
O Trílio Negro
de Marion Zimmer Bradley, Julian May e Andre Norton
Escrito por Clarice Lispector e publicado em 1973, o livro abandona enredo e personagens para acompanhar uma narradora que escreve a um interlocutor ausente. Ela é pintora e recorre à escrita para tentar capturar o instante presente, aquilo que chama de o “é” das coisas, sempre fugidio. As frases avançam por associação, entre reflexões sobre tempo, matéria, música e o próprio ato de criar. Há passagens de euforia, um “aleluia” repetido, ao lado do medo diante do desconhecido de cada momento seguinte. O texto se aproxima da prosa poética e da meditação filosófica, sem trama definida. É uma das obras mais experimentais da autora e costuma ser lida como reflexão sobre linguagem, percepção e existência.