Doutrina-Escola

Francisco Cândido Xavier · Capítulo 8 de 13

Páginas do PDF

Doutrina-Escola

-

-

“Pode melhorar-se muito, tais sejam à vontade e o desejo que tenha de consegui-lo. Todavia, na existência corporal é que põe em prática as idéias que adquiriu”.

Outra vez reconhecemos os veneráveis mensageiros interessados em destacar a necessidade de serviço e educação, além-túmulo, aclarando, ainda, que todos nós, “os viajores da evolução”, despendemos muitos séculos adquirindo ensinamentos na Vida Espiritual e aplicando-os na esfera física, de modo a assimilarmos com segurança, a golpes de trabalho no campo do tempo, os valores da perfeição.

 

Ainda na Pergunta 232, Kardec argúi, meticuloso:

 

- “Podemos espíritos errantes ir a todos os mundos?”.

 

E a explicação veio clara:

- “Conforme. Pelo simples fato de haver deixado o corpo, o Espírito não se acha completamente desprendido da matéria e continua a pertencer ao mundo onde acabou de viver, ou a outro do mesmo grau, a menos que, durante a vida, se tenha elevado, o que, aliás, constitui o objetivo para que devam tender seus esforços, pois, do contrário, não se aperfeiçoaria. Pode, no entanto, ir a alguns mundos superiores, mas na qualidade de estrangeiro. A bem dizer, consegue apenas entrevê-los, donde lhe nasce o desejo de melhorar-se para ser digno da felicidade de que gozam os que os habitam, para ser digno também de habita-los mais tarde”.

A resposta é tão brilhantemente positiva que não requisita comentários.

 

Vale, todavia, dizer que, muitas vezes, em desencarnando a alma do veículo de sangue e ossos, não se liberta mentalmente da experiência a que ainda se prende na vida terrestre, em torno da qual gravita por tempo indeterminado.

 

Ninguém acredite, que o túmulo seja depósito de asas destinadas à elevação de quem não procurou elevar-se durante a passagem pelo sei da Humanidade.

 

Ascensão pede leveza.

 

Triunfo verdadeiro reclama heroísmo e glória.

 

Sublimação exige amor e sabedoria.

Felicidade não dispensa equilíbrio.

 

O preço da perfeição é trabalho contínuo de engrandecimento da alma.

 

Ninguém espere, assim, depois da morte, repouso e bem-aventuranças que não soube conquistar por si mesmo.

 

Serviço e hierarquia, aprendizado e aprimoramento são imperativos a que não conseguiremos fugir, tanto do berço para o túmulo quanto do túmulo para o berço, se desejamos marchar para a Vida Superior.

E enunciando semelhante realidade, não estamos fazendo mais que acompanhar a trilha de Allan Kardec, nas lições que o apóstolo admirável entesourou em nosso benefício, há cem anos.

 

(mensagem recebida em 1957, no I Centenário de lançamento de O Livro dos Espíritos).

Livro “DOUTRINA-ESCOLA” ESPIRÍTOS DIVERSOS –

Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Digitado por: Lucia Aydir.