Adolpho Lutz: sumário e índices, volume 2

Jaime Larry Benchimol · Capítulo 1 de 5 · parte 1/3

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Adolpho Lutz: sumário e índices, volume 2

Trabalhos de Adolpho Lutz publicados no volume II / Adolpho Lutz Works published in volume II

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

Trabalhos de Adolpho Lutz

publicados no volume II

 

Adolpho Lutz Works published in

volume II

 

Nota dos editores/Editor’s note

Em virtude da extensão dos livros que formam o presente volume, transferimos para o suplemento do próximo volume (III) os verbetes do glossário que deveriam constar aqui.

Due to the size of the present volume, the glossary that refers to its books will be published in volume III.

Capas dos livros/Books Covers

Livro 1/Book 1 Livro 2/Book 2

Revista Ilustrada, n. 12, pp. 4- Dichelacera

5, 18/3/ 1876, ano 1. Arquivo lacerifascia Lutz.

Geral da Cidade do Rio de Desenho em bico de

Janeiro. pena e nanquim, de

autoria de Rudolf

Fischer ou Zucchi.

(Drawn by Fischer or

Zucchi). BR. MN.

Fundo Adolpho Lutz.

Iconografia.

Livro 3/Book 3 Livro 4/Book 4

Adolpho Lutz e sua filha, Culicoides paraensis

Bertha, no laboratório de Goeldi. Desenho de

Manguinhos, s. d. (Adolpho Raymundo Honório.

Lutz and his daughter Bertha at (Drawn by Raymundo

Manguinhos laboratory, n/d). Honório). BR.MN.

Casa de Oswaldo Cruz/ Fundo Adolpho Lutz,

Fiocruz, Departamento de caixa iconografia.

Arquivo e Documentação,

Setor Iconográfico, Acervo

Adolpho Lutz.

 

Livro 1

 

Febre amarela, malária e protozoologia

 

Yellow fever, malaria and protozoology

Febre amarela

1889

Zur Frage nach der Wirksamkeit der Gelbefieberimpfung, p.463-5

Sobre a questão da eficácia da vacinação contra a febre amarela, p.466-8

Observações

Artigo publicado por Lutz, durante a epidemia de febre amarela em Campinas, em Freie Presse. Zeitung für Deutsche in Brasilien [Imprensa Livre. Jornal para alemães no Brasil], São Paulo, ano 1, n.66, 11.maio.1889.

Resumo/Abstract

Aborda diversos aspectos relacionados à obtenção de imunidade contra doenças infecciosas. Discorre sobre os princípios gerais da vacinação preventiva e expõe os resultados de experimentos de imunização observados em várias enfermidades. Analisa as diferenças de graus de virulência entre agentes patogênicos de uma mesma espécie e as condições que determinam a obtenção de variedades com maior ou menor capacidade de ação. Afirma que a imunização contra a febre amarela era indiscutível, mas não totalmente confiável. Sugere que a imunidade contra a doença era obtida quando, num foco de infecção, pequenas quantidades de agentes patogênicos eram repetidamente introduzidas no corpo.

Addresses various aspects of achieving immunity to infectious diseases. Discusses the general principles of preventive vaccination and presents the results of immunization experiments involving a number of illnesses. Analyzes differences in the degrees of virulence between pathogenic agents from one same species and also the conditions that constrain obtainment of varieties displaying a greater or lesser effectiveness. Affirms that immunization against yellow fever was undeniable but not wholly reliable. Suggests that immunity to the disease was acquired when small amounts of pathogenic agents were repeatedly introduced into the body, at a focus of infection.

1893

Ueber den methodischen Salolgebrauch bei Phtisis florida und bei gelbem

Fieber, p.471-5

Sobre o uso metódico do salol no combate à tísica florida e à febre amarela, p.477-9

Observações

Trabalho realizado em São Paulo, à época em que Lutz era diretor ainda interino do Instituto Bacteriológico recém-fundado naquela capital; publicado em Fortschritte der Medicin (Berlin), v.11, n.23, dez. 1893, p.925-9. Progressos da Medicina é o título em português desse periódico quinzenal fundado pelo Dr. Carl Friedländer e editado pelo patologista Carl Joseph Eberth (1835-1926) e por O. Vierordt.

Resumo/Abstract

Lutz relata sua experiência proveitosa no tratamento da tuberculose com doses mais elevadas de salol e os efeitos sobre os pacientes submetidos aos seus cuidados. Menciona mais brevemente os resultados promissores obtidos com a mistura de ácido salicílico com fenol nos casos de febre amarela e, também, o fracasso total no tratamento da tifo-malária.

Lutz reports his fruitful experiments with the therapy of tuberculosis by using high doses of salol, describing its effects on the patients under his care. He also mentions the promising results obtained by mixing salicylic acid and phenol for yellow fever, and its total failure in the treatment of typhoid malaria.

