Minha Esta Noite

J. S. Scott · Capítulo 4 de 7

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Minha Esta Noite

Capítulo 4

O gelo em volta do coração de Simon rachou um pouco quando ele observou a mulher totalmente desesperada e desamparada cair em lágrimas. Os soluços desesperançados fizeram com que as entranhas dele se contorcessem.

 

Merda! Se ele conseguisse encontrar a colega inútil dela, faria com que pagasse por toda a dor que Kara sentia naquele momento.

Incapaz de se conter, Simon se aproximou de Kara e puxou o corpo dela contra o seu, erguendo-a para os braços com toques cuidadosos. Ela se levantou e passou os braços em volta do pescoço dele, encostando o rosto em seu peito. Ele sentiu o corpo dela tremendo, com a silhueta menor contra a sua, expressando o desespero no ombro dele.

— Shhh... Kara. Ficará tudo bem. Vou cuidar de você. — Simon correu a mão pelos cabelos pretos sedosos dela, sabendo que cada palavra era verdadeira. Não era somente algo que dizia para acalmá-la, para afastar a dor. Ele queria cuidar daquela mulher, que tivera uma dose imensa de azar e tribulações, aguentando tudo com força admirável. Ela era especial e as lágrimas quase fizeram com que ele perdesse o controle.

Ele respirou fundo e apertou um pouco mais os braços em volta da cintura dela, colocando uma das mãos abertas nas costas magras e movendo-a em círculos para acalmá-la. Em seus braços, ela parecia estar no lugar certo. O pênis se contraiu de leve quando ele inalou o aroma atraente dela. Ela tinha um cheiro natural que o deixou com a boca cheia d’água.

Ele amaldiçoou o pênis inquieto ao segurar o corpo macio e maleável contra o seu. Agora não era o momento de ficar de pau duro, mas ele não sabia se conseguiria ficar a um quilômetro de distância de Kara sem ter uma ereção selvagem. Ele soltou um suspiro leve, fazendo com que alguns dos fios de cabelo dela esvoaçassem.

Simon queria fazer com que todos os problemas dela desaparecessem, bani-los como se nunca tivessem existido. — Nós lidaremos com isso, Kara. Vou ajudar você.

Ela se afastou dele, limpando as lágrimas com os dedos das duas mãos. — Deixei você todo molhado. — Ela soluçou ao esfregar a camisa molhada de Simon.

Simon teve vontade de chorar quando ela saiu de seus braços. — Não faz mal.

— Não posso choramingar como um bebê o dia inteiro. Preciso ver se consigo encontrar um abrigo. Isso me deixou totalmente quebrada. — O rosto dela estava novamente composto e a expressão totalmente sem vida.

— Nada de abrigo. Você pode ficar aqui. Tenho espaço o suficiente. — Ele tentou manter a voz calma, mas estava pronto para prendê-la no chão, se fosse necessário. Ela não iria para um abrigo. Podia estar sem dinheiro naquele momento, mas iria se recuperar. — Pense de forma razoável, Kara. Você precisa de ajuda. Estou disposto a ajudá-la. Pode terminar o último semestre da faculdade e morar aqui.

— Por quê? Por que você iria querer que eu ficasse aqui? Sou uma completa estranha.

Ele queria lhe dizer que ela nunca fora uma estranha, não desde o primeiro momento em que a vira. Alguma coisa mudara dentro dele, algo selvagem e elemental. — Você precisa de ajuda. Todo mundo precisa de ajuda de vez em quando. Eu tinha meu irmão. Tive sorte.

— Simon, não posso simplesmente me aproveitar de você.

Ah, sim, pode. Quando e sempre que quiser. Simon se sentou novamente no banco para esconder a ereção crescente. Por sorte, ela se sentou e puxou a xícara de café. — Você não está se aproveitando. Está só aceitando uma pequena ajuda.

Ela fez um gesto de desprezo antes de tomar outro gole do líquido quente. — É mais do que uma pequena ajuda. Ainda faltam quatro meses para terminar a faculdade. Não tenho dinheiro. Não tenho roupas. Nada.

