Trovas: Canções de Amor

António Florêncio Ferreira · Capítulo 13 de 14

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Trovas: Canções de Amor

Capítulo XXIX

Que levantadas estatuas

Denegrir desde o sopé.

 

XXIX

 

Ó corações lacerados!

Aguia que um dardo abateu!

Mães que choraes vossos filhos,

Quem me adorava—morreu!

 

Tenho a nossa despedida

Tão gravada no meu peito,

Que pode lêr-se inda quando

Em cinzas eu seja feito!

 

Maldita, maldita a hora

Em que te foste operar!

Partiste, e não mais voltaste,

Vidente da beira-mar!

 

Espelho a que se mirava

Sem vaidades, quero vêr

Dentro de ti, como outr'ora,

Viva a imagem do seu ser!

 

Leito que prefiro a joias,

Que hei de sempre conservar,

Segreda-me os seus desvelos

Quando a febre me assaltar!

 

Decorreu por largos tempos

Nosso convivio risonho, E julgo durar instantes,