1896

Introdução ao estudo de Bonilha de Toledo sobre a urina do doente de febre amarela, p.485-6

Observações

Introdução de Adolpho Lutz à investigação realizada por um de seus assistentes, dr. José Martins Bonilha de Toledo, intitulada Contribuição ao estudo da febre amarela. A urina do doente de febre amarela (São Paulo, Typografia do "Diario Official", 1896).

Resumo/Abstract

Apresenta estudo de Bonilha de Toledo sobre os sedimentos urinários de pacientes de febre amarela internados no Hospital de Isolamento de São Paulo. Justifica a importância do trabalho em razão dos insucessos das pesquisas bacteriológicas e da necessidade de novas investigações acerca da anatomia patológica da doença. O exame químico da urina de enfermos seria um meio para acompanhar as alterações renais provocadas pela enfermidade. Segundo Lutz, o livro oferecia novos instrumentos para determinar tanto o prognóstico como o diagnóstico retrospectivo, e a época em que se haviam restabelecido pessoas acometidas pela febre amarela. Salienta que o trabalho continha várias observações originais, podendo servir de modelo para teses de doutoramento.

Presents a study by Bonilha de Toledo on the urinary sediments of yellow fever patients hospitalized at São Paulo's Isolation Hospital. Argues in favor of the importance of such work given both the failure of bacteriological research and the need for new investigations of the disease's pathological anatomy. Chemical examination of patients' urine was considered a way of monitoring the renal changes caused by the illness. According to Lutz, the book offered new tools for arriving not only at a prognosis but also at a retrospective diagnosis and for ascertaining when people with yellow fever had recovered. It highlights the fact that the paper contained a number of original observations and could serve as a model for doctoral dissertations.

1897

Parecer do Instituto Bacteriológico do Estado de São Paulo sobre o soro apresentado pelo sr. dr. Felipe Caldas, p.491-5

Observações

Parecer elaborado por Adolpho Lutz, Arthur Mendonça e Bonilha de Toledo em 24 de maio de 1897. Foi publicado pelo governo do Estado (São Paulo, Typographia do "Diario Official", 1897) e em O Brazil-Medico, Revista Semanal de Medicina e Cirurgia, v.11, n.30, ago. 1897, p.268-9.

Resumo/Abstract

Analisam os autores as propriedades e a eficácia do soro desenvolvido pelo médico gaúcho Felipe Caldas para o tratamento a até mesmo a prevenção da febre amarela. Examinam os procedimentos adotados para a obtenção do soro e as experiências de inoculação feitas no homem e em animais. Concluem que o autor da descoberta não havia conseguido descobrir o agente causador da doença nem demonstrar a eficácia do profilático.

The authors analyze the properties and efficacy of a serum developed by the physician Felipe Caldas, from the state of Rio Grande do Sul, used in treating and even preventing yellow fever. They examine both the procedures used in obtaining the serum as well as the inoculation experiments performed on men and animals. They conclude that Caldas had not actually discovered the causal agent of the disease, nor had he demonstrated the serum's prophylactic efficacy.

Relatório apresentado pelo Dr. Adolpho Lutz, Diretor do Instituto Bacteriológico do Estado de São Paulo, acerca de sua comissão em Montevidéu por ocasião da conferência do Dr. Sanarelli, relativa à descoberta do micróbio da febre amarela, p.499-504

Observações

Relatório com data de 27 de julho de 1897, impresso no mesmo ano na capital paulista, na Typographia do "Diario Official", endereçado ao dr. Emílio Marcondes Ribas (1862-1925), então diretor do Serviço Sanitário de São Paulo.

Resumo/Abstract

Neste relatório Adolpho Lutz expõe suas conclusões sobre a descoberta do agente etiológico da febre amarela anunciada pelo bacteriologista italiano Giuseppe Sanarelli na capital do Uruguai. O autor resume o estado em que se encontravam os conhecimentos sobre a bacteriologia da doença antes daquela comunicação, e relata as experiências realizadas por ele próprio no Instituto Bacteriológico. Descreve, em seguida, as características do bacilo recém-descoberto e os testes de inoculação realizados pelo bacteriologista italiano em várias espécies de mamíferos e até mesmo no homem. Conclui Lutz que o microrganismo parecia ser, de fato, o agente causador da febre amarela. Observa, entretanto, que a descoberta ainda não acarretava resultados práticos, sendo necessários estudos que levassem ao desenvolvimento de métodos capazes de elucidar o diagnóstico, a propagação, a terapêutica e a prevenção da doença.

In this report submitted to the director of the São Paulo State Sanitation Service, Adolpho Lutz presents his conclusions regarding the discovery of the etiological agent of yellow fever, announced by Italian bacteriologist Giuseppe Sanarelli in Montevideo, Uruguay. The author summarizes the state of knowledge regarding the disease's bacteriology prior to the announcement, and reports on his own experiments conducted at the Bacteriological Institute. He then describes the characteristics of the newly discovered bacillus and the inoculation tests that the Italian bacteriologist performed on various species of mammals and even on man. Lutz concludes that the microorganism indeed seemed to be the causal agent of yellow fever. However, he points out that the discovery still had brought no practical results and that studies would be needed to develop methods for clarifying diagnosis, transmission, treatment, and prevention of the disease.

