Delenda est Carthago!

Eduardo C. N. Pereira · Capítulo 4 de 12

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Delenda est Carthago!

Capítulo 9

Bem ou mal, não me compete a mim, fraco juiz da minha pessoa,

julgar a alheia. Apenas, dentro da esphera dos meus direitos, apresento a critica imparcial dos factos.

 

A união dos homens na sociedade para o bem, além de ser uma

necessidade, é a exigencia d'um direito individual [8] {22} innáto. Mas a união para o mal, não só é um crime como um abuso d'esse direito. {23}

 

É a decadencia intellectual dos individuos e a bancarrota da

sociedade[9]. E a razão desta affirmativa está,{24} em que os individuos, sendo livres para o bem, não podem abusar d'essa liberdade sem ir de encontro á sua propria natureza, postergando os proprios direitos e os direitos dos seus concidadãos.

 

Mais: o homem que se deixa coagir para o mal no seu livre

arbitrio, não tem dignidade ou é um louco. E com homens loucos ou individuos sem dignidade, não pode haver justiça e falta necessariamente a moralidade. A sociedade periclita e morre!

 

Isto em principio.

 

Vamos ás deducções:

 

Quem entra com o pé esquerdo no palco da vida, diz a sabedoria

das{25} nações, enceta mal a sua carreira; unirem-se individuos para o mal, está provado que é de si um direito illegitimo e um attentado de lesa-humanidade; portanto, que havemos de esperar de certas sociedades, cuja existencia se subtrahiu aos direitos da consciencia humana e cuja acção os está devendo ao direito das nações?!

 

Se pois o alicerce começou falso, o que será o corpo do

edificio?...