Plantas medicinais

Mara Zélia de Almeida · Capítulo 1 de 6

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Plantas medicinais

Prefácio

 

“O segredo é não correr atrás das borboletas.

É cuidar do jardim para que elas venham até você.”

Mário Quintana

Quando Mara Zélia me solicitou que fosse autora desse Prefácio, me presenteou com a honra e o desafio. E, mais, abriu as asas para que pudessem voar em reflexões, no tempo e no espaço, sobre o significado da resistência à dominação e de seus atores, individuais e coletivos, da relação dialética entre os conhecimentos, da ciência e tecnologia como fatores de libertação dos povos, do direito à escolha no processo de inversão de uma perversa lógica: a de privilegiar a doença que patrocina lucros a poucos em detrimento da saúde que patrocina qualidade de vida a todos.

Mara Zélia, profissional, cidadã, militante, mulher do seu tempo histórico e que carrega em si saberes e fazeres ancestrais, vem contribuir, com sua dedicação, com uma obra de valor inestimável para com nossa biodiversidade, patrimônio desse Brasil que toma o rumo do desenvolvimento econômico, ambientalmente sustentável, numa perspectiva de uma nova era para a humanidade.

Assim, sua participação, na atualidade, na resistência milenar que nos permite a visão de que haverá futuro, forjada na simbiose de sonhos e realizações, antigos como a humanidade, que resgatam valores, saberes, vivências e vem sendo construídos em etapas que, ao longo do processo histórico, permeiam as relações políticas, econômicas, sociais, culturais, ambientais e espirituais dos povos, nos induz a uma síntese que se inicia pelo que Mara Zélia e tantos de nós, homens e mulheres desse tempo, além de sedimentarmos convicções, vamos elaborando propostas, ações, políticas, práticas cotidianas, escrevendo, publicando, participando, unificando propósitos… enfim, fazendo história… porque, os que se movem, constroem a história…

E segue pela primeira convicção de que é preciso reverter a lógica, baseada na dependência, onde o medicamento surge como instrumento de dominação técnica, econômica e cultural. E que, para isso, um dos caminhos a seguir é o de transformarmos em decisão política de governo o que a sociedade constrói, almeja e necessita.

O que foi concretizado, na atual etapa do Projeto Nacional de Desenvolvimento através da elaboração da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos que, em resumo, efetua a aliança entre a nossa biodiversidade e a formação de pessoas para o desenvolvimento de tecnologias que viabilizem uma importante opção terapêutica, ampliando o acesso aos medicamentos, com humanização, qualidade, segurança e eficácia. Num processo que abrange desde a cadeia produtiva até a implementação da Fitoterapia no SUS.

E partimos de convicções outras que, com ações concretas de profissionais como a que chamamos “Professora Mara Zélia”, pois mestra pelo saber, fazer e compromissos com transformações, temos adquirido em nossa prática cotidiana – de que nossas Universidades dispõem de recursos estruturais e humanos para realizar estudos e pesquisas, a partir do potencial das regiões, na perspectiva de se constituírem em celeiros dessa cultura. E de que o valor econômico de nossas plantas é de extrema magnitude e a nossa autonomia para gerir nossos recursos naturais somente será respeitada quando tomarmos a decisão de valorizar e integrar nossos conhecimentos tradicional e acadêmico e de implementar Redes de Cooperação Técnica e Científica, formando e capacitando para o desenvolvimento e produção de Tecnologias de Inovação, agregando valor ao saber dos povos.

Essas convicções, que tiveram sua elaboração a partir de reflexões com amplos setores da sociedade, onde se destaca essa capacidade brasileira de resistir à dominação e aos entraves à libertação, me permite, ao elaborar esse Prefácio, afirmar que Mara Zélia, sempre presente com seu conhecimento, adquirido em andares universitários em simbiose com andares na vida, nos processos dessa construção coletiva, é parte integrante, com sua obra, na elaboração e ação para que a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, sob a Coordenação do Ministério da Saúde, inserida na Política de Assistência Farmacêutica, como parte integrante do SUS, tenha sedimentação em princípios como:

- a contribuição para o nosso desenvolvimento sustentável e a soberania do Brasil;

- a construção efetiva do Sistema Único de Saúde e de suas políticas setoriais;

- o uso e preservação de nossos recursos naturais e a manutenção do patrimônio genético nacional;

- a relação dialética entre os saberes tradicional e acadêmico, colocando por terra o falso antagonismo que serve à dominação;

- a garantia de trabalho e geração de renda.

Hoje é 26 de dezembro de 2010. Um dia após o Natal e às vésperas de um Novo Ano que chega na perspectiva concreta de promissores avanços para o Brasil, que nos instigam e desafiam, na complexidade do mundo em que vivemos.

