Sócios no Crime
Capítulo 1
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Orelha:
SÓCIOS NO CRIME
A m oça vestida de Dam a de Copas estava sentada a um canto, encostada na parede, com o que enroscada sobre si m esm a.
Através da m áscara olhou-os fixam ente m as não se m oveu. No vestido branco e verm elho, a estam paria do lado esquerdo parecia um tanto borrada. Havia m ais verm elho do que deveria... Banal?
Corriqueiro? Nada de m ais? Ao m enos para o com um dos m ortais, sim . Não, porém , para Agatha Christie. Pois é a partir de fatos assim m ínim os, irrisórios, só em sua m ais evidente aparência com uns, que Agatha Christie, ainda um a vez, põe em execução todo o seu talento, sua inesgotável capacidade de criar situações extraordinárias em m eio aos acontecim entos m ais óbvios, e cria estes incríveis Sócios no Crime, que pela prim eira vez a Nova Fronteira edita em português.
Tom m y Beresford está com problem as de saúde. Sugerem -lhe um a licença do trabalho por seis m eses. O que fazer, com o distrair-se, divertir-se? Tom m y Beresford e Tuppence, sua m ulher, transform am -se em nada m ais nada m enos do que detetives da Agência Theodore Blunt. E m etem -se na m ais inacreditável série de aventuras. E se dão ao luxo de, para cada caso a ser solucionado, usar o estilo de um grande detetive. Im itam à perfeição as artim anhas do Padre Brown, a inteligência bem hum orada, irônica e a vasta cultura de Sherlock Holm es, e a inigualável finura do genial Hercule Poirot. Agatha Christie lim ita-se a, habilidosa e despreocupadam ente, acom panhar os m ais ingentes esforços desse casal em m ostrar-se digno do anúncio da Agência Theodore Blunt: “Detetives: brilhantes! Resolve-se qualquer caso em apenas 24 horas!”
SÓCIOS NO CRIME
Perm aneceram no pequeno restaurante até
as oito horas, quando Dy m church sugeriu que agissem .
Atravessaram a rua, olharam rapidam ente
as calçadas desertas e entraram ,
sorrateiros, no edifício.
Depois, subiram as escadas e Tom m y colocou
a chave na fechadura da ante-sala.
Ao fazê-lo, pensou ouvir Dy m church assoviar.
Por que você está assoviando?
— perguntou, ríspido.
— Eu não assoviei — disse Dy m church, bastante surpreso.
— Bem , alguém ... — com eçou Tom m y.
Mas não pôde dizer m ais nada.
Braços fortes o seguraram por trás e,
antes que pudesse gritar,
sentiu sobre a boca e o nariz
a pressão de um chum aço em bebido
em algo doce e enj oativo.
Lutou vigorosa m as inutilm ente.
O clorofórm io fez efeito.
A cabeça com eçou a girar e o chão dançava à sua frente.
Asfixiado, ficou inconsciente..
COLEÇÃO AGATHA CHRISTIE
AGATHA CHRISTIE
SÓCIOS NO CRIME
Tradução de
REGINA SABOYA DE SANTA CRUZ ABREU
2ª edição
Título original em inglês:
PARTNERS IN CRIME
© 1929 by Agatha Christie Mallowan
Direitos adquiridos para a língua portuguesa, no Brasil, pela EDITORA NOVA FRONTEIRA S.A.
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