1898

Instituto Bacteriológico do Estado de São Paulo. Observações sobre a epidemia de febre amarela do núcleo colonial Campos Salles, p.507-9

Observações

Relatório de autoria do diretor do Instituto Bacteriológico de São Paulo, dr. Adolpho Lutz, e seu ajudante, dr. Arthur Mendonça, endereçado ao diretor do Serviço Sanitário daquele Estado, dr. Emílio Marcondes Ribas (BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 6, pasta 212 f, maço 3; cópia datilografada). O relatório, que permaneceu inédito, confirma um surto de febre amarela no Núcleo Oficial de Colonização Campos Salles, criado em 1897 pelo governo do Estado às margens da ferrovia que ligava Campinas à Fazenda Funil, às margens do rio Jaguari.

Resumo/Abstract

Neste relatório enviado ao diretor do Serviço Sanitário do estado de São Paulo, Lutz apresenta os resultados dos exames clínico, microscópico e bacteriológico de casos de febre ocorridos no núcleo colonial Campos Salles, em Campinas. Conclui que todos os pacientes examinados eram portadores de febre amarela, não se tendo observado a ocorrência de impaludismo nem manifestações epidêmicas de outra doença febril. O autor menciona um caso isolado de febre tifóide. Informa, ainda, que foi possível isolar o bacilo de Sanarelli num dos casos analisados.

In this report submitted to the director of the São Paulo State Sanitation Service, Lutz presents the results of clinical, microscopic, and bacteriological tests of yellow fever cases found in the Campos Salles colonial village in Campinas. He concludes that all examined patients were carriers of yellow fever, and that cases of paludism had not been observed, nor had there been any epidemic signs of other febrile disease. The author mentions an isolated case of typhoid fever. He also notes that in one of the analyzed cases it was possible to isolate Sanarelli's bacillus.

Estudo comparativo entre o bacilo de Sanarelli e o cocobacilo da pneumoenterite dos porcos, p.511-6

Observações

Anotações de laboratório feitas por Adolpho Lutz e seu assistente, Bonilha de Toledo, contidas no códice intitulado "1893/1900. Experiências feitas no Instituto Bacteriológico, entre os anos de 1893/1900". Livro manuscrito não paginado. Instituto Adolfo Lutz, Arquivo, Livro 8.

Resumo/Abstract

Análise comparativa entre a bactéria da penumoenterite dos porcos e o bacilo icteróide, suposto agente etiológico da febre amarela, descoberto por Giuseppe Sanarelli. Os autores comparam os dois microrganismos sob o ponto de vista de suas características morfológicas e de seu comportamento em diferentes meios de cultura.

Comparative analysis of the bacteria responsible for pneumoenteritis in pigs and the icteroid bacillus supposed to be the yellow fever etiologic agent discovered by Giuseppe Sanarelli. The authors compare the two microorganisms according to their morphologic characteristics and to their behavior in different kinds of culture.

A febre amarela em São Paulo, p.517-9

Observações Artigo publicado em O Brazil-Medico, Revista Semanal de Medicina e Cirurgia, ano 12, n.47, 15.dez.1898, p.416-8. Versão de parte do "Relatório sobre a administração e os trabalhos do Instituto Bacteriológico durante o ano de 1897" (p.178-80), relatório inédito datado de março de 1898. Outra parte deste relatório deu origem ao artigo "A febre typhoide em S. Paulo", O Brazil-Medico, Revista Semanal de Medicina e Cirurgia, n.12, p.407-8, 1898.

Resumo/Abstract

Apresenta dados sobre a incidência de febre amarela no estado e as conclusões de exames bacteriológicos e anatomopatológicos feitos em cadáveres de vítimas da doença. Destaca a redução no número de casos ocorridos no período e o insucesso na identificação do agente causador da enfermidade. Na segunda parte do artigo, Lutz analisa as tentativas de isolamento do microrganismo por Wolf Havelburg e Giuseppe Sanarelli. Sustenta que o microrganismo descrito por Havelburg era apenas uma das variedades do Bacterium coli commune e não um agente específico. O bacilo de Sanarelli, por sua vez, era, na opinião de Lutz, pouco característico e difícil de isolar, motivos pelos quais havia passado despercebido a vários investigadores. Afirma, no entanto, que a descoberta do bacteriologista italiano era um fato de grande importância, visto que poderia dar origem a um método curativo. O soro desenvolvido por ele talvez pudesse conferir imunidade passiva contra a febre amarela, mas se revelava inócuo nas fases adiantadas da enfermidade.

