Memória Extracerebral

José Augusto Castro Chagas · Capítulo 3 de 5

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4 – Estudando o Perispírito

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Perispírito ou psicossoma

Admitimos que o corpo mental, receberia as cargas dos campos do inconsciente, em constante expansão irradiativa, e, em metabolização específica com sua própria camada, daria nascimento a um novo campo de energias, de sutil estruturação, o chamado perispírito. (Pág. 57).

Esta delicada estruturação oscilaria em expansões e retrações a depender dos impulsos internos e serviria de apoio para que elementos outros, aí incrustados, pudessem ampliar e sustentar a organização perispiritual. Dessa forma, o envoltório perispiritual se adensaria devido à arrecadação e incorporação de substâncias específicas do prana ou fluido universal do contexto kardequiano. (Pág. 57).

O perispírito ou psicossoma é uma porção intermediária, com todos os graus de vibração, que une, dum lado, a zona vibracional espiritual, e, do outro, a condensação máxima de energia de caráter barôntico, característica da nossa matéria. (Pág. 59).

Pela sua complexidade e importância o perispírito, será tratado com mais detalhes no próximo capítulo.

44 E AN 4 –– T U O – E E SS S T T U D U D D D A A N O N D D O O PP E P E R E RII O I SS T S PP P ÍÍ R Í R R II I T T O

A Física Quântica está desvendando o Espírito. O físico quântico Amit Goswami é um raro exemplo de cientista transformado por seu próprio trabalho. Autor do livro O Universo Autoconsciente, desde 1996, Amit Goswami vem ao Brasil a convite da Unipaz (Universidade da Paz), com o objetivo de divulgar valores espirituais e quânticos.

De origem indiana e radicado nos Estados Unidos, Amit, Ph.D., é professor-titular de física quântica no Instituto de Física Teórica da Universidade de Oregon e se destaca, entre seus congêneres, por contribuir para uma nova visão de mundo que desvela a natureza espiritual da consciência. Em entrevista realizada em 2001, no programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, Amit deixou clara a sua certeza na reencarnação. Apesar de confessar, sua não aceitação inicial, Amit declarou que num determinado dia teve um sonho, que mudou radicalmente seu conceito. No sonho, foi-lhe dito: “O Livro Tibetano dos Mortos está certo. Cabe a você, como físico, comprová-lo”. Disse, que a partir de então, a física quântica ajudou a fornecer os meios para esta compreensão. Em entrevista à revista Planeta, Amit destacou alguns aspectos importantes de seus estudos, dentre os quais destacamos:

“PLANETA – E onde você quer chegar?

Amit – Não é tão distante. Parece distante para as pessoas que acreditam que a ciência e a religião não devem estar incluídas no mesmo conjunto, que acham que elas não combinam.

PLANETA – Principalmente nos Estados Unidos, onde a sociedade é muito materialista...

Amit – Na verdade, eu passei boa parte da minha vida como materialista, mas também era integrante da comunidade científica. Nos Estados Unidos há uma concentração de

 

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pessoas, na costa oeste, que vivem, por assim dizer, no “limiar” (fazendo uma metáfora com a falha geológica da costa californiana). Deepak Chopra, por exemplo, mora em San Diego; Fritjof Capra, no Oregon; Peter Russel e eu moramos em San Francisco. Nos Estados Unidos existe esse materialismo profundo, porém, quanto mais profundo ele se torna, maior é a necessidade da espiritualidade. Eles partem do ponto de vista de uma espiritualidade materialista, ou seja, de uma espiritualidade que tenha uma meta. Chogyam Trungpa criticava muito seus alunos dizendo que eles praticavam uma espiritualidade para chegar a algum lugar. E é exatamente o contrário. A espiritualidade é você aprender que não tem de chegar a lugar algum, pois você já traz em si esse potencial.

PLANETA – De que maneira a física quântica interpreta a consciência?

Amit – A maneira comum de analisar a consciência é considerá-la como um resultado secundário (epifenômeno) da atividade cerebral. O problema desse ponto de vista é que se começa com partículas produzindo átomos, átomos produzindo moléculas, moléculas produzindo neurônios, neurônios produzindo o cérebro e o cérebro produzindo consciência. Isso transforma a consciência em um objeto, apesar de que os objetos fazem parte da experiência da nossa consciência, e não só eles mas o todo. O enfoque convencional não consegue incorporar essa duplicidade do sujeito e objeto. Na física quântica existe uma profunda descontinuidade, sendo que algumas partes do movimento quântico são previsíveis. Por exemplo: os objetos da física quântica são considerados ondas de possibilidades. Como essas possibilidades vão se espalhar pode ser previsto pela matemática quântica; mas como as possibilidades se transformam em realidade concreta não pode ser previsto. A consciência faz o colapso dessas possibilidades para ser algo – isso é o que chamamos de salto quântico. Então a consciência é incorporada na física quântica como o escolhedor da realidade, entre as possibilidades existentes.

