História Trágico-Marítima

Bernardo Gomes de Brito · Apêndice

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História Trágico-Marítima

Notas

 

1 - «Escaçarmos», em vez de «comerçarmos» no original do século XVII, o que se trata certamente de um lapso.

2 - «Zonchadura»: ato de mover o êmbolo (zoncho) numa bomba de mão. 

3 - «Al»: outra coisa.

4 - «Tivemos tempo»: tempo favorável para navegar.

5 - «Zabra»: pequena embarcação, semelhante a um bote.

6 - «Abater»: desviar-se do rumo.

7 - «Falcão»: antigo canhão de três polegadas de diâmetro.

8 - «Berço»: antiga peça de artilharia.

9 - «Borneava»: fazia pontaria, apontava.

10 - «Quadra»: espaço largo da nave pela popa.

11 - «Broquel»: escudo pequeno antigo. 

12 - «Alabarda»: espécie de lança de longa haste, terminada em ferro largo e pontiagudo, atravessado por outro ferro geralmente em forma de meia-lua.

13 - «Mo no»: infeliz.

14 - «Treidoice»: traição.

15 - «Armas grevadas»: armas defensivas para as pernas, que estavam protegidas por grevas.

16 - «Arcabuz»: antiga arma de fogo, portátil, de cano curto e largo, que na sua origem era disparada quando apoiada numa forquilha.

17 - «Xareta»: nas naus e galeões de guerra do passado, rede que di cultava a entrada a bordo de inimigos em caso de eventuais abordagens.

18 - «Malenconia»: irritação.

19 - «Zorreira»: que se movimenta com vagar, com di culdade, morosamente.

20 - «Desenho»: desígnio.

21 - «Embalesar-se»: meter-se num balso, cabo a que se dá um nó para servir de estribo.

22 - «Padar»: palato, céu da boca.

23 - «Alargar-vos» na edição do século XVII, certamente por lapso.

24 - «Sus»: expressão para infundir ânimo.