Article excerpted from the "Relatório dos trabalhos do Instituto Bacteriológico durante o ano de 1897" (Report on work from the Bacteriological Institute during the year of 1897). Presents data on the state's incidence of yellow fever, along with the conclusions of bacteriological and anatomopathological tests carried out on the cadavers of victims of the disease. Highlights both the decline in the number of cases during this period and the failure to identify the causal agent. In the second part of the article, Lutz analyzes Wolf Havelburg's and Giuseppe Sanarelli's efforts to isolate the microorganism. He holds that the microorganism described by Havelburg was only one of the varieties of Bacterium coli commune and not a specific agent. It was also Lutz's opinion that Sanarelli's bacillus was not well characterized and was difficult to isolate, which would explain why it had gone unnoticed by a number of researchers. Lutz does state, however, that the Italian bacteriologist's discovery was of great importance, since it might lead to a method for curing the disease. The serum he had developed could perhaps provide passive immunity against yellow fever, but it had proven ineffective in advanced stages of the illness.

1901

Febre amarela, p.523-6

Observações

Artigo do dr. Arthur Mendonça publicado na Revista Medica de São Paulo (ano 4, n.1, 15.jan.1901, p.2-5), contendo transcrição de carta de Adolpho Lutz. Motivou resposta indignada deste.

Resumo/Abstract

Transcrição de carta de Adolpho Lutz ao presidente da Accademia Reale di Medicina di Torino, professor Edoardo B. Perroncito, publicada sem autorização na Revista de Medicina e Cirurgia de La Habana, n.20, em 21.10.1900. Lutz responde a consulta de Perroncito sobre o papel do bacilo descoberto pelo bacteriologista italiano Giuseppe Saranelli na etiologia da febre amarela, bem como sobre a eficácia do soro desenvolvido por este. Afirma Lutz que o profilático não possuía ação bactericida nem antitóxica sobre o bacilo, devendo, por isso, ser recusado como método terapêutico e preventivo. Também coloca em dúvida a natureza etiológica do microrganismo de Sanarelli, argumentando que muitos fatos epidemiológicos estavam em desacordo com a teoria bacilar. Sugere que a presença do bacilo nos tecidos e no sangue de doentes se devia apenas a uma infecção secundária. A carta de Lutz foi transcrita por Arthur Mendonça, autor do artigo publicado no periódico paulista, que contestou algumas das opiniões expedidas pelo diretor do Instituto Bacteriológico daquele estado.

Transcription of a letter from Adolpho Lutz to Professor Perroncito, chairman of the Accademia Reale di Medicina di Torino, published without permission in Revista de Medicina e Cirurgia de La Habana, n.20, on 21 October 1900. Lutz replies to Perroncito's query about the role of the bacillus discovered by Italian bacteriologist Giuseppe Saranelli in the etiology of yellow fever and, further, about the efficacy of the serum the Italian developed. Lutz states that the serum has no bactericide or antitoxic effect on the bacillus, and for this reason should be rejected as a method of treatment or prevention. He also questions the etiological nature of Sanarelli's microorganism, arguing that many epidemiological facts conflicted with the bacillus theory. He suggests that the bacillus had only been found in the tissues and blood of the ill because of a secondary infection. Lutz's letter was transcribed by Arthur Mendonça, author of the article published in the São Paulo periodical, in which he disputed some of the opinions given by the director of that state's Bacteriological Institute.

Febre amarela. Resposta do dr. Adolpho Lutz, p.527-30

Observações

Revista Medica de São Paulo, ano 4, n.4, 15.maio.1901, p.65-7. Artigo de Adolpho Lutz escrito na cidade de São Paulo para o periódico dirigido por Victor Godinho e Arthur Mendonça, em resposta a artigo deste, publicado aí com o título "Febre amarela" (ano 4, n.1, 15.jan.1901, p.2-5).

Resumo/Abstract

Contesta artigo de Arthur Mendonça no qual este questionara as objeções feitas por Adolpho Lutz ao papel do bacilo de Sanarelli na etiologia da febre amarela. Lutz reafirma conclusões expostas na carta a Perroncito, presidente da Accademia Reale di Medicina di Torino. Apesar de reconhecer a seriedade da investigação de Sanarelli, coloca em dúvida o papel etiológico do microrganismo descrito por ele. Lutz menciona vários aspectos da febre amarela que o professor italiano não teria explicado satisfatoriamente, argumentando que as doenças então conhecidas que dependiam de temperaturas elevadas eram causadas por vermes e protozoários e não por "bacteriose". Sustenta Lutz que o bacilo de Sanarelli é um germe de invasão secundária, não podendo ser considerado o causador da febre amarela. Lutz supõe que a doença seja transmitida pelo Culex taeniatus. Também refuta argumentos de Arthur Mendonça que colocavam em dúvida a eficácia do soro de Yersin no tratamento e prevenção da peste.

