Os Netos de Camilo

Alberto Pimentel · Capítulo 5 de 8

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Os Netos de Camilo

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Quando se escreve de um amigo não ha meio de coordenar as memorias agradaveis que elle nos deixou; os factos acodem em tropel amontoando-se numa agglomeração confusa, que exigeria longo tempo e grande esforço de serenidade para ser dominada.

Não é, poucos mezes depois da morte d'esse amigo, que semelhante tentativa pode fazer-se para conseguir restabelecer a ordem onde tudo é ainda desordem da saudade.

Por isso não o consegui eu, nem sequer o tentei.{74}

 

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«... esquecer essa noite de festa, que foi talvez a unica noite feliz n'esta

casa.»

D. Anna Placido escrevendo, embora sob um pseudonymo masculino, a respeito da morte de Vieira de Castro em Africa, recordava a noite de 15 de julho de 1866, quando dizia:

 

«Era noite de festa. Na pequena aldea de *** ouviam-se cantos festivos; e a voz das aldeãs competia com as rabecas e os clarinetes.

«Passava-se isto em uma casa de campo. As seis janellas da frontaria jorravam luz, e a porta da entrada por onde se subia por larga escadaria de pedra, estava afestoada de rosas e hortensias».

 

Era o sarau campestre, o serão minhoto, em honra de Castilho, na quinta de Seide.

 

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