Nietzsche
Granier, professor da Universidade de Rouen, divide o volume em duas partes. A primeira refaz a vida: o pai pastor em Röcken, o liceu de Pforta, a filologia com Ritschl em Bonn e depois em Leipzig, a leitura de Schopenhauer em 1865, a cátedra de língua e literatura gregas na Basileia, o convívio com Wagner em Triebschen, o ataque de Wilamowitz-Möllendorf a O nascimento da tragédia e o colapso na praça Carlo Alberto, em Turim, a 3 de janeiro de 1889. Apoiado em Karl Schlechta, Granier mostra que A vontade de potência foi montada pela irmã do filósofo com papéis póstumos. A segunda parte começa pelo niilismo, palavra que Nietzsche toma a Paul Bourget, e segue pela morte de Deus, pelo Último Homem que prefere a felicidade morna ao combate, pela crítica do cogito e do ser, até o perspectivismo, a vontade de potência e o Eterno Retorno.