Disputes Arthur Mendonça's article in which the latter had questioned Adolpho Lutz's objections concerning the role of Sanarelli's bacillus in the etiology of yellow fever. Lutz reaffirms the conclusions laid out in his letter to Perroncito, chairman of the Accademia Reale di Medicina di Torino. While recognizing the seriousness of Sanarelli's research, Lutz raises doubts about the etiological role of the described microorganism. Lutz mentions a number of aspects of yellow fever that the Italian professor had not explained to his satisfaction. He argues that the diseases then known to depend upon high temperatures were caused by worms and protozoans and not by bacteria. Lutz contends that Sanarelli's bacillus is a germ of secondary invasion, and cannot be considered the cause of yellow fever. Lutz believes that the disease is transmitted by Culex taeniatus. He also refutes Arthur Mendonça's arguments raising doubts about how efficacious Yersin's serum would be in treating and preventing the bubonic plague.

Febre Amarela. Resposta ao Sr. Dr. Adolpho Lutz, p.531-5

Observações

Artigo de Arthur Vieira de Mendonça publicado na Revista Medica de São Paulo (ano 4, n.4, 15.maio.1901, p.67-70). Resposta à réplica de Adolpho Lutz, na mesma edição (p.65-7), ao artigo de Mendonça publicado em 15.jan.1901.

Resumo/Abstract

Artigo de Arthur Vieira de Mendonça em resposta a contestações feitas por Adolpho Lutz a suas posições em favor do bacilo de Giuseppe Sanarelli como agente etiológico da febre amarela. Refuta argumentos de Lutz que questionavam a natureza bacteriana da enfermidade e reafirma objeções ao soro de Yersin no tratamento e prevenção da peste.

Article by Arthur Vieira de Mendonça replying to Adolpho Lutz's questioning of Mendonça's statement that Giuseppe Sanarelli's bacillus was the etiologic agent of yellow fever. The author argues against Lutz's doubting the bacterial nature of the disease and restates his objection to the use of Yersin serum in the treatment and prevention of the plague.

O mosquito como agente da propagação da febre amarela, p.539-51

Observações

Publicação do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo (São Paulo, Typographia do "Diario Official", 1901, 24p.), assinada por seu diretor, dr. Emílio Marcondes Ribas.

Resumo/Abstract

Trabalho escrito por Emílio M. Ribas sobre o papel do mosquito na propagação da febre amarela. Transcreve nota manuscrita por Adolpho Lutz sobre os hábitos dos culicídeos e fatos epidemiológicos relacionados a esses insetos. Lutz fornece a sinonímia e breve descrição das espécies domésticas Culex fatigans e Culex taeniatus, esta última incriminada por ambos os autores como a principal espécie suspeita de transmitir a doença.

Paper written by Emílio M. Ribas on the role of the mosquito in spreading yellow fever. He transcribes a handwritten note by Adolpho Lutz on the habits of Culicidae and on epidemiological facts involving these insects. Lutz provides the synonymy and a brief description of the domestic species Culex fatigans and Culex taeniatus. The latter species was identified by both authors as the main suspect in transmission of this disease.

1902-1903

Yellow fever and the mosquito, p.555-9

A febre amarela e o mosquito, p.561-6

Observações

Artigo de Adolpho Lutz publicado em Gazeta de Noticias, Rio de Janeiro, 299, ano XXX, 26.out.1903, p.1.

Resumo/Abstract

Transcrição de carta de Adolpho Lutz à redação do jornal. Responde a consulta sobre a transmissão e a profilaxia da febre amarela no momento em que o Congresso Nacional preparava-se para deliberar sobre o assunto. Sustenta Lutz que a transmissão da doença por estegomias já estava consolidada, o que excluía qualquer outro modo de propagação. Lutz apresenta vários argumentos a favor dessa idéia e afirma que a hipótese da transmissão culicidiana já lhe ocorrera durante a primeira grande epidemia de Campinas, em 1889. Defende que as medidas profiláticas deveriam ser prioritariamente voltadas para a erradicação do mosquito no interior e ao redor das casas. Como medida adicional, sugere a utilização de mosquiteiros e outros meios de proteção. Admite a possibilidade de que todo o gênero Stegomyia - e não somente a espécie S. fasciata - pudesse transmitir o mal.

Transcription of a letter to the newspaper by Adolpho Lutz, in which he replies to a query about the transmission and prevention of yellow fever at a time when Brazil's National Congress was preparing to discuss the topic. Lutz argues that it had already been firmly shown that the disease was transmitted by Stegomyia, thus excluding any other mode of propagation. Lutz offers a number of arguments backing up this idea and affirms that the hypothesis of transmission by members of Culicidae had already occurred to him during the first great epidemic in Campinas, in 1889. He defends placing priority on prophylactic measures intended to eradicate mosquitoes inside and around homes. As an additional measure, he suggests the use of mosquito-netting and other types of protection. He admits that the entire Stegomyia genus - and not just the species S. fasciata - might transmit the disease.

Dossiê febre amarela: experiências feitas entre dezembro de 1902 e maio de 1903, p.569-638

Observações

Documento manuscrito e datilografado, sem paginação, contido no códice "Febre amarela - Experiências feitas no Instituto Bacteriológico durante 1896 a 1903". Instituto Adolfo Lutz, Arquivo, Livro 18.

