Broquéis

Cruz e Sousa · Capítulo 40 de 54

Páginas do PDF

Broquéis

Sinfonias do Ocaso

 

Musselinosas como brumas diurnas

Descem do acaso as sombras harmoniosas,

Sombras veladas e musselinosas

Para as profundas solidões noturnas.

 

Sacrários virgens, sacrossantas urnas,

Os céus resplendem de sidéreas rosas,

Da lua e das Estrelas majestosas

Iluminando a escuridão das furnas.

 

Ah! por estes sinfônicos ocasos

A terra exala aromas de áureos vasos,

Incensos de turíbulos divinos.

 

Os plenilúnios mórbidos vaporam...

E como que no Azul plangem e choram

Cítaras, harpas, bandolins, violinos...