
Uma História da Guerra
“A guerra não é a continuação da política por outros meios.” Keegan abre o primeiro capítulo negando a frase de Clausewitz: o prussiano pensava a partir do Estado e do regimento, e a guerra precede o Estado, a diplomacia e a estratégia por vários milênios. Vêm então os casos. Na ilha de Páscoa, a derrubada das florestas reduziu as chuvas e a colheita, apareceu a mata’a, lança de obsidiana lascada, e os clãs foram derrubando as estátuas. Os cossacos que Clausewitz viu em 1812 saqueavam e depois punham fogo, e foi à desordem deles que ele atribuiu o incêndio de Moscou. Os klephts gregos provocavam o inimigo com insultos e fugiam, o que desiludiu filelenos como Byron. Shaka, chefe dos zulus, proibiu seus regimentos de casar e trocou a lança de atirar pela de estocar. Keegan foi dispensado do serviço militar em 1952 e entrou para o corpo docente de Sandhurst em 1960.