Apesar de sentir vontade de dizer que ela podia andar nua pelo apartamento, ele respondeu: — Nina conseguirá algumas roupas para você. Não se preocupe. — Ele respirou fundo antes de continuar. — Só tenho uma condição. Exceto por ela, minha ajuda é incondicional.

— Que condição? — Ela olhou desconfiada para ele por sobre a xícara.

— Quero que pare de trabalhar enquanto estiver estudando. — Ele teve que reprimir um sorriso quando o rosto dela assumiu uma expressão teimosa e implacável. Aquele seria um assunto delicado, mas ele não cederia.

— Não posso parar de trabalhar. Preciso viver. Não tenho nada — disse ela em tom firme.

— Nada de trabalhar. Eu ajudarei você financeiramente. Você já passa quarenta horas por semana na faculdade e isso não inclui o tempo de que precisa para estudar. Essa é minha oferta. É pegar ou largar. — Ele não pretendia assistir enquanto ela continuava a definhar. Depois de apenas uma noite decente de sono, as olheiras já tinham diminuído. Seria ótimo vê-las desaparecer totalmente e saber que ela fazia refeições decentes. Ela podia ser feita de aço por dentro, mas o corpo era frágil.

— Mas eu...

— Essa é a oferta. É pegar ou largar.

Ele viu o rosto de Kara ficar vermelho e os olhos dela encontrarem os dele com uma expressão desgostosa. Simon prendeu a respiração silenciosamente e o coração começou a bater mais forte. Era arriscado, mas para onde mais ela iria? O que poderia fazer? Mas, por um momento, por um instante que pareceu uma eternidade, ele observou o rosto dela, certo de que ela o mandaria para o inferno.

 

Ele estava dando ordens, dizendo a ela como cuidar de sua vida e, instintivamente, Kara queria se rebelar. Ela soltou um suspiro frustrado. O olhar dele estava imóvel e inflexível. Teria que ser do jeito dele, ou não seria de jeito algum. Ela tinha alguma opção? Poderia procurar um abrigo, mas aquilo significaria desistir da faculdade por algum tempo e estragar o programa inteiro. — E o meu seguro, meus benefícios? E o restaurante?

— O restaurante da mamãe ficará bem. Ela tem garçonetes que querem trabalhar em horário integral.

Kara se encolheu ao ouvir aquilo, sabendo que era verdade. Havia outras funcionárias que ficariam muito felizes em assumir a posição de horário integral dela.

— E garantirei que continue com o plano de saúde. Você não perderá o seguro.

Ela estudou os olhos dele, tentando lê-lo, mas Simon era um mistério. Por que ele fazia aquilo? Ela confiava nele? Mal o conhecia. Ela confiava em Helen, que adorava os filhos. — Está bem. Eu aceito. Mas você precisa manter um registro do dinheiro para que eu lhe pague depois.

— Nada feito.

— Você disse que só tinha uma condição. — Ela bebeu o resto do café, tentando manter as mãos firmes segurando os dois lados da xícara.

Ele deu de ombros. — É um complemento, já que você tentou mudar os termos originais.

— O que você ganha com isso tudo? Vou perturbar a sua privacidade, tirar o seu dinheiro e você não ganha nada em troca? — Ela o encarou espantada com o arranjo.

— Não quero o seu dinheiro. Não pode simplesmente aceitar a ajuda sem questionar os meus motivos? Eu quero ajudar — disse ele com voz inquieta, terminando de tomar o café e batendo a xícara na mesa com um barulho impaciente.

— Eu quero fazer alguma coisa, dar alguma coisa em troca pelo trabalho que terá. Eu sempre vivi às minhas próprias custas. — Agitada, ela se levantou e pegou as xícaras. Levando-as até a pia, molhou-as antes de colocá-las na lava-louças. Sinceramente, ela devia estar beijando os pés dele em gratidão, mas, por algum motivo, ficar em dívida com ele a incomodava. Não estava acostumada a receber nada. De ninguém! Era uma sobrevivente, fazendo o necessário para ficar apenas um passo à frente da pobreza total. Aquilo era muito estranho, muito confuso.

