No Urubuquaquá, no Pinhém

João Guimarães Rosa · Capítulo 8 de 8

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No Urubuquaquá, no Pinhém

Sumário

 

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Folha de Rosto

Créditos

Epígrafe

Nota do Editor

Um cham ado João – Carlos Drum m ond de Andrade

Rondando os segredos de Guim arães Rosa – Paulo Rónai

O rom ance

A estória de Lélio e Lina

Os contos

O recado do m orro

“Cara-de-Bronze”

1 Este artigo refere-se ao livro Corpo de baile, cuj a 1ª edição é de 1956 e que, em sua 3ª edição, foi dividido pelo próprio autor, João Guim arães Rosa, em três volum es autônom os: Manuelzão e Miguilim, No Urubuquaquá, no Pinhém e Noites do sertão.

2 Corpo de baile em suas duas prim eiras edições, de 1956 e de 1960, apresentava dois sum ários, um para o com eço do livro e outro para o fim . No sum ário do fim do livro, as novelas eram dispostas em dois grupos: o prim eiro, “Gerais” (Os rom ances), em que figuravam “Cam po Geral”, “A estória de Lélio e Lina”, “Dão-Lalalão” e “Buriti”; e o segundo, Parábase (Os contos), com “Um a estória de am or”, “O recado do m orro” e “Cara-de-Bronze”. Para a 3ª edição, o autor m anteve a estrutura de dois sum ários para cada livro.

3 — “É de ver!” “— Ô, j ipilado, ô, ô…” “— Cruz que uns seis…”

“— Coró!” “— O boi am arel’, o boi am arél…” “— Ôxe, nossenhora! Cada m arretada!” “— Te acude, Sãos…” “— Essa vara no chão, vocês em baraçam nela… Esse pau com prido te em baralha…” “— O garrote tam bém é de ir?” “— É grande, m as não tem éra.” “— Esse boi sapecado não tem éra?” “— O boizinho, não. Ele é m iudinho, m as é velhado…” “— Põe a lei no lugar!”

“— Assim , não! Você é m ão de desaj uda…” “— Sou três de ofício…” — “Teu o tu… hum … Saudade da senzal’? Negro gosta de dorm ir de dia…” — “Dei o baixo da m inha voz.” “— Pra cangalha, suor de burro…” “— Ri sem fechar os olhos, Zazo! A gente aqui olha, e outro é que vê…” “— Oi o boi m ocho; vai irá?”

“— Só serve p’ra não ser…” “— U’! Quero te ver na m agrém entrante!” “— Denoto que esse boi tem o 2, m as tem o contraferro do Crioulo, adiante… Repara: um ror de ferros. Pode ser do Carolino. Ele tem carim bo de LL na cara…” “— Hhê, ê’ lá!” “— Ué, quer m e esprem er aqui, uai!” “— Hoj e, eu não tou m e podendo. Tou é p’ra nam oro com m ulher…” “— A lam a aqui escorrega a gente para trás, que não tem engam belo…”

— Eh boi! Ê boi!

— Eh, boi-vaca!…

4 — Ray m undo Pio saiu arquej ando: levou um coice de boi no peito!

— Uai, foi?

— Dar a ele um purgantão, agora…

— Foi à cozinha, beber vinagre com gordura.

▼ ▼ ▼

Um a vaca pegou o Doím , de esbarroada, no grosso do alto do antebraço. O

ferrão da vara do Doím estava rom budo, escorregou na cara da vaca, saíu por um a banda. Outros dizem que isso é desculpa do Doím , m esm o.

▼ ▼ ▼

— …Despois, apre! — ela trepou no Cicica, aí, que viu o caso feio… — Gafanhoto tine é no pular…

▼ ▼ ▼

Cicica (m ostrando, verde, na sua calça): — Olha o rastro do pé do trem !... Fidélis: — O gado está todo no quente. No separar, esquenta a ideia… Tadeu: — E é com o lá diz o outro: gado que não perdeu as m em órias de donde veio…

▼ ▼ ▼

Sacramento: — Na em bolação… Cicica: — Aquilo está estivado de bosta e lam a. Abel: — Doím , diz-se que tu tem eu? Doím: — Losna! Lélis de arenga… Nasci em redes!

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Raymundo Pio retorna da cozinha:

Raymundo Pio: — Traste de boi aluado! E ainda foi bom ter sido de perto.

