Elegia da Solidão

Teixeira de Pascoais · Capítulo 2 de 3

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Elegia da Solidão

+Fim.+

A divina alegria, a virgem Primavera

Que nos desenha, além, n'um fundo escuro e frio,

Doirada porta em flor aberta sobre o estio… Quero brilhar na luz e crepitar

No fogo, e me perder em fumo pelo ar!

Quero tecer os caules verdejantes

E ser em rosa murcha orvalhos scintilantes. Quero abranger o mundo

E o claro ceu profundo;

E ter nos olhos meus

As estrelas e as lagrimas de Deus,

E em meus braços o gesto de carinho

Que tem um ramo em flôr,

Quando ampara e protege com amor

Uma avesinha dentro do seu ninho…

 

+(Da terceira Fala do «Jesus e Pan»)+

 

+FIM.+