Informação, Conhecimento, Ação Autônoma e Big Data: Continuidade ou Revolução?

Daniel Martínez-Ávila, Edna Alves de Souza e Maria Eunice Quilici Gonzalez (orgs.) · Capítulo 17 de 17

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Informação, Conhecimento, Ação Autônoma e Big Data: Continuidade ou Revolução?

Sobre os Autores

 

DANIEL MARTÍNEZ-ÁVILA é Professor do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP, Campus de Marília). E-mail:

dmartinezavila@gmail.com

DAVIDSON BRUNO DA SILVA, graduando em Sistemas de Informação pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e

Mucuri. E-mail: davidsonbruno@outlook.com

EDNA ALVES DE SOUZA, pesquisadora de pós-doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP, Campus de Marília). E-

mail: souzaednaalves@gmail.com

ELY FRANCINA TANNURI DE OLIVEIRA é Livre Docente na área de Estudos Bibliométricos; doutora e mestre em Educação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP); graduada em Pedagogia pela (UNESP) e em Matemática pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (Osvaldo Cruz – SP); atua no programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da (UNESP), Campus de Marília; é bolsista pesquisadora CNPq (2). E-mail:

ely.tannuri@unesp.br

GISELE RODRIGUES ATAYDE é Gestora da Sevna Startups, Ribeirão Preto; Mestra em Engenharia de Produção pela USP, Bauru; Bacharel em Administração pela Faculdade FGP. E-mail:

giatayde@usp.br

JACQUELIN TERESA CAMPEROS-REYES é Doutoranda e Mestre em Ciência da Informação pela Universidad Estadual Paulista (UNESP); Engenheira de Sistemas pela Universidad Francisco de Paula Santander (UFPS), Colômbia. E-mail:

jtcamperos@hotmail.com JEAN FERNANDES BRITO é Doutorando em Ciência da Informação na Área de concentração: Informação, Tecnologia e Conhecimento pela Universidade Estadual Paulista (UNESP); possui o título de mestre em Ciência da Informação na Área de concentração: Gestão da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Bacharel em Biblioteconomia pela UNESP.

E-mail: jjeanfernandes@gmail.com

JOÃO BATISTA ERNESTO DE MORAES é Professor Associado do Departamento de Ciência da Informação, da Faculdade de Filosofia

e Ciências (UNESP), Marília. E-mail: joao.batista@unesp.br

LAÍS ALPI LANDIM é Mestra e Doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da UNESP, Campus de Marília; graduação em Ciências Sociais pela mesma universidade; coordenadora discente do Laboratório de Pesquisa em Design e Recuperação da

Informação. E-mail: laisalpi@gmail.com

LARISSA DE MELLO LIMA é Mestre em Ciência da Informação e Doutoranda junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Faculdade Filosofia e Ciências (UNESP), Marília. E-

mail: larissalima.unesp@gmail.com

LAURO FREDERICO BARBOSA DA SILVEIRA, Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1969) e doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1974). É professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da

UNESP. E-mail: lfbsilv@terra.com.br

LEILAH SANTIAGO BUFREM é doutora em Ciências da Comunicação (USP) e Mestre em Educação (UFPR), atuando nos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação das Universidades Federais da Paraíba e de Pernambuco; bolsista

pesquisadora do CNPq (1). E-mail: santiagobufrem@mail.com LEONARDO LANA DE CARVALHO, doutor em Psicologia (Cognitiva) pela Universidade de Lyon II, professor adjunto do Departamento de Computação da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. E-mail: leonardolana.

carvalho@ufvjm.edu.br

LUCINEIA DA SILVA BATISTA é Mestra pelo programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciência (UNESP), Marília; graduada em Biblioteconomia e Arquivologia; colaboradora voluntária no Laboratório de Pesquisa em Design e Recuperação da Informação. E-mail:

lucineia.bat@gmail.com

LUIS ANTONIO DE SANTA-EULALIA é Professor da École de Gestion da Université de Sherbrooke (UdeS); Doutor em Engenharia de Produção pela Université Laval, Quebec; Mestre em Engenharia de Produção pela USP; Engenheiro de Produção pela UFSCar. E-

mail: Luis.Antonio.De.Santa-Eulalia@usherbrooke.ca

LUIZA DE MENEZES ROMANETTO é Doutoranda em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP); Mestre em Ciência da Informação pela UNESP; possui Bacharelado em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Universidade Federal