De longe, o coice da perna dele tem m uito açoite…

Tadeu: — Melhor que carecia, agora, era socar folha de m aracuj á, e

tom ar…

Raymundo Pio: — Com padre Tadeu, eu acho que, com a idade, com o nós, a

gente não deve de trabalhar m ais de vaqueiro, não…

5 — E que árvores, afora m uitas, o Grivo pôde ver? Com que pessoas de árvores ele topou?

A ana-sorte. O j oão-curto. O j oão-correia. A três-m arias. O sebastião-de-

arruda. O são-fidélis. O angelim -m acho. O angelim -am argo. O j oão-leite. O guzabu-preto. O capitão-do-cam po. A bela-corísia. O barabú. A gorazem a. A árvore-da-vaca. A ciriiba. A nhaíva. O oití-bêbado. O carvão-branco. O pau-de-pente. O sete-casacas. A carrancuda. O triste-flor. O cabelo-de-negro. O catinga-de-porco. A carne-de-anta. O bate-caixa. A bolsa-de-pastor. A chupa-ferro. O gonçalo-alves. A casca-do-brasil. O calcanhar-de-cutia. O j acarandá-m im osim . A canela-atoa. A carne-de-vaca. A ram a-de-bezerro. A capa-rosa-de-j udeu. A m aria-pobre. A colher-de-vaqueiro. O j acarandá-m uxiba. O grosso-aí. A com buca-de-m acaco. O pente-de-m acaco. O m acaqueiro. A árvore-de-folha-parida. O castiçal. O m alm al. O frei-j orge. A cachaporra-de-gentio. O açoita-cavalos. O am ansa-bestas. O rosa-do-norte. O bordão-velho. O cega-m achado. A uva-pura-do-cam po. O tira-teim a. O bálsam o-de-cheiro-eterno. O araticúm -do-sertão. O caj á-do-sertão. A em bira-barriguda-do-sertão. A tim borna-sertã. O m uito-sertão. A perova-baiã. A fava-do-sertão-da-bahia. O bucho-de-boi. A costela-de-vaca. A arara-uva. O testa-de-boi. O grão-de-cavalo. A raj adeira. O m oreira-am arél. A árvore-que-m uito-fede. O angico-surucucú. O araçá-pom ba. A am endoeirana. O cedro-fêm ea. A m urta-de-parida. O tinguí-capeta. O araçá-das-alm as. O banda-de-sargento. O baba-de-boi. A birbissona. O palm eirim . O zé-que-canta. O pirí-j oão. O coquim -de-am ar. O coco-de-vaqueiro. O rom pe-gibão. A som bra-de-touro. O sassafrás-da-serra. O criulí. O cotí-caém . O cedro-í. O cedro-nã. O potum uj ú. O guapuruvú. A pereira-oá. A urú-j oana. A tararanga-branca. O torém . O xixá. O uapiúm -uassú. O m ata-caçador. O tora-tora. O ainda-vais. O bóba-bicho. O capitão-cascudo. O aj unta-chuva. A fêm ea-de-todos. A alta-sáia. O pau-que-pensa. O sossegador. O nunca-m orre. O esconde-am ores. O tonta-am alandro. O pau-m ij ado. O pau-m orcego. O uaiandi. A j ana-una. A urunduva. O guaj abara. O ibiracem a. O guabipocaíba. A uuucuúba. O araticum -da-beira-do-rio. O pau-paraíba. O buriti — palm eira grossa. O Buriti, sem pre… Carnaúbas. Pindovas. O uauassú…

— E os carrapichos, os carrapichinhos que querem vir na roupa da gente? — Am orico. Mineirinha. Isabel. Am or-do-cam po. Sensitiva-m ansa. Am or-

de-vaqueiro. Am or-de-tropeiro. Am or-de-negro. Am or-do-cam po-suj o. Am ores-do-cam po-seco. Am or-seco. Am orzinho-seco…

— Só? E os outros, que vêm logo depois? — …O j uiz-de-paz. O santa-helena. O m ãe-isabel. O pega-m aço. O

barbadim . O barbadão. O cabeça-chata. O carrasquinho. O ouriço-ouriço. O péga-péga. O beiço-de-boi. O barba-de-burro. O barba-de-boi. O nariz-de-boi. O bunda-de-m ãe-isabel. O m arm elada-de-cachorro. O a-tí-de-espinho. O arre-diabo. E o picão de florinhas roxas, que dá cachos em novem bro…

