Camillo Castello Branco

Antonio da Silva Pinto · Capítulo 6 de 7

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Camillo Castello Branco

Capítulo VI

«—Emfim, você ganha a casa, compadre, porque matava Zéférino, se os outros não matam elle, heim?»{40}

 

VI

 

É de Lisboa o grande romancista. Nasceu a 16 de março de 1826. Orphão aos dez annos de edade, foi transportado a Villa Real (Trás os Montes) d'onde passou ao Porto. Foi n'esta ultima cidade que elle se affirmou litterariamente, e no Porto ou a breve distancia tem vivido, salvo alguma ausencia limitadissima, a sua vida de combates e de triumphos.

Hoje vive—ha uns vinte annos—na freguezia de S. Miguel de Seide, concelho de Villa Nova de Famalicão.

S. Miguel de Seide vincula-se á historia litteraria portugueza do seculo XIX, por Camillo Castello Branco, como Valle de Lobos por Alexandre Herculano. Ermos sagrados e veneraveis!

 

Não vale a pena mencionar distincções honorificas, desdenhosamente acceitas por Camillo. Citaremos apenas a distincção que elle recusou; registro de um castigo. É de 1862, na Revolução de Setembro de 19 de março d'aquelle anno e refere-se ao Instituto de Coimbra.

As obras de Camillo Castello Branco, manuseadas por duas gerações, durante os ultimos quarenta{41} annos decorridos (tem a data de 1847 o Agostinho de Ceuta) não figuram completas em algum catalogo publicado. Colligimos, todavia, os dados ao nosso alcance para a formação de mais completa lista bibliographica da obra do grande escriptor.

Abençoadas lagrimas!, drama em tres actos.

Agostinho de Ceuta, drama em quatro actos.

Agulha em palheiro.

Amor de perdição.

Amor de salvação.

Amores do diabo, por Cazotte. Traducção.

Anathema.

Ao anoitecer da vida, poesias.

Annos de prosa.

Esboço biographico de D. Antonio Alves Martins, bispo de Vizeu.

Aspirações.

O bem e o mal.

No bom Jesus do Monte.

Os brilhantes do brazileiro.

A bruxa de Monte Cordova.

Cancioneiro Alegre.

Carlota Angela.

O carrasco de Victor Hugo José Alves.

Cavar em ruinas.

A caveira da martyr.

O clero e o Sr. Alexandre Herculano.

Coisas espantosas.

Coisas leves e pesadas.{42}

Condemnado, drama em trez actos.

Coração, cabeça e estomago.

A Corja.

Correspondencia epistolar entre Camillo Castello Branco e José Cardoso Vieira de Castro.

Curso de literatura portugueza, por Andrade Ferreira e C. C. Branco.

A cruz, semanario religioso.

O demonio do ouro.

Diccionario Universal de educação e ensino, por Capagne: traducção.

Divindade de Jesus e tradição apostolica, com uma carta dirigida ao auctor pelo visconde de Azevedo.

A doida do Candal.

Doze casamentos felizes.

Duas epocas da vida, poesias. Incluindo o folheto Hossana.

Duas horas de leitura.

A engeitada, romance.

Esboços de apreciações litterarias.

A espada de Alexandre. Córte profundo na questão do homem-mulher e mulher-homem, por um socio prendado de varias philharmonicas.

Lagrimas abençoadas.

O livro de consolação.

O livro negro, continuação dos Mysterios de Lisboa.

Luta de gigantes.{43}

O Marquez de Torres Novas, drama em cinco actos.

Os martyres, por Chateaubriand; traducção.

Memorias do Carcere.

Memorias de Fr. João de S. José de Queiroz, bispo do Grão Pará, com uma introdução e muitas notas illustrativas.

Memorias de Guilherme do Amaral.

O Morgado de Fafe em Lisboa, drama em dois actos.

O Morgado de Fafe amoroso, comedia em trez actos.

Mosaico e silva de curiosidades historicas, litterarias e biographicas.

A mulher fatal.

Mysterios de Fafe.

Mysterios de Lisboa.

A neta do Arcediago.

Noites de insomnia.

Noites de Lamego.

Novellas do Minho.

O Olho de vidro.

Espinhos e flores, drama em tres actos.

O esqueleto.

Estrellas propicias.

Estrellas funestas.

Eusebio Macario.

Fanny, por Ernesto Feydeau, trad.

A filha do Arcediago.

A filha do Dr. Negro.{44}

A filha do regicida.

A freira no subterraneo, traducção.

Gazeta litteraria do Porto.

O genio do Christianismo, de Chateaubriand; traducção.

Historia de Gabriel Malagrida, pelo P. Mony; traducção.

O homem de brios.

Horas de paz, escritos religiosos.

A immortalidade, a morte e a vida, estudo ácerca do destino do homem por B. Puchesse, traduzido e com um prefacio.

O inferno, por Calet, traducção.

Inspirações, poesias.

O judeu.

Justiça, drama em dois actos.

Onde está a felicidade?

Poesia ou dinheiro, drama em dois actos.

Poesias.

Poesias e prosas ineditas de Fernão Rodrigues Lobo Soropita, com uma prefação e notas.

Purgatorio e Paraizo, drama em trez actos.

Quatro horas innocentes.

O que fazem mulheres.

A queda d'um anjo.

O Regicida.

Romance de um homem rico.

Romance de um rapaz pobre, por Octavio Feuillet, traducção.{45}

O santo da montanha.

O sangue.

Scenas contemporaneas.

Scenas da Foz. Solemnia verba. Ultima palavra da Sciencia.

Scenas innocentes da comedia humana.

O senhor do Paço de Ninães.

A sereia.

Theatro comico. A morgadinha de Val de Amores, em um acto. Entre a flauta e a viola, entremez em um acto.

As trez irmans.

O ultimo acto, drama em um acto.

Um homem de brios.

Um livro, poesias.

Vaidades irritadas e irritantes.

Vida de D. Affonso VI.

Vinte horas de liteira.

Vingança.

As virtudes antigas, ou a freira que fazia chagas e o frade que fazia reis.

O visconde de Ouguella.

Voltareis, ó Christo?