de São Carlos (UFSCar). E-mail: luizaromanetto@hotmail.com

MAGALY PRADO, pós-doutoranda no Departamento de Informação e Cultura, da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo; doutora em Comunicação e Semiótica e mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; Jornalista e pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Faculdade Cásper Líbero. E-mail:

magalypprado@gmail.com

MARIA EUNICE QUILICI GONZALEZ, Professora Livre-Docente do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP, Campus de Marília). E-mail:

eunice.gonzalez@unesp.br

É

MARIA JOSÉ VICENTINI JORENTE é Livre Docente em Cultura Digital e Informação Pós Custodiada em Redes de Colaboração; Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP); Especialista em Design de Produto; Licenciada em Artes pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e em Letras pela Universidade de São Paulo (USP); Professora Adjunta em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa da UNESP, Campus de Marília, Departamento de Ciência da

Informação. E-mail: mj.jorente@unesp.br

MARIANA DA SILVA CAPRIOLI é Bibliotecária da Biblioteca Municipal “João Mesquita Valença” – Marília – SP; Mestre em Ciência da Informação e Doutoranda junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Faculdade Filosofia e

Ciências da UNESP, Marília. E-mail: mariana. caprioli@gmail.com

MONICA AIUB, Graduada em Filosofia (UNISANTOS) e Música (UNESP), com mestrado (UFSCAR) e doutorado (PUC-SP) em Filosofia, atua como orientadora filosófica, pesquisadora e professora no Espaço Monica Aiub: Filosofia, Arte e Cultura, em São

Paulo-SP. E-mail: monicaaiub@monicaaiub.com.br

NANDIA LETICIA FREITAS RODRIGUES é Mestranda em Ciência da Informação e graduada em Biblioteconomia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP); colaboradora do Laboratório de Pesquisa em Design e Recuperação da Informação.

E-mail: nandiarodrigues@gmail.com

PLÁCIDA LEOPOLDINA VENTURA A. DA COSTA SANTOS é Livre-docente em Catalogação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP); Docente do Departamento de Ciência da Informação da

UNESP. E-mail: placidasantos@gmail.com

RAFAEL GUTIERRES CASTANHA é Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Marília e graduado em Licenciatura em Matemática, pela UNESP, Campus de Presidente Prudente. Docente da Faculdade Católica Paulista (FACAP); doutorando em Ciência da Informação pela

UNESP, Campus de Marília. E-mail: r.castanha@gmail.com

RENE FAUSTINO GABRIEL JUNIOR graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, mestrado em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação pela Universidade Federal do Paraná e doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. É professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da

Informação da mesma universidade. E-mail: rene.gabriel@ufrgs.br

RICARDO CÉSAR GONÇALVES SANT’ANA é Professor Associado da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Tupã; Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP, Campus de Marília; Graduado em Matemática e Pedagogia; Mestrado em Ciência da Informação; Doutorado em Ciência da Informação; Livre-Docente em Sistemas de Informações Gerenciais pela UNESP. E-mail:

ricardo.santana@unesp.br

SELMA LETICIA CAPINZAIKI OTTONICAR é Doutoranda em Ciência da Informação pela UNESP, Campus de Marília; Mestra em Ciência da Informação pela UNESP, Campus de Marília, e Tecnóloga em Gestão Empresarial, FATEC. E-mail:

selma.leticia@hotmail.com

TIAGO CAMPOS FERREIRA, graduando em Sistemas de Informação pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e

Mucuri. E-mail: camposferreiratiago@gmail.com

Big Data e Autonomia: continuidade

ou revolução?

1. Essa hipótese é apresentada e discutida em nosso artigo Big

Data: Philosophy of Science Contemporary Issues (no prelo).

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2. Uma análise mais detalhada do conceito de ação autônoma

pode ser encontrada em Gonzalez (2017).

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3. Contribuímos para com o debate sobre correlação versus

relação causal no já mencionado artigo Big Data: Philosophy of Science Contemporary Issues (no prelo).

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Intersecção temática de programas de

pós-graduação brasileiros:

considerações sobre Big Data

 

1. Divisão de áreas da CAPES: Colégio: Ciências da vida

(Grandes áreas: Ciências agrárias; Ciência biológicas; Ciências da saúde); Colégio; Ciências exatas, tecnológicas e multidisciplinar (Grandes áreas: Ciências exatas, tecnológicas e multidisciplinar; Engenharias; Multidisciplinar); Colégio: Humanidades (Grandes áreas: Ciências humanas; Ciências sociais aplicadas; Linguística, letras e artes) (BRASIL, 2018).