Kara se virou e bateu de encontro ao corpo poderoso de Simon, uma força que impediu com facilidade que ela avançasse. O homem era como concreto, fixo e imóvel. Ela colocou as mãos nos bíceps sólidos e musculosos para se equilibrar. — Desculpe — murmurou ela, mas ele não se afastou.

— Só há uma coisa que quero de você, Kara. — A voz dele era baixa e rouca. Ele se abaixou e inalou, como se estivesse sentindo o cheiro dela. Ele colocou uma mão em cada lado do balcão, prendendo-a no lugar.

O homem era como um poço de testosterona e cada hormônio feminino no corpo dela saltou alegremente à atração masculina. Ele a envolveu, prendendo-lhe o corpo em um transe, fazendo com que ela quisesse se render à dominação dele. Alguma coisa dentro dela derreteu, querendo se jogar nos braços poderosos. — O quê? — O que ele poderia querer dela?

Ela estremeceu quando ele se aproximou ainda mais, sentindo o calor que irradiava do corpo dele. Kara tinha um metro e setenta de altura, mas Simon era muito maior em altura, força e poder. Ele abaixou a cabeça, aproximando os lábios da orelha dela. — Você. Na minha cama. Uma noite. Qualquer coisa que eu quiser, qualquer coisa de que eu precisar. — O sussurro provocante e baixo dele enviou ondas de fogo pelo corpo inteiro de Kara.

— Eu? — Ela se contorceu quando os lábios famintos dele desceram-lhe pelo pescoço, fazendo com que as entranhas dela se contraíssem com necessidade e deixando-lhe o sexo molhado.

— Você. Uma noite — repetiu ele. As mãos de Simon desceram para os quadris dela e acariciaram-na por cima do roupão de seda, explorando-lhe o corpo de forma faminta.

Ela inclinou a cabeça para o lado, dando a ele acesso para explorar a pele sensível do pescoço. Ah, meu Deus, a sensação era incrível, o cheiro dele era muito gostoso. Ela não conseguiu pensar quando a boca dele desceu sobre a sua.

Simon não pediu, ele exigiu. A língua empurrou a abertura dos lábios insistentemente e ela cedeu, deixando que ele a tomasse, explorando-lhe a boca com movimentos exigentes. Ela soltou um gemido involuntário sob o beijo, sentindo-se arrebatada e enlevada, respondendo de forma automática e cheia de desejo. A língua dela encontrou a dele, explorando-o, sentindo-lhe o gosto.

Sem soltá-la do abraço cheio de paixão, as mãos dele subiram para abrir o roupão, correndo dedos possessivos sobre a pele receptiva e os mamilos enrijecidos. Ele beliscou e acariciou alternadamente, aumentando o desejo dela até que perdesse o controle. Ele colocou a coxa forte entre as pernas dela e ela pressionou o corpo, desesperada para sentir a fricção. Ela enterrou as mãos nos cabelos pretos grossos, fechando-as em punhos ao sentir uma onda de prazer erótico.

Ele afastou a boca, com a respiração pesada como se tivesse corrido uma maratona. — Minha nossa, você é tão gostosa, Kara. Tão receptiva. — O corpo dela pulsou quando ele correu a mão pelo abdômen.

Ela estremeceu quando os dedos de Simon chegaram à boceta saturada, estimulando a pele rosada e sensível, recuando a coxa para explorá-la mais profundamente.

— Tão molhada, tão pronta — sussurrou ele ao acariciar o clitóris. — Consigo sentir o seu cheiro, que está me deixando louco. Quero sentir o seu gosto.

— Ah, meu Deus. Por favor! — Kara estava presa na sensação, com os nervos formigando por todo o corpo. Ela colocou as mãos nos ombros dele, precisando se apoiar para não cair.