Mara Zélia, com essa obra fruto de momentos de dedicação, de estudo, de algumas incertezas e de construídas convicções, de relações amorosas e respeitosas com nossa biodiversidade e nossa diversidade étnica e cultural – maiores e mais belas riquezas de nosso país, é o novo!!!

O sempre novo que surge da resistência, da perseverança e do amor. E está, graças ao que nos abençoa, protege e impulsiona, alicerçada na Bioquímica da Esperança, que nos faz pacientes e firmes para que nossas plantas medicinais continuem sendo sementes na efetivação de um caminho que garanta a vitória da civilização – aquela civilização que estará calcada na vitória da Vida. Enfim, é uma cuidadora de jardins… para que as borboletas nos cheguem em eternas e sempre bem-vindas metamorfoses.

Jussara Cony*

* Farmacêutica, Especialista em Tecnologia de Medicamentos e em Tecnologia de Alimentos. Mestre em Ciências Farmacêuticas, com formação na Faculdade de Farmácia da UFRGS. Funcionária da mesma Universidade, nas Faculdades de Medicina e de Farmácia. Vereadora em Porto Alegre (1983 a 1988, Deputada Estadual por quatro mandatos no RS (1991 a 2006), tendo desempenhado o cargo de Vice-Presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente e de Coordenadora do Fórum pela Vida - Projeto Plantas Vivas (1998 a 2006). Diretora-Superintendente do Grupo Hospitalar Conceição do MS, no RS (2007 a 2010), participando, como tal, da Comissão Executiva do MS/SC-TIE - Programa Nacional para a Implantação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. A partir de 01/01/2011 ocupará o cargo de Secretária de Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul, no governo eleito, liderado por Tarso Genro.

Prefácio

(à 2ª edição)

A preocupação de Mara Zélia quanto à educação em/sobre plantas medicinais há muito excede as limitadas paredes da academia. São filhos desta benfazeja preocupação seus muitos cursos de extensão, sua atuação junto a comunidades diversas e a transformação de parte de sua Tese de Doutorado neste livro.

Qualquer estudo sério sobre plantas medicinais tem que ser interdisciplinar, já que o assunto é multifacetado, abrange várias ciências (ocidentais ou não) e envolve questões éticas, sociais e econômicas. Na primeira parte deste livro, é admirável a organização da “abordagem histórico-contemporânea” que trata todos os aspectos principais. A “cura do corpo e da alma” é um raro e salutar exemplo de trânsito/diálogo entre concepções médicas baseadas em tramas culturais diferentes, belo exemplo de Etnofarmacologia. São preciosos os glossários, as dicas e todos os detalhes que dizem não apenas do saber abrangente da autora, como do aspecto “Nanã” de sua personalidade. Finalmente o almanaque, ah! o almanaque. Que bom reviver esses tempos e de maneira tão qualificada.

Como se não bastassem a beleza da ilustração, a leitura do livro é agradável e acessível, sem ser superficial. Seu verdadeiro valor educativo está calcado na qualidade da informação apresentada e na capacidade de induzir o leitor a procurar mais informação, mais saber, melhor fazer. Esta é, em realidade, a essência do fazer pesquisa. Daí o valor científico do livro (o que é científico é o que permite ser testado) e sua utilidade em reinos diversos.

Quando tive a sorte de estar no lugar certo na hora certa e, por isso, ganhar o último exemplar do então disputado Plantas Medicinais, cuja primeira edição foi lançado por ocasião do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil, Mara Zélia foi logo me avisando o livro era, de fato, uma “livra”. A dedicatória a bisavós, avós e mãe, a beleza do livro, os cuidados com detalhes e o caráter generoso (como o são as mães, como é Mara Zélia) deste livro, talvez justifiquem a – em princípio – inusitada questão do gênero da obra. Como o livro induz o pensar, questionar e pesquisar, trata-se da obra fadada a gerar filhos – uma livra prenhe! E é pensando nelas e nisso tudo, que este texto tem que acabar com Odô Ia!

Profª. Drª. Elaine Elisabetsky

UFRGS/Sociedade Internacional de Etnofarmacologia

Setembro 2001

Notas da autora para a 3ª edição

Em agosto de 2000, quando estávamos nas revisões finais da primeira edição desse livro, ainda tínhamos novas informações, bibliografias para serem acrescentadas e dúvidas de como as pessoas receberiam a miscelânea que elaboramos com informações técnicas, dicas, receitas e o resgate de tradições ritualísticas.

A reação das pessoas, tanto do mundo acadêmico como interessados em geral pelo tema, foi extremamente gratificante. O livro logo ganhou o apelido de livra. A primeira edição esgotou-se em pouco tempo, a segunda também. Fomos contemplados no edital FAPESB/2010 para apoio a publicações e começamos a revisão e atualização para que nossa livra produzisse mais rebentos.