Resumo/Abstract

Relata duas séries de experiências feitas no Hospital de Isolamento de São Paulo - a primeira entre 15 de dezembro de 1902 e 20 de janeiro de 1903, e a segunda entre 20 de abril e 10 de maio de 1903-, destinadas a provar a transmissão da febre amarela por mosquitos e verificar o possível contágio da doença por meio de roupas e fomites de enfermos. Inclui, entre outros documentos, as atas das sessões realizadas e relatório da comissão médica designada pela Diretoria do Serviço Sanitário para acompanhar as experiências.

Records of two series of experiments carried out at Hospital de Isolamento de São Paulo (São Paulo Isolation Hospital) - the first one from December 15, 1902 to January 20, 1903, and the second one from April 20 to May 10, 1903 -, with the objective to prove the transmission of yellow fever by mosquitoes and to verify the possibility of contagion by means of contact with contaminated clothes and the fomites of the diseased. Among other documents, it includes the minutes of the sessions and the report written by the medical commission assigned by the Sanitary Department to attend the experiments.

1930

Erinnerungen aus der Gelbfieberzeit im Staate San Paulo, p.643-60

Reminiscences of Yellow Fever in the State of São Paulo, p.661-73

Reminiscências sobre a febre amarela no Estado de São Paulo, p.675-87

Observações

Publicada em Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, Typ. do Instituto Oswaldo Cruz, tomo XXIV, fasc. 3, out. 1930, p.127-42 (português), p.143-60 (alemão). Publicada também como "Reminiscências sobre a febre amarella pelo dr. Adolpho Lutz (chefe de serviço do Instituto Oswaldo Cruz)", IV Conferencia Sul-Americana de Hygiene, Microbiologia e Pathologia. Rio de Janeiro, Instituto Oswaldo Cruz, 1931, v.1, 2a parte, p.803-18 ("Annaes publicados pela Academia Nacional de Medicina. Centenario da Academia Nacional de Medicina").

Resumo/Abstract

Comunicação apresentada à 4ª Conferência Sul-Americana de Higiene, Patologia e Microbiologia, realizada no Rio de Janeiro em 5 de julho de 1929. Narra retrospectivamente as vivências do autor durante os anos em que se ocupou da febre amarela no estado de São Paulo. Menciona com destaque a epidemia ocorrida em Campinas em 1889, quando Lutz relacionou hipoteticamente, e pela primeira vez, a ocorrência da enfermidade à presença de mosquitos. Lutz relata as experiências que promovera em São Paulo com a finalidade de verificar aquelas realizadas em Cuba pelos norte-americanos, comprovando a teoria de Carlos Juan Finlay, da transmissão da febre amarela pelo mosquito Stegomyia fasciata (atual Aedes aegyti). Lutz discute algumas questões relacionadas ao período de incubação da doença e aos hábitos de vida das estegomias, e inclui observações sobre o diagnóstico, as principais manifestações clínicas e a terapêutica da enfermidade.

Communication presented to the Fourth South American Conference on Hygiene, Pathology, and Microbiology, held in Rio de Janeiro on 5 July 1929. A retrospective narration of the author's experiences during the years in which he worked with yellow fever in the state of São Paulo. He makes special mention of the 1889 epidemic in Campinas, when Lutz for the first time drew a hypothetical relation between the occurrence of the disease and the presence of mosquitoes. Lutz recounts the experiments he promoted in São Paulo in order to verify those conducted in Cuba by the U.S., proving Carlos Juan Finlay's theory that yellow fever is transmitted by mosquitoes. Lutz discusses some questions involving the disease's period of incubation and the life habits of Stegomyia. He includes his observations regarding the diagnosis, main clinical manifestations, and treatment of the disease.

Resenhas/Reviews

Trabalhos de Hideyo Noguchi sobre a etiologia da febre amarela, p.690-5

Observações

Publicado em A Folha Medica, 1919, p.174-6.

Resumo/Abstract

Resumos elaborados por Bertha Lutz de onze comunicações publicadas pelo bacteriologista do Rockefeller Institute for Medical Research (Nova York) no The Journal of Experimental Medicine. Esta seção do livro contém ainda resumo manuscrito por Lutz de um trabalho de Noguchi (1918) sobre febre amarela. Os originais encontram-se em Museu Nacional do Rio de Janeiro, Fundo Adolpho Lutz, caixa 6, pasta 212G, maço 8.

Abstracts made by Bertha Lutz of eleven articles published by Hideyo Noguchi, bacteriologist of Rockefeller Institute for Medical Research, in The Journal of Experimental Medicine (1918). This section of Lutz Complete Works include also an abstract handwritten by Lutz of one of Noguchi's papers dealing with yellow fever. Originals at Museu Nacional do Rio de Janeiro, Fundo Adolpho Lutz, caixa 6, pasta 212G, maço 8.

