Doutrina-Escola

Francisco Cândido Xavier · Apêndice

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BRADO DE FÉ *

 

FRANCISCA JÚLIA DA SILVA

 

Descerra dentro d’ alma a fulgida janella Da esperança a brilhar, fervorosa e tranqüilla, E

do

escuro

portal da Terra que te asyla

 

Contempla a immensidão que de luz se constella!

Plasma

teu

sonho,

alem da mascara de argila

 

Que, da infância à velhice, a illusão te afivela...

 

Na miséria ou na glória, a carne por mais bella É sempre a mesma flor que o sepulcro aniquila.

Inda mesmo que a dor te espreite qual panthera, Eleva-te e perdoa, aprimora-te e espera Para que a vida em ti não se ensombre ou desagrade.

 

E hoje, collado ao chão no mundo que te opprime, Amanhã librarás, em ascensão sublime

 

Qual phalena de amor ao sol da Eternidade!...

 

(*) – Soneto psicografado em reunião pública do Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, MG, a 19/7/1955, em ortografia antiga, isto é, da época em que viveu no plano terreno Francisca Júlia da Silva (1874-1920), considerada a maior poetisa parnasiana.