
Como trabalha um psicanalista?
Transcrição do seminário que Nasio retomou em seu décimo ano, dez anos depois de tê-lo inaugurado na Escola Freudiana de Paris. Contra a caricatura do analista eternamente silencioso, ele sustenta que o analista dirige o tratamento e trabalha antes de tudo com o próprio inconsciente. Os oito capítulos vão das quatro fases, retificação subjetiva, sugestão, neurose de transferência e interpretação, ao critério de analisabilidade, à contratransferência e ao que ele chama de silêncio-em-si. Há também a pré-história da técnica: o método catártico de Breuer, a mão de Freud sobre a fronte do paciente e a recusa de Elisabeth a lembrar, de onde nasceu o conceito de resistência. Nasio compara o analisando da época do Homem dos Ratos, seis sessões por semana e chá no consultório, com o paciente de hoje. No fim, a cura é um efeito secundário que se pode esperar, não um alvo.
