O Romance da Rainha Mercedes

Alberto Pimentel · Capítulo 10 de 25

Páginas do PDF

O Romance da Rainha Mercedes

A Benção

A princeza Mercedes, no palacio de Aranjuez, remirando, n'um encantamento de felicidade e de surpresa, os brindes maravilhosos que de toda a parte lhe mandavam: o rei, uma corôa de brilhantes, um pendant, de Froment Maurice, um bello camapheu antigo com uma allusão mythologica; Izabel II, um manto de velludo, estrellejado de ouro, acolchoado de arminhos; D. Francisco de Assis, uma corôa real constellada de diamantes, um raio de sol cinzelado em diadema.

Á volta da formosa hespanhola, que ia ser rainha, as suas novas damas de honor, as duquezas de Bailen e de Ahumada e a condessa de Villapaterna acercando-lhe, como n'um sonho féerico, todos esses brindes encantadores, todas essas maravilhas, que pareciam destinadas a uma noiva de ballada mediévica.

A bazilica da Atocha aberta de par em par para receber os dois que se amavam.{55} Deante do portico do templo, um arco de triumpho colossal, construido pelos invalidos, formado de canhões, de armas, de tropheus de bandeiras conquistadas, um pensamento cavalheiresco a completar a festa do amor, que ia ser abençoada por Deus.

Ide. Deus vos espera, noivos.{56}

 

{57}

 

A BENÇÃO

{59}