Broquéis

Cruz e Sousa · Capítulo 41 de 54

Páginas do PDF

Broquéis

Rebelado

 

Ri tua face um riso acerbo e doente,

Que fere, ao mesmo tempo que contrista...

Riso de ateu e riso de budista

Gelado no Nirvana impenitente.

 

Flor de sangue, talvez, e flor dolente

De uma paixão espiritual de artista,

Flor de Pecado sentimentalista

Sangrando em riso desdenhosamente.

 

Da alma sombria de tranqüilo asceta

Bebeste, entanto, a morbidez secreta

Que a febre das insânias adormece.

 

Mas no teu lábio convulsivo e mudo

Mesmo até riem, com desdéns de tudo,

As sílabas simbólicas da Prece!