Cidades de papel
Quentin Jacobsen tinha nove anos quando ele e a vizinha Margo Roth Spiegelman acharam um homem morto ao pé de um carvalho no Jefferson Park, o bairro de Orlando onde moravam. Naquela noite Margo apareceu na janela do quarto dele com um caderninho e um lápis mordido, já com o nome do morto anotado. Nove anos depois, a três semanas e meia da formatura, ela volta à mesma janela com o rosto pintado de preto e uma lista de onze coisas a fazer antes do amanhecer, com Q ao volante da minivan da mãe. A noite passa por um bagre embrulhado em jornal no armário de Becca, uma trava The Club no Lexus de Jase, um M de spray azul e o vigésimo quinto andar do prédio do SunTrust, de onde Margo olha as ruas sem saída e diz que aquilo é uma cidade de papel, com gente de papel morando dentro. Ben Starling e Radar, megaeditor do Omnictionary, são os amigos de Q no colégio.

