Hibisco Roxo
Hibisco Roxo
Chimamanda Ngozi
Adichie
Título original: “Purple
Hibiscus”
Tradução: Julia Romeu
Companhia das Letras, 2011.
Digitalização: Lara Souto Santana
Revisão: Virgínia Vendramini
Janeiro de 2013
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (cip) (Câmara Brasileira do Livro, SP,
Brasil)
Adichie, Chimamanda Ngozi
Hibisco roxo / Chimamanda
Ngozi Adichie ; tradução fulia
Romeu. - São Paulo : Companhia
das Letras, 2011.
Título original: Purple hibiscus.
ISBN 978-85-359-1850-2
1. Ficção nigeriana em inglês 1.
Título.
11-03108 CDD 823.92
índice para catálogo sistemático:
1. Ficção : Literatura nigeriana
em inglês 823.92
[2011]
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Os efeitos da colonização
branca na África podem ser mais penetrantes e devastadores do que imaginam a economia e a sociologia. Na Nigéria dos celulares e da internet, o catolicismo de um grande capitalista, que oscila entre o altruísmo e a tirania religiosa e que rejeita as tradições de seu povo como bárbaras e profanas, ainda é capaz de assombrar a vida de sua família. Kambili, protagonista e narradora de Hibisco roxo, conta de que maneira seu pai vai lentamente destruindo a vida de todos com uma mistura de fé, pavor e superproteção.
Ao mesmo tempo, o leitor
conhece a realidade política, educacional e social do país, por meio do contato que Kambili mantém com Ifeoma, sua tia, professora universitária, e seus dois filhos, mais esclarecidos e rebeldes do que ela própria e seu irmão, ambos perseguidos pela sombra do pai. Seu avô, um contador de histórias encantador que se recusa a abandonar a crença tradicional nigeriana, e o padre Amadi, que consegue aliar a fé cristã ao respeito pela realidade do povo, também lhe ensinam a reconhecer outras possibilidades de vida e de amor.
A mistura de credos nativos
e importados, os problemas salariais e pedagógicos de uma universidade nigeriana, a censura, a opressão política, a forma como o catolicismo penetra capciosa e poderosamente na moral local, quase tudo faz com que o leitor brasileiro se lembre de problemas bem familiares. A narrativa sobre a complexidade da formação psíquica e amorosa de uma adolescente africana é toda acompanhada pelas mudanças sofridas pelas flores e plantas: as buganvilias, os girassóis, os coqueiros, as casuarinas ef especialmente, os hibiscos roxos - variedade fruto de um experimento único, que gera flores raras, cobiçadas por todos. O crescimento dessa flor rara na casa de Kambili, prisioneira das convenções, aponta para mudanças radicais em sua vida. O bem e o mal se misturam de forma ambígua, mergulhando o leitor numa história bem mais complexa do que supõem as aparências.
Para Professor James
Nwoye Adichie e Sra. Grace Ifeoma Adichie,
meus pais, meus heróis, ndi
o ga-adili mma.