Anexo/Annex

Einen gelbes Fieber verdächtigen Fall: klinische Anmerkungen, p.699-704

Um caso suspeito de febre amarela: descrição clínica, p.705-6

Observações

Manuscrito sem data redigido em alemão, provavelmente na década de 1880, quando Lutz iniciava sua carreira médica. Encontra-se no Museu Nacional do Rio de Janeiro, Fundo Adolpho Lutz, caixa 6, pasta 212A, maço 1.

Manuscript, undated, found amongst yellow fever documents in Lutz' Archives at the Museu Nacional, Rio de Janeiro (Fundo Adolpho Lutz, caixa 6, pasta 212A, maço 1). The fact that it is in German seems to indicate that it was written in the beginning of Lutz career as a doctor, in the 1880's.

Autópsias realizadas em 1896, 1897 e 1898. Instituto Bacteriológico de São Paulo, p.707-13

Observações

Documentos contidos no códice "Febre amarela - Experiências feitas no Instituto Bacteriológico de São Paulo durante 1896 a 1903", Instituto Adolfo Lutz, Arquivo, Livro 18.

Resumo/Abstract

Documentos manuscritos e datilografados, sem paginação, relativos a autópsias de casos de febre amarela realizadas no Instituto Bacteriológico nos anos 1896-1898.

Manuscripts and typed documents, not paginated, concerning autopsies of yellow fever cases made at Instituto Bacteriológico in the years 1896-1898.

Experiências com culturas de febre amarela, p.715-9

Observações

Texto datilografado, datado de março de 1898. Museu Nacional do Rio de Janeiro, Fundo Adolpho Lutz, caixa 25, pasta 227, maço 1.

Resumo/Abstract

Manuscrito de Lutz que se transformou, com algumas diferenças mais de estilo que de conteúdo, em um trecho de "Instituto Bacteriológico. Relatório de 1897". Relata experiências com o suposto agente da febre amarela (bacilo icteróide) descoberto por Giuseppe Sanarelli. O bacteriologista italiano, radicado em Montevidéu, forneceu a Lutz balões com cultura do microrganismo.

Manuscript by Lutz that became part of 1897 report of Instituto Bacteriológico, with some differences more of style than content. It describes experiments with the supposed agent of yellow fever, the Bacillus icteroides discovered by Giuseppe Sanarelli. The Italian bacteriologist, working at Montevideo, sent to Lutz cultures of the microorganism.

Malária

1899

Instruções sobre a profilaxia do impaludismo, p.725-8

Observações

Documento datilografado, sem data. A autoria é atribuída a Adolpho Lutz por sua filha Bertha Lutz, que, não obstante, indaga, em anotação manuscrita a lápis: "De onde? Publicado?". BR. MN., Fundo Adolpho Lutz, caixa 23, pasta 85, maço 5. Tudo indica que se trata de trabalho independente que permaneceu inédito.

Resumo/Abstract

Relaciona regras e procedimentos para a prevenção e o tratamento da malária, contemplando o mosquito transmissor (profilaxia "culicífuga") e o parasita no corpo humano (profilaxia terapêutica ou específica). Estabelece uma série de medidas para a destruição dos mosquitos (método ofensivo) e a proteção contra picadas por meios mecânicos (método defensivo). Inclui recomendações concernentes ao emprego do quinino como método preventivo e curativo.

Lists rules and procedures for preventing and treating malaria, addressing both the transmitting mosquito (Culicidae prevention) and the parasite on the human body (therapeutic or specific prophylaxis). Sets out a series of measures for destroying mosquitoes (offensive method) and for protecting against mosquito bites (defensive method). Includes recommendations for using quinine as a preventive and curative method.

1903

Waldmosquitos und Waldmalaria, p.733-43

Forest Mosquitoes and Forest Malaria, p.745-57

Mosquitos da floresta e malária silvestre, p.759-68

Observações Publicado originalmente em Centralblatt für Bakteriologie, Parasitenkunde und Infektionskrankheiten, v.33, n.4, 1903, p.282-92, com sete figuras. Este trabalho, que Lutz escreveu em São Paulo, e no qual apôs a data 16.set.1902, foi republicado em 30.abr.1950 pela Revista Brasileira de Malariologia, v.II, n.2, em português (p.91100) e em inglês (p.101-10). Na presente edição, além da atualização ortográfica, registramos em nota as correções feitas pelos filhos de Adolpho Lutz ou por nós mesmos, com base no cotejo com "Waldmosquitos und Waldmalaria".

Resumo/Abstract

Estudo pioneiro de Adolpho Lutz sobre a transmissão da malária por mosquitos silvestres. Relata investigação realizada pelo autor, motivada por surto da doença ocorrido durante a construção da estrada de ferro São Paulo-Santos. Lutz narra as circunstâncias que o levaram a identificar numa espécie de mosquito ainda desconhecida - mais tarde descrita por Theobald como Anopheles lutzii (atual Anopheles cruzi) - o agente transmissor desse tipo de malária. Relata, em seguida, o caminho que percorreu até determinar que as águas armazenadas em bromeliáceas serviam de criadouros para as larvas de quase todos os mosquitos típicos da floresta. Inclui dados gerais sobre plantas armazenadoras de água, incluindo as bromélias, e descreve a técnica que desenvolveu para colher e criar as larvas nessas plantas. Lutz apresenta, ainda, várias observações sobre o modo de vida dos mosquitos silvestres.

