Estudo de Guitarra

Antônio da Silva Leite · Capítulo 19 de 38

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Estudo de Guitarra

§. XXVIII.

D A G B D E F♯

 

E B A C♯ E F♯ G♯

 

F C B♭ D F G A

 

G D C E G A B

 

A E D F♯ A B C♯

 

B F♯ E G♯ B C♯ D♯

—— —— —— —— —— —— ——

 

§. XXVIII.

 

Da Analogia, e Transiçoens ordinarias dos Tons de 3.a Menor.

 

Nos a Tons de 3. Menor he o seu Tom mais Analogo, e para onde

ordinariamente se costuma passar, o a Tom da sua 3. superior; e isto

se conhecerá, quando no a Basso Contínuo apparecer a mesma 3.

accompanhada com 3.a a[47] , e 5.

 

Tambem se póde passar para o a a Tom da 4. com 3. Menor; e isto se conhecerá, quando no Basso Contínuo apparecer algum Acorde,

em que venha a 3. a a a[48] do Tom Maior , e a 1. Nota com 7.

 

Tambem se póde passar para o a a Tom da 5. com 3. Menor; e isto se conhecerá, quando no Basso Contínuo apparecer algum Acorde,

em que a 4a [49] venha alterada.

 

Tambem se póde passar para o a a Tom da 6. com 3. Maior; e isto se conhecerá, quando no Basso Contínuo apparecer algum Acorde,

em que venha a 2. a [50] a a Menor com a 3. , e 5. do mesmo Tom.

 

Tambem se póde passar para o a a Tom da 7. com 3. Maior; e isto se conhecerá, quando no Basso Contínuo apparecer algum Acorde,

em que venha com a sua 3.a [51] a Menor , a 6. Maior.

Tambem se póde passar para o a a Tom de 2. Menor com 3. Maior (o que raras vezes acontece); e isto se conhecerá, quando no Basso

Contínuo a [52] apparecer algum Acorde , em que venha a 5. Diminuta

com 6.a juntamente.

 

Nestes Tons tambem pódem haver algumas outras Transiçoens extravagantes, que os Compositores tem por livre arbitrio introduzido; e que na verdade naõ deixaõ de ser algumas vezes gratas, por virem intempestivamente, e fugirem do trilho commum, e das Regras, que acima exponho: porém para isto se fazer com arte, que rodeios naõ saõ necessarios, tanto no Accompanhamento, como nas Partes concertantes? Que gosto naõ he preciso, para ao depois suavizar o ouvido na tornada ao Tom primario? Digaõ-no os grandes Mestres, que elles confessaráõ comigo, que se algumas vezes chegaõ a separar-se das Regras estabelecidas, he unicamente por se quererem fazer célebres, e merecerem algum reparo do Público; e naõ por ser preceito, que mande fazer huma tal separaçaõ; fugindo deste modo dos naturaes enlaxamentos, que a Analogia, e Transiçaõ dos Tons conserva entre si, e que saõ o matiz mais vivo, que orna a Musica, e que serve de recreio para os seus apaixonados.

 

As ordinarias Transiçoens, que antecedentemente exponho, pódem vêr-se, segundo a sua ordem, no seguinte

 

ESQUEMA

 

Origem Tons Tons Tons Tons Tons Tons

 

Tons de 3.a 2. as as as as as 3. 4. 5. 6. 7. Men. a a a a a Menor. dos das da das das das das a

 

com 3. com 3. com 3. com 3. com 3. a com 3. Maior. Menor. Menor. Maior. Maior. Maior.

—— —— —— —— —— —— ——

 

C E♭ F G A♭ B♭ D♭

 

D F G A B♭ C E♭

E G A B C D F

 

F A♭ B♭ C D♭ E♭ G♭

 

G B♭ C D E♭ F A♭

 

A C D E F G B♭

 

B D E F♯ G A C

—— —— —— —— —— —— ——

 

Todas estas Regras, e o mais que nesta Primeira Parte deixo referido, he o que essencialmente pertence ao Mechanismo da Musica: vamos agora vêr, e especular o que pertence ao da Guitarra, na Segunda Parte, que se segue.

 

Fim da Primeira Parte.

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ESTUDO DE GUITARRA.