Misery

Stephen King · Capítulo 1 de 5

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Misery

Angustia

Orelha da capa

Sem dúvida alguma, Stephen King é o escritor mais popular da ficção americana. Ele deve a seus fãs uma carta de amor. Misery é essa carta.

Paul Sheldon, autor de uma série de romances de época que viraram best-sellers acorda num lugar estranho numa manhã de inverno: uma isolada casa de campo no Colorado. Ele acorda com dores terríveis (a bacia deslocada, o joelho esmagado e duas pernas quebradas) e com o extraordinário cumprimento da mulher que lhe salvou a vida: "Sou sua fã número um".

Annie Wilkes é uma robusta enfermeira que maneja habilmente remédios controlados pelo governo e maneja alguns instrumentos de forma abusiva, entre eles, um machado e um maçarico. Annie Wilkes, uma psicótica perigosa, com um sentido distorcido do que é bom ou mau, certo ou errado, pode ser a personagem mais aterrorizante de Stephen King. Para Annie, por exemplo, não é certo que sua personagem preferida, Misery Chastain, tenha sido morta por seu próprio criador — o que ela acaba descobrindo quando o último livro de Paul chega às livrarias. E ela não acha bom que seu escritor favorito não tenha sido uma abelha operária ao escrever um romance diferente, um romance nojento, o romance que ele sempre quis escrever, e cuja única cópia encontra-se agora nas mãos furiosas de Annie.

E como deseja que Paul seja uma boa abelha operária, Annie lhe compra uma máquina de escrever, uma resma de papel, e exige que ela traga Misery de volta. Preso a uma cadeira de rodas, viciado num remédio e trancado num quarto, Paul não tem outra alternativa. Ele é o artista mantido prisioneiro por seu próprio público. Um escritor metido em sérios apuros.

Mas escritores também têm suas armas...

Misery é um pesadelo que apenas Stephen King poderia ter concebido, e que apenas ele — e só ele — poderia ter contado com esta riqueza de detalhes tenebrosos. Gentileza dele dividi-los conosco.

Stephen King e sua esposa, a escritora Tabitha King, vivem em Bangor, Maine, e têm três filhos. Todos eles, afirma Stephen King, são Abelhas Operárias.

 

Gostaria de expressar meu agradecimento a três profissionais da área médica, que forneceram os dados concretos contidos neste livro. São eles:

Russ Dor, assistente particular;

Florence Dorr, enfermeira;

Janet Ordway, médica e doutora em Psiquiatria;

Eles me auxiliaram dando informações que, na maioria das vezes, passam despercebidas ao leitor. Caso percebam algum erro gritante, foi cometido por mim.

Evidentemente, não existe nenhum remédio com nome de Novril, embora existam vários medicamentos semelhantes a ele, compostos basicamente de codeína. Infelizmente, os ambulatórios hospitalares às vezes são muito relapsos em não manterem esse medicamentos muito bem guardados e em não exercerem um rígido controle de seus estoques.

Os lugares e personagens deste livro são fictícios.

S. K.