
Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa (a propósito de alguns livros recentes)
Reunidos a partir de folhetins publicados no jornal O Primeiro de Janeiro, estes escritos de Antero de Quental discutem como o século XIX passou a estudar a literatura pela ótica da filosofia da história. O ponto de partida são dois livros de 1872: o ensaio de Oliveira Martins sobre Os Lusíadas e Camões e a tese de Teófilo Braga sobre a teoria da história literária portuguesa. Antero examina esses trabalhos com elogio e reserva, e acrescenta observações sobre o estudo de Pinheiro Chagas a respeito do desenvolvimento das letras nacionais. Ao longo das páginas, defende que compreender uma literatura exige olhar para o espírito das raças, das idades e das civilizações. Um texto crítico curto, denso e representativo do pensamento da Geração de 1870.