Nesses 10 anos inúmeras foram as novidades. Costumamos dizer entre o grupo que: “no Farmácia da Terra as coisas acontecem em cascata”. Muitos dos meus meninos se foram, colaram grau e estão cursando pós-graduação, são professores universitários, todos bem classificados em concursos públicos para a carreira docente, outros de imediato estavam empregados (na Bahia e em outros estados do país). E chegaram os novos filhos, acadêmicos de graduação e de pós- graduação, bolsistas e voluntários.

As instituições parceiras também se renovaram. Projetos no Litoral Norte da Bahia com o Instituto de Hospitalidade, o Instituto Souza Cruz e SEBRAE, num trabalho belíssimo junto ao Programa de Desenvolvimento Sustentável da Costa dos Coqueiros. Nesse e em outros projetos Conhecemos pessoas ímpares, que guardam suas tradições e as repassam com toda a dignidade. Demonstram a alegria de viver a partir dos recursos que a natureza pode oferecer, tais como matéria prima para o artesanato, o alimento, cosméticos e remédios caseiros com plantas medicinais.

Estamos aprendendo, em cada localidade que desenvolvemos nossos projetos, a saborear as delícias de um saboroso feijão temperado com quiôiô e orelha de maroto, de peixe com coentro de rigor, galinha de quintal com corante de urucum e alfavaquinha de galinha. Sucos de biri-biri, siriguela, mangaba,doces de caju, groselha e jaca. Chás de capim santo, de caapeba ou alumã para auxiliar a digestão. Para cicatrizar nossos ferimentos, banhar com chá morno de “Nego Nú” ou com folhas de “Tapa Buraco”. Aprendemos a tomar um banho de “Agarradinho” para atrair paixões ou ainda a usar folhas de “Magnopirol” ou de “Samba em Pé” para curar nossas dores no corpo após um dia de longas caminhadas!

Entre 2005 e 2010 fomos contemplados com a participação no Instituto do Milênio do Semi-Árido-IMSEAR e na rede Nordestina de Biotecnologia-RENORBIO, em ambas coordenamos o sub- projeto de Etnobiologia com as atenções voltadas para o semi-árido brasileiro, para as espécies das famílias botânicas abundantes nesse bioma, com foco no potencial de bioatividade dessas plantas. O projeto RENORBIO originou um livro editado pela EDUFBA em 2010, denominado Plantas Medicinais no Semiárido: Conhecimentos Populares e Acadêmicos.

Participamos de outros projetos na Chapada Diamantina, em áreas quilombolas, com recursos da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial-SEPPIR. No recôncavo baiano, em São Francisco do Conde estamos em atividade no projeto para melhoria de Saúde da População Negra com recursos do município e Fundação de Pesquisa do Estado da Bahia-FAPESB. Com fomento do Fundo Nacional de Saúde- FNS e Secretaria da Gestão Participativa do Ministério da saúde, iniciamos uma proposta de cultivo de plantas medicinais, aromáticas e ritualísticas em terreiro de origem Banto, no Manso Dandalungua, na área metropolitana de Salvador. Realizamos algumas consultorias, a mais recente no baixo sul da Bahia, em 4 municípios situados em áreas de remanescentes de Mata Atlântica. Esse projeto foi financiado pelo Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) sob a coordenação da Casa Jovem/Fundação Odebrecht.

Esses foram trabalhos longos, sempre em parceria com o Herbário Alexandre Leal Costa do Instituto de Biologia da UFBA-ALC/UFBA. ações estão nos proporcionando a oportunidade de termos um banco de dados com uma diretriz em etnopesquisa. O grande encantamento desses projetos está na oportunidade de trabalhar em equipe multidisciplinar, com uma seqüência (abordagem etnodirigida, coleta, identificação, produção de extratos com o perfil fitoquímico e ensaios biológicos). Tudo que sempre foi sonhado para um trabalho sério, voltado para a busca racional de fitofármacos.

A partir de 2006 novos marcos regulatórios brasileiros apoiam e fomentam o uso seguro e racional de plantas medicinais e fitoterápicos: a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), Decreto n. 5.813, 22/06/06, o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, portaria interministerial n. 2.960 de 9/12/08 e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, Decreto n. 971, de 03/05/06. A fim de adequar os marcos legais para a implantação da fitoterapia no SUS, em 2008 a ANVISA coloca em vigor a Instrução Normativa–IN/05, com uma lista de 36 plantas para fins medicinais. Em 2010 temos a publicação pela ANVISA das RDC nº10 de 10/03/2010, sobre a venda de drogas vegetais rasuradas, sobre os registros de fitoterápicos, a RDC n.14 de 05/04/2010. Ainda em 2010, foram publicadas a 5ª Edição da Farmacopéia Brasileira e a Consulta Pública do Formulário Terapêutico Fitoterápico Nacional. A Diretoria de assistência Farmacêutica do MS publicou a RENISUS/2009 - Relação Nacional de Plantas de Interesse ao SUS, com 71 espécies vegetais que devem ter seus estudos priorizados para garantir a eficácia e segurança no uso das mesmas. Em 20 de abril de 2010 foi instituída a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único de Saúde através da Portaria 886. As Farmácias Vivas, no contexto da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, deverá realizar todas as etapas, desde o cultivo, a coleta, o processamento e o armazenamento de plantas medicinais e fitoterápicos.

