Elegia da Solidão
Poema longo dedicado a Fernando Maristany, o tradutor catalão que levava a poesia portuguesa para Espanha. Começa ao fim da tarde: o incêndio do sol-poente exala um fumo roxo que às coisas vela a face, e a flor macerada da solidão renasce. Depois vem o outono nos pinhais ermos, as noitibós a gemer, vultos de mulher que passam cantando com lágrimas na voz, e uma paisagem que o poeta compara a um grande cemitério, com ciprestes ao vento e luzes moribundas. É saudosismo puro, feito da serra e da ausência. Amarante, Tipografia Flor do Tâmega, 1920.
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