— Tão doce — murmurou ele no ouvido dela. Ele percorreu o lado do pescoço de Kara com a língua, movendo-a em um ritmo que imitava o que queria fazer em outro local, deixando-a totalmente tomada pelo desejo de senti-lo lá, fazendo com que quisesse aquela língua de veludo entre as pernas.

Ela moveu os quadris, precisando de mais contato, mais daqueles dedos talentosos e provocantes. — Simon, eu preciso...

— Eu sei do que você precisa. Da mesma coisa que eu. Mas, por enquanto, posso lhe dar isso. — Os dedos dele se fecharam sobre o clitóris inchado, deslizando pelas dobras molhadas, encontrando o lugar onde ela precisava ser tocada.

Ela gemeu quando ele aumentou o ritmo e a intensidade. Kara estava descontrolada com a necessidade animal e um gemido escapou-lhe dos lábios quando uma mão continuou a tortura erótica nos seios, enquanto a outra mantinha um ataque implacável no clitóris inflamado. — Sim! Ah, sim! — Kara sabia que a voz quente e apaixonada era dela própria, mas mal a reconheceu. Era uma súplica aguda de satisfação sexual.

A boca de Simon engoliu o gemido dela, como se ele quisesse cada gota do prazer dela. Ela respondeu, mordendo-lhe o lábio, abrindo-se para que ele a tomasse, rendendo-se completamente.

O canal interno se contraiu e ela sentiu o clímax iminente da cabeça aos pés. Afastando a boca da dele, ela jogou a cabeça para trás e soltou um grunhido longo quando o orgasmo invadiu-lhe o corpo, fazendo com que sentisse ondas de prazer que nunca sentira antes.

Ela deitou a cabeça no ombro dele enquanto as ondas continuavam a fazer com que o corpo estremecesse. — Minha nossa, o que foi isso? — A respiração dela estava pesada. Simon fechou o roupão e puxou o corpo enfraquecido dela contra o seu.

— Prazer. Só uma amostra do que podemos ter na cama — respondeu ele baixinho, com o corpo largo balançando-a de leve enquanto Kara se recuperava. — Eu gostaria de uma noite, Kara. Não porque você precise fazer isso, mas porque também quer. Eu ajudarei você mesmo que isso não aconteça. É opção sua me dar ou não o que quero. Mas, esteja avisada... gosto de estar no controle.

Ainda abalada, com a mente em estado caótico, ela perguntou: — E o que exatamente significa isso?

— Rendição total — respondeu ele em uma voz baixa e rouca que vibrava com paixão mal contida. — Pense no assunto. Basta dizer sim e darei a você cada gota de prazer que sou capaz de dar.

— Não sou muito experiente. Eu... você ficaria desapontado. — Ela não fazia sexo havia mais de cinco anos e, mesmo assim, fora somente com um namorado. Fora o único relacionamento sexual que tivera, um que durara cinco anos e terminara mal.

— Não quero experiência sexual. Só quero você — respondeu ele abruptamente ao recuar, dando-lhe um pouco de espaço.

Kara notou o olhar tenso no rosto dele, os sulcos em volta da boca. Ela abaixou o olhar para a virilha dele, vendo o pênis rígido contra o tecido da calça.

Ele se inclinou para a frente e beijou-lhe gentilmente a testa. — Decida depois. Você passou por muita coisa hoje e precisa se recuperar da doença. Descanse. Coma. Relaxe. Estarei no laboratório de informática no andar de cima, se precisar de alguma coisa. Nina chegará em breve com as suas roupas. Pode ficar com o roupão. Ele fica bem em você. Mas, só para deixar claro... terei uma ereção imediata sempre que você o usar. Vou me lembrar de todas as respostas deliciosas, de todos os sons doces vindos de você enquanto gozava nos meus braços.

Kara agarrou o balcão atrás de si, com as juntas dos dedos esbranquiçadas pela força. Ele se virou e afastou-se, com os músculos ondulando nas nádegas e nas costas perfeitas quando saiu casualmente da cozinha.