Diante de tantas inovações e avanços para o fortalecimento da Fitoterapia, aqui na Bahia o Farmácia da Terra e o FITOBAHIA, núcleo da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia/SESAB, se fez presente com destaque nacional, participando de vários grupos de trabalho e elaboração de projetos, o último deles referente a capacitação dos servidores do SUS na Atenção Básica para a implantação dos Serviços de Fitoterapia nas Unidades de Saúde da Família, projeto em parceria com o Núcleo de Ensino a Distância-NEAD da Escola de Enfermagem UFBA, com o apoio da DASF/MS e Fiocruz.

O Programa de Pós Graduação em Farmácia da Faculdade de Farmácia da UFBA, tem nos proporcionado a oportunidade de orientar pesquisas com plantas medicinais com potencial terapêutico, formando uma boa equipe e gerando produtos para a ponta, o serviço.

As nossas ações sempre envolvem muitos estudantes de graduação e relação com as disciplinas de Fitoterapia e a Atividade Curricular em Comunidade (ACC), denominada Busca Racional de Fármacos de Origem Vegetal, com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão que através dessa iniciativa facilitou aos professores e alunos voltados para o social, a possibilidade de exercer seu compromisso de cidadania.

Assim para atualizarmos os conteúdos dessa terceira edição contamos com os alunos de graduação e pós, os parceiros internos e externos, de muita vivencia em campo. Foi difícil controlar essa grande bola de neve que é o amplo universo dos conhecimentos sobre plantas medicinais, ainda temos muito para repartir e divulgar mas por enquanto ficamos com essa terceira edição revisada e ampliada dentro de limites possíveis.

Agradecemos a Fundação de Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e a Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA), pela oportunidade.

Fica cristalino que o tema plantas medicinais é complexo, riquíssimo, polêmico e contempla inúmeras vertentes, temas intrincados que se permeiam e mudam o perfil em velocidade assustadora. Cada um deles poderia ser objeto de um livro distinto, sempre como centro Plantas para Fins Medicinais. Nesse momento estamos lançando todas essas novas informações como atualização para a terceira edição desse livro, mas fica o enorme desafio de continuar estudando e socializando o conhecimento. Sempre !

Profª. Drª. Mara Zélia de Almeida

Salvador, 23.07.02

20:30h

Lua Cheia

Prefácio

(à 1ª edição)

Grande tem sido o interesse despertado pelo estudo dos produtos naturais, em particular das plantas medicinais, neste final de século. Muitas são as publicações abordando diferentes aspectos sobre o uso das plantas medicinais. Algumas enfocam, basicamente, o uso popular, resgatando o conhecimento próprio das práticas tradicionais da medicina natural. Outras, abordam o conhecimento científico justificando a eficácia do uso das plantas na presença de substâncias ativas, que, por vezes, não explicariam totalmente o seu emprego.

A presente publicação guarda importância fundamental ao tentar reunir os diversos aspectos que envolvem o conhecimento das plantas como fonte de cura. A autora, utilizando uma linguagem bastante acessível, tanto para leigos como para estudantes e profissionais da área, passeia com maestria abordando e relacionando as diferentes faces no estudo das plantas medicinais utilizadas no Brasil, em particular na Bahia.

Ao abordar assunto de tamanho interesse popular e científico, a autora procura, com sucesso, enfocar o caráter religioso e supersticioso, fortemente presente na população brasileira, decorrente da herança africana e indígena, percebida com maior intensidade na Região Sul e Sudeste, sem prejuízo das informações de cunho científico coligadas por revisão na literatura.

Desnecessário é afirmar a riqueza da presente obra. A forma inovadora encontrada pela autora para conciliar o popular e o científico, tornando a leitura agradável e interessante, a destaca em relação a outras obras similares.

O livro aborda de forma clara, dentre outros aspectos referentes à importância da etnofarmacologia, etnomedicina e inova, sobremaneira, em relação a publicações do gênero quando insere o capítulo intitulado ALMANAQUE, no qual relata aspectos práticos/populares no uso das plantas medicinais.

Profª. Juceni Pereira David

Doutora em Química de Produtos Naturais.

Profª. Edna Maura Prata de Araújo

Mestre em Química e Farmacologia de Produtos Naturais.

Profª. Lidércia Cavalcanti R. C. Silva

Doutora em Quimíca de Produtos Naturais.