PLANETA - Por isso a consciência não depende do cérebro?

Amit – Não somente a consciência não depende do cérebro como é o cérebro que depende da consciência. Isso vira o ponto de vista materialista (newtoniano) de cabeça para baixo. A vantagem é que você consegue começar a entender a divisão entre sujeito e objeto, e incorporá-los em uma mesma realidade. (...)”

Amit coloca ainda, que o modelo evolutivo apresentado por Darwin explica a evolução das espécies sob o ponto de vista genético, mas não explica como ocorreram as mutações das espécies. Precisava haver “algo” orientando a questão biológica. Isto corrobora a idéia do modelo organizador biológico, aceito por grandes pesquisadores da atualidade

Dentro da área espírita, não se pode deixar de mencionar o brilhante livro Evolução em Dois Mundos, de André Luiz, no qual o autor demonstra a completa relação entre a evolução das espécies e a direção da espiritualidade, utilizando como meio o perispírito.

Destacamos também o trabalho do Dr. Hernani Guimarães Andrade, no livro Espírito, Perispírito e Alma: Ensaio sobre o Modelo Organizador Biológico, no qual é apresentada uma hipótese de trabalho, considerando o perispírito formado em camadas. Estuda as funções do corpo vital, corpo astral, corpo bioplasmático, e a estruturação do modelo organizador biológico. As camadas representariam as sucessivas existências do Espírito.

 

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No livro Espírito, Perispírito e Alma: Ensaio sobre o Modelo Organizador Biológico, o Dr. Hernani, apresenta uma lenda budista que diz o seguinte:

“Que é um elefante?

- É uma cobra que tem uma cauda com duas pequenas saliências móveis, e uma cabeça enorme possuindo duas vastas presas - respondeu o primeiro cego.- São quatro grossas colunas feitas de uma substância macia, rugosa e algo áspero – respondeu o segundo cego.

- É um chicote curto e grosso, tendo na extremidade uns poucos pêlos duros – afirmou o terceiro cego.

- É um grande tonel revestido de algo áspero e rugoso – concluiu o quarto cego.”

Cada um dos cegos estava certo em suas observações, porém as mesmas estavam incompletas, uma vez que não compartilharam suas idéias entre si, e tinham uma visão limitada da realidade. Assim estamos ainda, como cegos da luz espiritual mais ampla. Portanto, precisamos ampliar nossa forma de observação, utilizando o conhecimento de outros pesquisadores, buscando uma universalidade de conceitos sobre determinado assunto.

Segundo o Dr. Hernani, “a Ciência forma-se deste modo. Começa-se pela observação dos fatos. Formulam-se hipóteses ou modelos provisórios. Tenta-se pôr à prova tais hipóteses e modelos. Volta-se à observação ou à experimentação. Aperfeiçoam-se as hipóteses e os modelos. E, assim, vai-se aproximando da imagem correta”. (pág. 51).

É esta a modesta proposta do presente estudo. Reunir em um único volume, um grande número de informações, compilando-as, e procurando formular determinadas hipóteses de trabalho. Pode parecer uma colcha de retalhos, incompletos em suas particularidades. Mas reunidos, reúnem uma interação muito grande.

Para estudarmos o perispírito, de uma forma mais ampla, é necessário o entendimento de suas particularidades e propriedades. Este não será o foco deste livro, pois Allan Kardec já o explicou de forma magistral. Para tanto, as obras do mestre lionês são referências importantes, para todos os que queiram avançar nesta área.

Através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, o médico André Luiz também nos deixou um legado ainda pouco percebido e entendido. Ao afirmar que o perispírito liga-se ao corpo físico “célula a célula”, mostrou-nos que cada célula no corpo físico está intimamente ligada à outra, na zona perispiritual. Claro está, que o funcionamento de uma irá interferir com a outra.

Este é o entendimento que falta à Medicina ocidental, apesar do crescente número de médicos contribuindo com seus conhecimentos para a exploração do campo espiritual. Vejamos o que diz um texto explicativo sobre a Medicina chinesa, elaborado pela Clínica Chao de Porto Alegre:

“Muitas vezes estamos doentes energeticamente e não sabemos. Não temos mais o mesmo ânimo, já acordamos cansados, ou dormimos mal. Às vezes temos dores de cabeça, tonturas, dores pelo corpo, fazemos exames laboratoriais e nada acusa. O emocional geralmente está alterado, estando tristes, deprimidos ou em estado de ansiedade constante e inquietação que não sabemos o porquê.

