Versos em honra do grande poeta Manoel Maria Barbosa du Bocage

Capítulo I

O Jorge Gomes e outros luminares,

João Pinto, Luciano, andam nos ares

Como o Padilha interrogando estrellas…

 

Sonham foguetes, córos, reinações,

Mas tremem de pavor e em orações

Rogam ao Deus das chuvas e procellas…

 

+Pede-se um Bocage para a associação dos caixeiros+

 

I

 

Zé Paulo, que é rapaz escrupuloso,

Diz que não quer apresentar retrato

Ou seja bom ou mau, caro ou barato,

Nas festas que prepara cuidadoso.

 

Cousa menos que um busto é desacato!…

«Um busto em corpo inteiro!» grita ancioso… E vae, falla a um gallego talentoso

Para servir de Elmano com recato.

 

Para fazer de Poeta, outro Poeta!

Tem você alli um, no campo, á Lage…

Mas consta já, por fim, (ou será peta)?

 

Já estar o Augusto Mattos contractado

Para fazer de busto de Bocage,

Em REPRISE de entrudo, enfarinhado.