Estudo de Guitarra
§. XXVIII.
D A G B D E F♯
E B A C♯ E F♯ G♯
F C B♭ D F G A
G D C E G A B
A E D F♯ A B C♯
B F♯ E G♯ B C♯ D♯
—— —— —— —— —— —— ——
§. XXVIII.
Da Analogia, e Transiçoens ordinarias dos Tons de 3.a Menor.
Nos a Tons de 3. Menor he o seu Tom mais Analogo, e para onde
ordinariamente se costuma passar, o a Tom da sua 3. superior; e isto
se conhecerá, quando no a Basso Contínuo apparecer a mesma 3.
accompanhada com 3.a a[47] , e 5.
Tambem se póde passar para o a a Tom da 4. com 3. Menor; e isto se conhecerá, quando no Basso Contínuo apparecer algum Acorde,
em que venha a 3. a a a[48] do Tom Maior , e a 1. Nota com 7.
Tambem se póde passar para o a a Tom da 5. com 3. Menor; e isto se conhecerá, quando no Basso Contínuo apparecer algum Acorde,
em que a 4a [49] venha alterada.
Tambem se póde passar para o a a Tom da 6. com 3. Maior; e isto se conhecerá, quando no Basso Contínuo apparecer algum Acorde,
em que venha a 2. a [50] a a Menor com a 3. , e 5. do mesmo Tom.
Tambem se póde passar para o a a Tom da 7. com 3. Maior; e isto se conhecerá, quando no Basso Contínuo apparecer algum Acorde,
em que venha com a sua 3.a [51] a Menor , a 6. Maior.
Tambem se póde passar para o a a Tom de 2. Menor com 3. Maior (o que raras vezes acontece); e isto se conhecerá, quando no Basso
Contínuo a [52] apparecer algum Acorde , em que venha a 5. Diminuta
com 6.a juntamente.
Nestes Tons tambem pódem haver algumas outras Transiçoens extravagantes, que os Compositores tem por livre arbitrio introduzido; e que na verdade naõ deixaõ de ser algumas vezes gratas, por virem intempestivamente, e fugirem do trilho commum, e das Regras, que acima exponho: porém para isto se fazer com arte, que rodeios naõ saõ necessarios, tanto no Accompanhamento, como nas Partes concertantes? Que gosto naõ he preciso, para ao depois suavizar o ouvido na tornada ao Tom primario? Digaõ-no os grandes Mestres, que elles confessaráõ comigo, que se algumas vezes chegaõ a separar-se das Regras estabelecidas, he unicamente por se quererem fazer célebres, e merecerem algum reparo do Público; e naõ por ser preceito, que mande fazer huma tal separaçaõ; fugindo deste modo dos naturaes enlaxamentos, que a Analogia, e Transiçaõ dos Tons conserva entre si, e que saõ o matiz mais vivo, que orna a Musica, e que serve de recreio para os seus apaixonados.
As ordinarias Transiçoens, que antecedentemente exponho, pódem vêr-se, segundo a sua ordem, no seguinte
ESQUEMA
Origem Tons Tons Tons Tons Tons Tons
Tons de 3.a 2. as as as as as 3. 4. 5. 6. 7. Men. a a a a a Menor. dos das da das das das das a
com 3. com 3. com 3. com 3. com 3. a com 3. Maior. Menor. Menor. Maior. Maior. Maior.
—— —— —— —— —— —— ——
C E♭ F G A♭ B♭ D♭
D F G A B♭ C E♭
E G A B C D F
F A♭ B♭ C D♭ E♭ G♭
G B♭ C D E♭ F A♭
A C D E F G B♭
B D E F♯ G A C
—— —— —— —— —— —— ——
Todas estas Regras, e o mais que nesta Primeira Parte deixo referido, he o que essencialmente pertence ao Mechanismo da Musica: vamos agora vêr, e especular o que pertence ao da Guitarra, na Segunda Parte, que se segue.
Fim da Primeira Parte.
_
ESTUDO DE GUITARRA.