocrisia dos

sacerdotes. Tão iniqua ha sido a crueldade dos principes e dos frades contra a especie humana, que esta se decidio em fim a

sacudir, de viva força, o jugo de ferro que por tantos seculos lhes havia pesado. He já tempo que nós Portuguezes conheçamos a futilidade das illusões com que os nossos avós nos embaláram.

Risquemos para sempre da memoria esses ridiculos preconceitos de que nos fartou a superstição, com o perfido intuito de mais a seu

salvo nos envilecer. Eia. …Leamos com attenção a excellente Epistola do nosso grande poeta Bocage, que tanto abunda em

salutares preceitos de moral sublime.