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2. https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/index.xhtml

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3. Maior detalhamento do sistema de avaliação de programas de

pós-graduação no site

http://www.capes.gov.br/acessoainformacao/perguntas-

frequentes/avaliacao-da-posgraduacao/7421-sobre-avaliacao-

de-cursos

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Informação como ação significativa

em processos semióticos emergentes

baseados em multiagente

1. O desenvolvimento da linguagem é entendido como um

fenômeno complexo. Para uma exposição da investigação psicológica do desenvolvimento da linguagem indicamos ver Tomasello & Brooks (1999).

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2. Kennedy et al. (2001) relatam que um sistema pode fazer

exploration e exploitation de informações. O sistema informacional realiza exploration quando busca novas informações e exploitation quando utiliza informações existentes. Como componente do sistema, o agente está envolvido em processos informacionais de exploitation e exploration em diferentes momentos. Os conceitos evoluíram superando a dicotomia individualista, entendendo os conceitos como processos em equilíbrio em um coletivo de agentes, em sistemas complexos baseados em multi-agente. Em meta-heurísticas, um balanceamento correto entre exploration e exploitation leva a um método eficiente de solução de problemas de otimização, caracterizando-o como um fenômeno de inteligência coletiva.

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3. Para uma revisão da tipologia de agentes, ver Ferber (2007).

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4. O epifenomenalismo entende que propriedades mentais são

causadas por eventos físicos, todavia não tendo a capacidade de afetar nenhum evento físico. Em organismos complexos, a ação é vista como um comportamento causado pela contração

de músculos sob controle de impulsos neurais, e os impulsos neurais sendo gerados pela estimulação em órgãos sensoriais. Para o epifenomenalismo esta linha causal é suficiente para explicar as ações, sendo os eventos mentais fenômenos causados como adereços pois não desempenham papel causal nesse processo. A teoria enativa critica duramente a visão epifenomenalista da mente ao argumentar que a mente está na ação. O que se chama de propriedades mentais somente existe ao se realizarem como processos corpóreos, sendo que estes processos possuem um campo fenomênico isomórfico (ver CARVALHO, 2018)

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5. O Unity foi escolhido por possuir um ecossistema de

desenvolvimento bastante simples e poderoso, facilmente customizável e com vasta documentação. Essa ferramenta se integra muito bem às tecnologias e linguagens de programação mais utilizadas atualmente e ainda torna muito simples o processo de criação da parte visual.

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6. Usamos aqui os conceitos de Skinner (1969) para caracterizar

processos como extinção e também reforços e punições, os quais podem ser definidos como positivos ou negativos. A extinção de um comportamento ocorre pela ausência de reforços ao longo do tempo. Qualquer estímulo (entrada) que leve ao aumento da probabilidade de ocorrência de uma resposta (saída) é um reforço. Sendo a punição qualquer estímulo (entrada) que leve à diminuição da probabilidade de ocorrência de uma resposta (saída) de um agente. Um estímulo é dito positivo quando é apresentado e ele é negativo quando retirado das relações. Um exemplo de reforço negativo pode ser obtido ao se retirar a tarefa de lavar as louças, condicionada a tarefas escolares realizadas com apreço.

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O Big Data no desenvolvimento da

indústria 4.0: novas perspectivas para

o empreendedorismo acadêmico

1. New York Times, Washington Post, Wall Street Journal, CNN e

a BBC. “Trump os despreza. Cunhou o termo fake news para referir-se às suas matérias exclusivas e os declarou ‘inimigos do povo’” (El País).

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2. “O marketing e a propaganda usam os algoritmos de IA para

identificar os hábitos e as preferências dos consumidores e produzir campanhas mais assertivas e segmentadas” (KAUFMAN, 2018, p.45).

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3. “Trump sabe que as pessoas que votaram nele são

desconfiadas e preferem obter suas informações da [rede de TV] Fox e de outras fontes da direita. Atacando a grande mídia, se reconecta com sua base. A polarização nutre a desinformação. Seus eleitores querem acreditar que é digno e capaz. E quando se publicam informações que sugerem que não é, rejeitam aceitá-las e preferem considerar que são fake news”, afirma Shanto Iyengar, professor de Ciência Política de Stanford (El País).

