Elegia da Solidão
+Fim.+
A divina alegria, a virgem Primavera
Que nos desenha, além, n'um fundo escuro e frio,
Doirada porta em flor aberta sobre o estio… Quero brilhar na luz e crepitar
No fogo, e me perder em fumo pelo ar!
Quero tecer os caules verdejantes
E ser em rosa murcha orvalhos scintilantes. Quero abranger o mundo
E o claro ceu profundo;
E ter nos olhos meus
As estrelas e as lagrimas de Deus,
E em meus braços o gesto de carinho
Que tem um ramo em flôr,
Quando ampara e protege com amor
Uma avesinha dentro do seu ninho…
+(Da terceira Fala do «Jesus e Pan»)+
+FIM.+