Mensagem
Os Tempos
III
PRIMEIRO
NOITE
A nau de um deles tinha-se perdido
No mar inde nido.
O segundo pediu licença ao Rei
De, na fé e na lei
Da Descoberta, ir em procura
Do irmão no mar sem m e a névoa escura.
Tempo foi. Nem primeiro nem segundo
Volveu do m profundo
Do mar ignoto à pátria por quem dera
O enigma que zera.
Então o terceiro a El-Rei rogou
Licença de os buscar, e El-Rei negou.
*
Como a um cativo, o ouvem a passar
Os servos do solar.
E, quando o veem, veem a gura
Da febre e da amargura,
Com xos olhos rasos de ânsia
Fitando a proibida azul distância.
*
Senhor, os dois irmãos do nosso Nome — O Poder e o Renome —
Ambos se foram pelo mar da idade
À tua eternidade;
E com eles de nós se foi
O que faz a alma poder ser de herói.
Queremos ir buscá-los, desta vil
Nossa prisão servil:
É a busca de quem somos, na distância
De nós; e, em febre de ânsia,
A Deus as mãos alçamos.
Mas Deus não dá licença que partamos.