A Morte de D. Ignez de Castro

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Capítulo 1 de 22

Páginas do PDF

A Morte de D. Ignez de Castro

+A Ulina,+

 

SONETO.

 

Da miseranda Ignez o caso triste,

Nos tristes sons que a magoa desafina,

Envia o terno Elmano á terna Ulina,

Em cujos olhos seu prazer consiste.

 

Paixaõ que se a sentir naõ lhe resiste

Nem nos brutos certões Alma ferina,

Belleza funestou quasi divina,

De que a memoria em lagrimas existe.

 

Lê, suspira, meu Bem, vendo hum composto De raras perfeições aniquilado

Por maõs do Crime, á Natureza opposto.

 

Tu és cópia de Ignez, encanto amado,

Tu tens seu coraçaõ, tu tens seu rosto…

Ah! Defendaõ-te os Ceos de ter seu Fado.