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4. Os algoritmos acoplados aos Big Data dão azo a uma situação

na qual “um número finito de componentes gera uma diversidade praticamente ilimitada de combinações” (DELEUZE, 2004 apud CASTRO, 2018).

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5. “A transformação de qualquer classe de grupos em públicos

explica-se por uma necessidade crescente de sociabilidade, que torna necessário que os associados se disponham em comunicação regular mediante uma corrente contínua de informações e excitações [reacções discursivas] comuns. Esta

transformação é, por conseguinte inevitável. […]” (TARDE, 1986, p. 56).

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6. A ANT vem sendo apropriada de diversos modos pelas ciências

humanas e sociais, especialmente por pesquisas em que a tecnologia e a ciência ocupam lugares centrais (BRUNO, 2011).

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7. Em: https://www.sagepub.com/sites/default/files/upm-

binaries/5222_Ritzer__Entries_beginning_with_A__[1].pdf.

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8. As We May Think, publicado no The Atlantic Magazine.

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9. No âmbito da formação da consciência pública, Maria Lucia

Becker (2010: s/p) reforça que “as ações online ocorrem no sentido de tornar a internet uma fonte alternativa de informações, por meio de veículos de comunicação independentes, blogs, sites de organizações, listas de e-mails, fóruns de discussão e comunidades de relacionamento” (PRADO, 2015, p. 5).

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10. Com registro de 2007, em programas como o Musicovery, o

usuário pode ouvir músicas de sua preferência, selecionando as listas do esquema. A interface trabalha com cores que correspondem a estilos musicais em uma ideia de iconicidade e combinação de botões deslizantes, imputando uma espécie de conexionismo. É possível eleger músicas, conforme o estado de espírito do usuário. Por exemplo, se está alegre, vai preferir ouvir músicas mais animadas. Trata-se de um mashup instantâneo. Traz alternativas de músicas tristes, pesadas, suaves etc. Com as diferenças de humor e a mudança de um estado para outro, a máquina, à base de probabilidade, oferece músicas de acordo com as alterações de humor do usuário. E quando ele altera, o sistema altera as possibilidades de audição, em uma maneira de deslanchar uma reação automática do sistema, como uma autocorreção (PRADO, 2009).

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11. Affordance: característica de um ambiente, ou objeto que

informa, ao humano que interage com ele, a forma de abordagem ou utilização (HOLANDA, 2014).

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12. Em 2011, a Teoria Ator-Rede foi aplicada em produtos

experimentais para a tese de doutorado desta pesquisadora, que no estudo associam-se humanos – estudantes de jornalismo (atores ou actantes) – e não-humanos (dispositivos móveis), deixando reportagens de radiojornalismo dispostas em ambiente digital.

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13. Ver artigo: The whole is always smaller than its parts - How

digital navigation may modify social theory.

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14. “A junção dos conhecimentos de sociologia com as teorias dos

grafos deu origem a análise de redes sociais, uma ciência complexa, não exata, mais inclinada à heurísticas do que a soluções determinísticas, mas que ainda assim, segue padrões matemáticos conhecidos. (…) Utilizando as teorias e algoritmos de redes complexas é possível analisar uma rede social e extrair diversas métricas desta rede. Como por exemplo, o número de comunidades, ou grupos existentes nessas redes. Quais são os vértices (nós) mais importantes da rede. E a partir desse conhecimento direcionar esforços para os pontos mais importantes da rede, otimizando recursos e tempo” (GABARDO, 2015).

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15. Diretor da Columbia Journalism School, da Columbia University.

Em entrevista aos jornalistas Ricardo Gandour e Jorge Tarquini para o Observatório da Imprensa.

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16. https://www.icij.org/investigations/panama-papers/.

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17. No início da web, a chamada web 1.0, as pesquisas da fase

pré-Google eram realizadas em sites como o Lycos, o Altavista e o Yahoo.

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18. Estes indicadores apontam para o que se chama de web 3.0,

que conta com sistemas inteligentes de busca por contexto, que ao mesmo tempo em que facilitam a procura, permitem a maior produção e segmentação do conteúdo, além da disponibilização deste para o público de interesse.

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Algoritmos genéticos e

aprendizagem: quem, de fato,

aprende?

1. A obra de Peirce está citada conforme a convenção: CP

(Collected Papers). Os números que seguem as letras correspondem, respectivamente, a volume e parágrafo.

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Conversa com Lauro Frederico

Barbosa da Silveira

 

1. Entrevista realizada e transcrita por Edna Alves de Souza, em

09 de maio de 2019.

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