A pioneer study by Adolpho Lutz on the transmission of malaria by forest mosquitoes. He reports on a study he conducted when an outbreak of the disease occurred during construction of the São Paulo-Santos railway. Lutz narrates the circumstances that led him to identify an unknown species of mosquito - later described by Theobald as Anopheles lutzii (now Anopheles cruzi) - as the transmitter of this type of malaria. He then explainers how he determined that the water stored in bromeliads served as incubators for the larvae of almost all mosquitoes typically found in forests. He includes general data on succulents, including bromeliads, and describes the technique he developed for collecting and raising larvae in these plants. Lutz also makes a number of observations on the lifestyle of forest mosquitoes.

1913

Unconsidered Factors in Disease Transmission by Blood-Sucking Insects (Frederick Knab), p.771-4

The Insect Host of Forest Malaria (Adolpho Lutz), p.775-6

Observações

Adolpho Lutz's communication was published in Proceedings of the Entomological Society of Washington, v.XV, n.3, 1913, p.108-9. Answer to Frederick Knab's article, published in Journal of Economic Entomology (v.5, Apr. 1912, n.2, p.196-200). By the same author, see also "Dr. Lutz's contentions regarding 'Forest Malaria'" (v.XV, part 2, p.110-8, 1913), which would be answered back by Lutz in "Forest Malaria", Proceedings of the Entomological Society of Washington, v.15, n.4, p.169-70.

Resumo/Abstract

Adolpho Lutz refuta artigo de Frederick Knab, que questionara sua tese acerca da transmissão da malária por mosquitos silvestres. Segundo Knab, a maioria dos indivíduos observados por Lutz já abrigava a malária em estado latente ao chegar à região onde ele realizara seu estudo. A maior parte dos habitantes dos trópicos, sustenta o médico norte-americano, possuía o parasita da malária no sangue, mesmo quando a doença permanecia em estado não manifesto. Nos casos observados por Lutz, a irrupção da epidemia teria sido provocada por esforço e exposição inerentes ao trabalho. Lutz contesta as afirmações de Knab, em especial a vinculação da malária ao clima, sustentando que, em países tropicais, a doença era muito localizada, ocorrendo somente em regiões onde havia anofelinos. Argumenta ainda Lutz que seu trabalho fora amplamente aceito por outros estudiosos, que também tinham verificado a malária silvestre em lugares originalmente despovoados e não pantanosos, com abundância de bromeliáceas epífitas e mosquitos do gênero Anopheles.

Adolpho Lutz refutes Frederick Knab's article, in which the latter questioned Lutz's thesis concerning transmission of malaria by forest mosquitoes. According to Knab, most of the individuals observed by Lutz were already harboring malaria in a latent state when they reached the region where he conducted his study. The U.S. physician contended that most inhabitants of the tropics had the malaria parasite in their blood, even when the disease did not manifest itself. In the cases observed by Lutz, Knab believed the epidemic erupted under exposure to environment and the strain of work. Lutz disputes Knab's claims, especially the link between malaria and climate, arguing that in tropical countries the disease was highly localized and occurred only in regions where Anopheles were found. Lutz also argues that his work enjoyed broad acceptance among other scholars, who had also verified the occurrence of forest malaria in originally unsettled, unswampy places, where there was an abundance of epiphytic bromeliads and mosquitoes of the genus Anopheles.

Dr. Lutz's contentions regarding "forest malaria" (Frederick Knab), p.777-81

Forest malaria (Adolpho Lutz), p.783-4

Observações

Adolpho Lutz's communication published in Proceedings of the Entomological Society of Washington, v.15, n.4, p.169-70. Reply to Frederick Knab's "Dr. Lutz's contentions regarding 'Forest Malaria'", published in the same journal (v.XV, part 2, p.110-8, 1913). The copy printed by the North American periodical omitted some parts of Lutz's original communication, which we have included in the present edition in italics.

Resumo/Abstract Adolpho Lutz responde aos médicos norte-americanos Harrison G. Dyar e Frederick Knab, que haviam criticado seu artigo sobre a malária silvestre com o argumento de que a doença não poderia ser transmitida a humanos por mosquitos que nunca houvessem entrado em contato com o homem. Em apoio a sua tese, Lutz invoca observações independentes feitas por Carlos Chagas, e sustenta que epidemias de malária e outras doenças haviam sido observadas em regiões originalmente desabitadas.

Adolpho Lutz responds to U.S. physicians Harrison G. Dyar and Frederick Knab, who had criticized his article about forest malaria by arguing that the disease could not be transmitted to humans by mosquitoes that had never been in contact with man. To support his thesis, Lutz cites independent observations by Carlos Chagas, and holds that malaria epidemics and other diseases had been observed in originally uninhabited regions.

Continuar: parte 2 de 3