Trovas: Canções de Amor

António Florêncio Ferreira · Capítulo 8 de 14

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Trovas: Canções de Amor

Capítulo XVI

 

Meu Amor, estás dormindo,

Não te quero despertar…

Ha de ser devagarinho

Que trovas te vou soltar.

 

De musgo, lirios e rosas

Uma cama irei fazer;

De jasmins e de saudades

O travesseiro ha de ser.

 

Quero que vejas nos sonhos,

Lindos, bellos, perfumados,

Os meus olhos, da vigilia,

Tristes, languidos, magoados…

 

XVII

 

Como são bellos os campos

Com esta luz verde e ouro!

Que namorados gorgeios!

E de fructos, que thesouro!

 

O que me trouxe indeciso,

O que me faz vacillar,

É se do sol se douraram,

Se tu que os fôste enfeitar!

 

XVIII