
A Casa Torta
de Agatha Christie

Representações ao governo, escritas um ano depois do Ultimato inglês, contra a ideia de entregar Moçambique a companhias privadas. O documento é claro sobre o que o incomoda: não é a exploração comercial, é passar a uma empresa a ocupação e a jurisdição pública, isto é, direitos que são atributos privativos da soberania. A Sociedade de Geografia diz que não quis que do seu silêncio se deduzisse concordância, e foi por isso ao papel. Vale como retrato de um país a decidir, sob pressão externa, quanto do seu império estava disposto a alugar. Lisboa, Typ. do Commercio de Portugal, 1891.