História da Grécia

José Fernandes Costa · Capítulo 15 de 16

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História da Grécia

Capitulo XIII

Alexandre Magno. —Philippe legava a seu filho, Alexandre, mancebo de vinte annos apenas, elementos preciosos para este levar a cabo a impresa por elle concebida. Deixava-lhe um exercito numeroso e aguerrido, generaes habeis e thesouros accumulados para aquelle fim.

Demosthenes conseguiu sublevar de novo as cidades á noticia da morte de Philippe. Alexandre, que tinha acabado de submetter as tribus illyricas, atravessou a Macedonia, a Thessalia, e chegando em frente de Thebas atacou a

cidade e tomou-a, arrasando-lhe em seguida os muros. Os Gregos, aterrados, declaram-n'o, em Corintho, generalissimo e dão-lhe soccorros para a invasão da Asia. Não o acompanharemos na sua marcha triumphal, que determinou a destruição perpetua do Imperio dos Persas. A morte surprehendeu-o em

Babylonia (328) no meio dos seus ambiciosos sonhos de grandeza e de monarchia universal. Este homem assombroso, que ao expirar contava apenas 33

annos incompletos, intregou, no leito da morte, o seu annel a Perdiccas. E

quando os seus generaes lhe perguntaram a quem deixava a corôa, respondeu:—

Ao mais digno.

CAPITULO XIII

DESMEMBRAMENTO DO IMPERIO DE ALEXANDRE

Alexandre deixava:—sua mulher, Roxana, de quem houve um filho pósthumo,

Alexandre; um outro filho, bastardo, Hercules; um irmão imbecil, Arrhideu; duas irmans, Cleopatra e Thessalonice; e sua mãe, Olympias. A herança começou por ser attribuida ao filho posthumo do heroe e a Arrhideu, ficando Perdiccas com uma auctoridade similhante á de ministro supremo. Os diversos governos foram repartidos pelos generaes: Ptolomeu, teve O Egypto; Leonnato, a Mysia; Antigono, a Phrygia, a Lycia e a Pamphylia; Lysimaco, a Thracia; Antipater e Cratero, a Macedonia; Eumenes, a Cappadocia; Laomédon, a Syria; Pithon, a Média; Peucestes, a Persida.{62}

Pithon teve de suffocar em sangue uma revolta de 23:000 Gregos na Alta-Asia; e, na Asia-Menor, Eumenes incontrou inesperada resistencia ao tomar posse do seu governo da Cappadocia. Antigono recusou-se a auxiliál-o, tendo Perdiccas de lhe prestar apoio com o exercito real. Antigono é obrigado a fugir e acolhe-se á côrte de Antipater e Cratero. Eumenes tem de fazer frente a todos tres, ao passo que Perdiccas avança para o Egypto contra Ptolomeu, mas é morto pelos seus proprios soldados, nas margens do Nilo. Então Antipater apodera-se

da regencia e proscreve Eumenes, cujos Estados são dados a Antigono (321).

Mas Antipater morre logo depois (320) deixando a regencia a Polysperchon.

Eumenes liga-se na Alta-Asia com os satrapas armados contra Seleuco de Babylonia, onde Antigono o persegue (317), conseguindo havêl-o ás mãos e mandando-o matar (316).

Ao mesmo tempo que os generaes se dizimavam entre si, a familia real ia-se

anniquilando a si propria. Olympias, ligando-se com Polysperchon, fez morrer Arrhideu e sua mulher Eurydice; Roxana mandou matar Statira ou Barsina, filha