O Infante D. Henrique e a Arte de Navegar

Vicente de Almeida de Eça · Capítulo 2 de 5

Páginas do PDF

O Infante D. Henrique e a Arte de Navegar

Bibliographia

 

LISTA DOS PRINCIPAES TRABALHOS IMPRESSOS,

RELATIVOS Á «ARTE DE NAVEGAR DOS PORTUGUEZES» DESDE OS PRIMEIROS

TEMPOS

ATÉ Á EXTINCÇÃO DA «AULA DO COSMOGRAPHO-MÓR» EM 1779

 

TRATADISTAS

 

Duarte Pacheco Pereira, Esmeraldo de situ orbis. Começa por noções geraes de cosmographia, esphera e navegação, e segue a descripção geographica e roteiro dos descobrimentos. Escripto em 1505? Publicado em 1892, Lisboa.

 

Gaspar Nicolas? Tratado da Spera do mũdo tirada de latim em lingoagem portugues com hũa carta... Seguese ho regimento da declinaçom do sol... com ho regimento da estrella do norte. (A carta é traduzida por Alvaro da Torre.) Lisboa, impresso por Germão Galhard, 1519?

 

Pedro Nunes, Tratado da Sphera, etc. (Veja-se nota 1, pag. 23). Lisboa, 1536.

——, De arte atque ratione navigandi, libri duo. 1.ª edição, Coimbra, 1546; 2.ª edição, Coimbra, 1573; outra edição com o titulo de Opera quae complectuntur, etc. Basilea, 1566. Houve mais edições.

A 1.ª edição mencionada, de Coimbra, é apontada por Barbosa, Ribeiro dos Santos, Innocencio e outros; não consegui, porém, ver um exemplar d'ella, ao passo que são frequentes os da 2.ª edição, 1573, em cujo prologo o editor (Antonio de Mariz) censura os erros das anteriores edições d'esta obra de Pedro Nunes, sem comtudo as designar explicitamente. Parece, pois, que aquelles bibliographos fizeram alguma confusão.

 

Diogo de Sá, De navigatione. París, 1549.

 

João Baptista Lavanha, Regimento nautico. 1.ª edição, Lisboa, 1595.

 

Simão de Oliveira, Arte de navegar. Lisboa. 1606.

 

Manuel de Figueiredo, Chronographia, etc. (Veja-se adiante.)

——, Hydrographia, exame de pilotos, no qual se contem as regras que todo o piloto deve guardar nas suas navegações, etc. Lisboa, 1642. Traz tambem um roteiro, adiante mencionado.

 

Valentim de Sá, Regimento de navegação, etc. Lisboa, 1624.

 

Antonio de Najera, Navegacion especulativa e pratica, etc. Lisboa, 1628.—Incluo este tratadista entre os auctores portuguezes, porque elle se declara terminantemente lusitano, natural de Lisboa (e isto no tempo da dominação dos Filippes), diz que saíu da sua patria para percorrer a Hespanha, e desculpa-se de escrever o seu livro em castelhano, por ser esta lingua conhecida em toda a monarchia. A obra de Najera é a mais completa e clara das publicadas até ao seu tempo; cita frequentes vezes Pedro Nunes e as praticas dos Portuguezes; e sempre que vem a proposito, mostra os erros de Rodrigo Samorano e Garcia de Cespedes, os dois tratadistas de navegação ao tempo mais conceituados em Hespanha.