Memória sobre a descoberta das ilhas de Porto Santo e Madeira
mais[1]
[1] Azurara: C. da D. e C. de Guiné, cap. 83—Barros: D. 1.ª, l, 1.º, cap.
2.º e 3.º—D. de Goes: C. do P. D. Joam, cap. VIII—Andrade: C. de el-rei D. João P. 1.ª e 3.ª, cap. XCVII—C. Lusitano: V. do infante D. Henrique, l. 2.º
[2] «Azurara C. da D. e C. de Guiné. Capitulo XXX. Nota (1) do V. de
Santarem. Recommendamos á attençâo do leitor esta importante passagem, pela qual se mostra quanto esta chronica é preciosa pela sua authenticidade, visto que a dita passagem nos revela que Azurara não só consultára os documentos escriptos, mas até os mesmos descobridores, testemunhas oculares d'estes factos, visto que elle confessa não poder fallar da particularidade de que tracta, por Nuno Tristão ser já finado.»
[3] «Azurara C. da D. e C. de Guiné. Introducção do V. de Santarem
pag. XI. A sua fidelidade como historiador é incontestavel. O seu escrupulo e amor da verdade era tal que preferia antes deixar a relação de alguns acontecimentos imperfeita, do que completal-a quando não podia obter já as noticias exactas dos que os tinham presenceado. A sua authoridade como escriptor contemporaneo é immensa, pois Azurara viveu com o principe immortal que elle idolatrava, conheceu pessoalmente os principaes e intrepidos descobridores, os quaes pela maior parte eram criados do infante, e educados scientificamente debaixo de seus auspicios.»
[4] Barros: D. 1.ª, liv. 2.º, cap. 1.º: «E estas que elle escreveo (Azurara)
d'este descobrimento do tempo do Infante dõ Henrique (segundo elle diz já as recebeo de hum Affonso de Çerveira que foy o primeiro que as pos em ordem: do qual Affonso de Çerveira nós achamos alguas Cartas escriptas em Beni, estando elle ali feiturisando por parte del Rey dom