O torreão
Danny King chega às duas da madrugada a um castelo caindo aos pedaços, sem saber se está na Áustria, na Alemanha ou na República Tcheca: o dono também não sabe dizer. Quem o chamou foi o primo Howard, o mesmo Howie que ele e Rafe deixaram dentro de uma caverna quando eram adolescentes e que só foi encontrado três dias depois, semiconsciente. Agora Howard comprou o lugar de uma empresa hoteleira alemã e quer abrir um hotel com estudantes de pós-graduação de Illinois e de Cornell. Numa parte do castelo ninguém toca há oitenta e oito anos, com o chapéu de um homem ainda pendurado num gancho. E há o torreão, onde ninguém pode entrar. Danny sobe o morro arrastando uma antena parabólica alugada, e pelo telescópio da cozinha vê uma cortina se mexer numa janela do torreão e uma garota de cabelo louro. Quem conta isso é Ray, que cumpre pena e escreve na oficina de textos de Holly.

