
Mantendo um olho aberto
Dezessete ensaios sobre pintura, principalmente francesa, do romantismo ao realismo e ao modernismo. Barnes começa pela própria formação: o quadro de moldura dourada que os pais compraram num leilão de subúrbio de Londres, O cavaleiro sorridente, de Frans Hals, na Wallace Collection, diante do qual não entendia o que havia de interessante, e o Museu Gustave Moreau, perto da Gare Saint-Lazare, onde no verão de 1964 olhou pinturas conscientemente pela primeira vez. Voltou lá em 2014 e continuou sem se convencer.
O primeiro capítulo reconta o naufrágio da Medusa em 1816, a balsa largada pelos botes, os treze dias à deriva, os quinze recolhidos pelo brigue Argus, e lista o que Géricault decidiu não pintar: o encalhe no recife, os motins na noite, a borboleta branca, o resgate. Depois vêm Courbet, Manet, Cézanne, Degas, Braque, Magritte, Lucian Freud e Howard Hodgkin.