— Isso realmente aconteceu? — sussurrou ela com voz atônita, torcendo para que aquele dia inteiro fosse apenas um pesadelo e que pudesse acordar na própria cama, no próprio apartamento minúsculo.

Simon Hudson era um perigo para a sanidade dela, de quem precisava ficar o mais distante possível.

Quatro meses. Será que conseguiria? Ela endireitou o corpo e prendeu o roupão mais apertado em volta de si. Ela era uma sobrevivente. Conseguiria sobreviver. Simon dissera que dormir com ele não era uma exigência. Não precisava acontecer.

Kara respirou fundo, tentando relaxar o corpo. Ela faria o que pudesse para ajudar Simon, exceto dormir com ele. Poderia cozinhar, limpar, ajudá-lo com qualquer coisa que precisasse ser feita. Não ter um emprego a deixaria inquieta. Devia haver outras formas de retribuir.

Você quer. Você sabe que o quer.

Ela balançou a cabeça, tentando silenciar os pensamentos. Envolver-se com Simon Hudson não era uma boa ideia. O gênio bilionário era o tipo que a deixaria destruída depois de uma noite de paixão. Acabara de provar isso e ela nem mesmo fizera sexo com ele.

Mas agora você sabe que seria uma noite incrível da qual nunca se esqueceria.

E seria. Era isso que temia. Seria memorável demais.

Balançando a cabeça, ela subitamente se lembrou da clínica. Deveria ter ido lá naquela manhã.

Ah, merda. Preciso telefonar para Maddie. Como pude me esquecer disso?

Kara era voluntária todas as manhãs de sábado na clínica infantil gratuita da dra. Madeline Reynolds. Era algo que fizera todos os sábados no ano anterior e, apesar de ainda não ser enfermeira licenciada, ajudava em todas as tarefas que podia para que Maddie pudesse atender o maior número possível de crianças naqueles dias.

Kara pegou um telefone sem fio do balcão da cozinha e rapidamente discou o número da clínica, explicando a Maddie o que acontecera e pedindo desculpas por não ter aparecido.

— Você não é uma funcionária paga, Kara, apesar de eu apreciar o fato de continuar vindo para ajudar. Está tudo bem aqui hoje. Você está bem? Precisa de um lugar para ficar? — A voz de Maddie estava preocupada e o coração de Kara ficou mais leve. Maddie era tão generosa, tão atenciosa... mas não podia se aproveitar da amiga. Kara sabia que Maddie colocava cada centavo extra que tinha na clínica gratuita e não fazia muito tempo que se formara na faculdade de medicina. Kara ouvira Maddie dizer brincando, mais de uma vez, que ainda estaria pagando o empréstimo para a faculdade quando se aposentasse.

— Não, estou bem. Tenho um... amigo me ajudando — respondeu ela, torcendo para que a voz soasse normal.

Houve uma pausa e Maddie disse em tom firme: — Telefone se precisar de ajuda, Kara. Você fará isso, certo?

— Sim, farei. Prometo. Vejo você no sábado que vem.

— Cuide-se. Se algum dia encontrar aquela vadia da sua colega, pode me telefonar. Quero dar uma surra nela — disse Maddie em tom indignado.

Kara riu. — Você terá que ficar na fila. Estou furiosa o suficiente para fazer isso eu mesma.

Depois de garantir a Maddie que ficaria bem, Kara desligou com um suspiro e atravessou o apartamento, querendo ver o que sobrara de seus pertences.

Você conseguirá. Já chegou até aqui. Quatro meses, será fácil. Algum dia, poderá repor o que recebeu.

Um arrepio desceu-lhe pela espinha enquanto procurava o quarto de hóspede onde estavam seus poucos pertences, sentindo que os quatro meses seguintes seriam um desafio muito maior do que os que já enfrentara.

Pobreza!

Solidão!

Rejeição!

Insegurança!

Medo!

Tudo isso parecia muito fácil em comparação a alguns meses com Simon Hudson.

A tentação seria um problema enorme.

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