Introdução à Programação de Arduino - Volume 1

Capítulo 4

 

Montando um protótipo do Blink

Você já sabe como funciona o sketch de exemplo Blink. Ele usa o led interno L, na placa do Arduino. Nossa proposta agora é construir um protótipo, usando um protoboard, um led e um resistor, que funcione da mesma maneira que o exemplo que conhecemos, mas agora usando um periférico extermo, ou seja, faça o led que montaremos no protoboard piscar na frequência que desejarmos. Esse exercício lhe capacitará a montar seus protótipos com segurança, pois lhe fornecerá todas as informações de que precisa para esse tipo de tarefa e servirá como um treino valioso, principalmente se for sua primeira montagem. Para seguir adiante você vai precisar dos materiais

listados abaixo e lembre-se de que no site você encontra a listagem do programa e imagens dos esquemas de montagem.

 

1. Fonte de alimentação estável e regulada, na faixa de 7V a 12V

e capacidade de fornecer corrente de, pelo menos, 500 mA.

2. Um led comum, de qualquer cor.

3. Um resitor de carbono, no valor de 560Ω com qualquer

potência.

4. Um protoboard.

5. Pedaços de fio cabinho tendo em torno de 10 cm de

comprimento.

6. Seu Arduino UNO.

 

Como eu disse antes, o único componente polarizado aqui é o led. Observe a figura a seguir para entender essa polarização.

 

Compare o led real que você tem em mãos com o apresentado na figura e certifique-se de que o catodo seja conectado ao resistor e o anodo ao pino 7 do Arduino. Use o chanfro no led para se orientar ou, se o led for absolutamente novo, o terminal mais longo. A seguir temos a listagem do código para nosso experimento:

 

/* Introdução à Programação de Arduino - Vol. 1

* Erich Georg

* Sketch faz o mesmo que o exemplo BLINK,

* usando outro pino e um protoboard

* para a montagem do lede do resistor.

* O led será conectado ao pino 7 do Arduino.

* A função do resistor de 560 ohm é limitar

* a corrente pelo led, evitando sobrecarga

* no pino 7.

*/

// Função setup( )

 

void setup( ) {

// inicializa pino digital usado pelo led:

pinMode( 7 , OUTPUT) ;

}

// Agora o laço onde toda a ação acontece

// de maneira ininterrupta.

 

void loop( ) {

// energiza o pino 7 - liga led

digitalWrite( 7 , HIGH) ;

// delay de um segundo;

delay( 1000) ;

// desenergiza o pino 7 - apaga o led

digitalWrite( 7 , LOW) ;

// delay de um segundo

delay( 1000) ;

}

Se compararmos esse novo sketch com aquele que examinamos antes, do BLINK que é fornecido como exemplo no IDE do Arduino, perceberemos facilmente que se trata do mesmo código, com ligeiras alterações. Na verdade, a única coisa que mudou foi o pino controlado, que agora passa a ser o pino 7. Essa mudança é reflexo da montagem que fizemos, como podemos facilmente ver pela figura. Observe que a escolha do pino 7 é feita na função setup().

 

Bem, hora de colocar a mão na massa. Faça a montagem de seu protótipo de acordo com o que aparece na figura, certificando-se de que o led não seja montado invertido pois, caso isso ocorra, ele não acenderá. Para essa prática, caso você não disponha ainda da fonte externa de alimentação, pode alimentar o Arduino usando apenas a porta usb, já que o consumo do circuito externo é muito pequeno. Uma vez realizada a montagem e com tudo duplamente conferido, abra seu ambiente de desenvolvimento, digite o código de acordo com a listagem, compile e carregue no seu Arduino, da forma como foi ensinado no capítulo 2. Observe então o led no protoboard piscando a intervalos de um segundo. Faça várias experiências alterando os valores de delay e observe. O que acontece quando você usa valores muito baixos para o argumento da função delay()? Você é capaz de encontrar uma explicação para o comportamento do led nesse caso? Agora experimente escolher outro pino digital e refaça a montagem, é fácil e rápido graças ao uso do protoboard. Então edite o sketch para refletir sua nova configuração de circuito e teste novamente.

 

Bem, estamos chegando ao fim desse primeiro volume, mas apenas começando a jornada. Nos volumes que virão na sequencia avançaremos no estudo com a apresentação de técnicas de programação aplicada ao controle digital, técnicas que irão lhe fornecer, progressivamente, ferramentas valiosas para dominar a programação de dispositivos lógico digitais, úteis não apenas à programação do Arduino mas aplicáveis à programação de qualquer outra plataforma para desenvolvimento de controle digital.

 

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