
Serões da Província
Uma cidade do Minho jura que o velho Cipriano Martins, dono de um negócio de socos em decadência e com os cotovelos a romper pelas mangas coçadas, esconde uma fortuna. Morto ele, a irmã Maquelina só encontra uns cobres nas gavetas e anda do administrador ao presidente da câmara, do abade ao regedor taberneiro Bento Maria do Portal, atrás de um atestado de pobreza. Já de cama, manda o afilhado Agostinho, de volta do Brasil sem nada, queimar à chama da lamparina os papéis da gaveta do toucador que o irmão dizia não valerem nada, para poupar carqueja. É o primeiro dos seis contos. Em Justiça de Sua Majestade, a câmara de Vila Nova de Famalicão espera D. Maria II numa manhã de Abril de 1852 e saúda a foguete a diligência da Viação Portuense; no último, O Canto da Sereia, Pedro nada atrás do barco onde vai a cantora e os pescadores chegam a Espinho sem ele.





