Morte de Yaginadatta: episódio do Ramayana

Cândido de Figueiredo · Capítulo 1 de 5

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Morte de Yaginadatta: episódio do Ramayana

Elucidações e Advertencia

Asserções fundadas, mas que podem passar por temerarias,

reclamam prova efficaz. Não nos esquivamos a ella.....; tomâmo-nos até de ufania com sermos o primeiro que apresenta em linguagem nossa um dos eternos monumentos da verdadeira poesia indiana.

Não é o luxuriante e o garrido da fórma o que nos prende ao

episodio de «Yaginadatta»: difficilmente se aprecia a fórma em toda a sua pureza, quando a lima dos commentarios e a crueldade, talvez, das traducções, entibiou naturalmente o colorido que brotou espontaneo da paleta do artista. Mas aquillo que é sempre bello, aquillo que a mão dos seculos não consegue carcomer nem afeiar, aquillo que o genio deixa insculpido em caracteres indeleveis—torna immortais e queridos os admiraveis «çlokas» da «Morte de Yaginadatta.»

Reproduziremos o episodio em decasillabos portuguezes.

Descorado embora na traducção modesta, entrever-se-á nelle ao menos a majestosa simplicidade da narração, e conjuntamente se descortinará o ponto mais elevado a que podem sublimar-se os sentimentos do coração humano.»

CANDIDO DE FIGUEIREDO, no Instituto, vol. XVII, n.º 4.

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ELUCIDAÇÕES E

ADVERTENCIA

Os que se derem ao cuidado de confrontar a nossa tentativa com

os trabalhos de Gorresio acharão porventura divergencias. Advertiremos, por isso, que a interpretação de Fauche, cujas versões discrepam a revêzes das do filologo italiano, foi a que especialmente nos serviu de guia.