A Primavera

António Feliciano de Castilho · Capítulo 1 de 37

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A Primavera

A Primavera

OBRAS

DE

Antonio Feliciano de Castilho

Constando-me ter havido quem reimprimisse em França, sem

licença minha, dois volumes de minhas Obras, e sendo isto sobre iniquidade, manifesto roubo, declaro que perseguirei em juizo com acção de furto, em quanto a nossa Lei sobre imprensa não estabelecer outra propria para taes casos, a quem quer que, sem minha expressa licença, reimprimir esta ou outra qualquer Obra minha, ou impressas fóra as introduzir e vender neste reino.

A. F. de Castilho.

 

A PRIMAVERA

 

POR

 

Antonio Feliciano de Castilho,

Bacharel Formado em Direito, Socio da Academia das Sciencias de

Lisboa, da Sociedade Juridica e da dos Amigos das Letras da

mesma Cidade, da Sociedade Literaria Portuense, do Instituto

Historico de Paris, da Academia Real das Sciencias e Bellas

Letras de Roão.

 

Mais correcta, emendada, e copiosissimamente accrescentada.

 

Lisboa.

N T A.I.S B .

Rua do Soccorro de Cima N.º 39. 1.º andar.

1837.

Stet quicumque volet potens

Aulœ culmine lubrico:

Me dulcis saturet quies;

Obscuro positus loco

Leni perfruar otio;

Nullis nota Quiritibus

Ætas per tacitum flua

Sic cum transierint mei

Nullo cum strepitu dies,

Plebeius moriar senex.

Illi mors gravis incubat,

Qui notus nimis omnibus,

Ignotus moritur sibi.

Sen. Thyest. Act. 11.