Nas trevas: Sonetos sentimentais e humorísticos
XXII Portugal Contemporaneo
Ouvides estrallar o Terramoto?
O sangue dos ladrões, continuo moto,
Já faz nas praças charcos e meandros!
Ministro redemptor, não retrogrades!
Se Joaquim d'Aguiar foi mata-frades,
Sê tu, bravo Martins, mata-malandros.
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XXII
Portugal Contemporaneo
Não se olvidem jámais os casos serios,
E as epicas façanhas dos Archontes!
Ó Musa da calumnia, não me contes,
D'esta luza Calabria altos mysterios.
Fulminavam-se outr'ora os ministerios,
Porque tinham ladrões; depois, o Fontes,
Rasgando á patria novos horisontes,
Exterminou os Verres deleterios.
Sumiram-se os fataes homens sinistros!
Já não são sacerdotes os ministros
Do vil bezerro d'ouro, ou da bezerra.
No tocante a ladroes, não ha nenhum;
Já não se encontram três, nem dois, nem um...
No pinhal da Azambuja e na Falperra.
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