 

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Os médicos ocidentais interpretam como “stress” ou problemas emocionais. Mas a medicina oriental entende como início de doença. Quando não tratado, certamente mais tarde o corpo físico sofrerá as conseqüências. Só então será diagnosticado como doença, pois os exames detectarão alterações neste corpo físico. A matéria só se modifica quando a Energia se altera primeiro.

A doença tem três fases:

1. FASE ENERGÉTICA: são os sintomas inespecíficos como alterações do estado

emocional, cansaço, perda da Energia, alterações do sono, dores de cabeça,

impotência... é como uma pilha que está enfraquecendo a sua carga de energia. 2. FASE FUNCIONAL: os exames de sangue se alteram, os órgãos passam a funcionar

a mais ou a menos. Ex.: gastrite, hiper ou hipotireoidismo, alterações hormonais... é

a pilha se acabando em sua carga de energia.

3. FASE ANATÔMICA: a matéria já está lesada, já é possível ver alterações estruturais

como tumores, úlceras, osteoporose, hérnia de disco... é a pilha que já vazou e

estragou.

A medicina chinesa trata das alterações energéticas. Por isso no primeiro estágio da doença ela é curativa. No segundo e terceiro estágio a acupuntura é auxiliar no tratamento convencional da medicina ocidental. Logo, a medicina chinesa é essencialmente preventiva. Antes mesmo dos exames detectarem doença, pode-se detectar as alterações energéticas pelo exame energético dos pacientes, através do seu pulso, exame de língua e cor da pele.

Muitas doenças tratadas pela medicina convencional retornam após algum tempo de tratamento, porque usando remédios, estamos tratando apenas do efeito da doença sobre o corpo, mas a causa que é a alteração energética continua, e o medicamento Não altera o estado energético do paciente. Usando-se agulhas ou moxabustão, corrige-se o estado energético doentio.”

Vemos então, que a o desequilíbrio energético ocorre antes da desagregação das células na zona física. Dentro da Medicina ocidental, encontramos um modelo próximo à este na Homeopatia. Este assunto é estudado pelo médico Richard Gerber, no livro Medicina Vibracional, que apresenta o seguinte modelo hipotético:

 

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Esta equação propõe a existência de hipernúmeros, o que admite como possibilidade de velocidades superiores à velocidade da luz, e por conseqüência, a existência de um espaço-tempo negativo formado por matéria extrafísica, conforme abaixo:

 

O Dr. Richard Gerber apresenta em seu livro um estudo minucioso sobre a energética humana, utilizando este modelo para explicar a ação da Homeopatia e da Acupuntura, entre outros temas. O modelo científico adotado nesta referência, está adequado ao modelo Tiller-Einstein do Dr. William Tiller da Universidade de Stanford (EUA). As bases teóricas não serão aqui repetidas para não tornar o texto demasiado redundante, sendo necessário um aprofundamento do assunto, através da consulta aos textos citados .

O Dr. William Tiller apresenta a seguinte classificação para o espaço-tempo:

• Espaço-tempo positivo: velocidades abaixo da velocidade da luz. É a matéria do

universo físico, visível, composta de massa positiva.

• Espaço-tempo negativo: velocidades acima da velocidade da luz. É a matéria do

universo espiritual, invisível, composta de massa negativa.

Para completar, abrimos espaço, para discorrer sobre o trabalho de outro médico. Trata-se do Dr. José Lacerda, preceptor dos estudos da Apometria. O livro Espírito e Matéria, de sua autoria, apresenta uma teoria, com base na Física Quântica, relacionando Matéria, Energia e Espaço. Segundo o autor, que tomou como fonte trabalhos do físico argentino Manoel Dopacio, o Espaço representa um reservatório infinito de energia, sendo que “a Matéria, portanto, é, em última análise, a condensação do Espaço. E a Energia, com imenso leque de faixas vibratórias, é o estágio intermediário entre Espaço e Matéria. Esse estágio intermediário é formado pela deformação do Espaço no estado tensional”.

Possuindo a Energia um imenso leque de faixas vibratórias, é natural que a constituição do perispírito apresente também uma gradação vibratória. Segundo Kardec, a densidade energética do perispírito depende do grau evolutivo do indivíduo, e do campo energético específico do mundo em que este indivíduo está vinculado. Além disso, desde a zona mais próxima da energia em seu mais alto grau de condensação, que é o corpo físico, até as fronteiras mais etéreas envolvendo o Espírito, é bastante provável que o perispírito apresente também diferentes níveis vibratórios.

 

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