— E os arbustos, as plantinhas, os cipós, as ervas? — A dam iana, a angélica-do-sertão, a douradinha-do-cam po. O j oão-

venâncio, o chapéu-de-couro, o bom -hom em . O boa-tarde. O cabelo-de-anj o, o balança-cachos, o bilo-bilo. O alfinete-de-noiva. O peito-de-m oça. O braço-de-preguiça. O aperta-j oão. O são-gonçalino. A ata-brava, a brada-m undo, a gritadeira-do-cam po…

…A canela-de-em a. O tange-tange. O azulão. O coração-m agoado. O

espinho-de-deus. O farinha-seca. A ram ela-de-cachorro. A raís-de-corvo. A baba-de-viúva. O totó-m ole. O tí. A canela-de-velha. O cansa-cavalo. O sapato-do-diabo. O pai-antônio. O negro-nú. O dom -bernardo. A com adre-de-azeite. A borla-do-bispo. A alelúia. A cleta. O m oisés. A galinha-choca. O sessenta-e-dois. O em pata-carreira. A barouga. A asa-de-arara. O chocalho-de-cascavel. O am arelinho-da-serra. O cabelinho-de-j esús. O coração-de-j esús. A balam báia. O cabeça-de-cabrito. A congonha-de-goiás. O alecrim -tristão, onho. O boi-gordo. O reza-pra-nós. O m ata-pastão. O vaza-m atéria. O balãozinho. O m antim ento-do-pobre. O m anoel-com prido. O am arelim -de-todos-os-cam pos. A lum ã. A gritadeira-do-m ato. A gritadeira-do-tabuleiro. A sem previva-serrã. O am arelinho-da-serra…

…Boa-noite, chapéu-de-frade, carrasco-do-cam po, j oão-páis, cigana-do-

m ato, barrigudinho, am arra-pinto, am ansa-senhor, viuvinha, arranha-gato, quebra-pedra, arrebenta-boi, tapa-buraco, tô-é, bariri-só, padre-nosso, benção-de-deus, cinco-chagas… Caá-có, caá-vú, caá-éo, j osé-m oleque, erva-noiva, m oura-do-sertão, erva-luiza, m arquês-das-belas, flor-do-páu, m ata-cobras, m ata-fom e, capa-hom ens, bela-flor, fel-da-terra, estutuque, perna-de-saracura, seriguela, salsa-vã, rosa-do-cam po, cabeça-branca, papai-nicolau, curraleira-baiana, borragem -brava, azedinha-alelúia, erva-m ij ona, sassóia, trom betão, azougue-dos-pobres, baba-de-burro, escada-de-m acaco, são-francisco, são-j oão, trindade, corda-de-cobra, o sapo, o cruz, chum bo-de-flor-m iudinha, bredo-m aj or-gom es, cravo-de-urubú, cana-de-m acaco, lengue-lengue, j ovena, guar, barba-de-são-pedro, arj em ônia, suassú-aj á, m ela-m ela, m aria-culatra, lençol-de-casados, m ãe-de-m om o, língua-de-vaca-da-flor-am arela, saj agão, orelha-de-onça-da-m iúda, j oão-congo, páu-de-chupar, páu-pingado, j oão-de-m elo, erva-do-diabo, vassoura-de-relógio, barba-de-barata, alpercata-de-são-j oão, páu-de-espirrar, dom -bernardes, santos-filho, sam am báia-das-tapéras, sem previva-dos-Gerais… Pé-de-perdiz, pé-de-lagartixa, m il-hom ens, unha-de-gato, sete-sangrias, assapeixe-branco, erva-santíssim a, copo-d’água, boca-de-sapo, olho-de-porco, m arianinha, didí-da-porteira, am or-crescido, m iserinha, vassoura-de-ferro, língua-de-tucano, birbiriz, dorm e-m aria, m orre-j oão — que, bulido, m urcha as folhas de-m entira, e se cham a tam bém m alícia-de-m ulher…

— E os capins, os capins bonitos, que os boizinhos e os cavalos pastam? — Sem pre-verde, aristides, luziola, m aquiné, zabelê, cobre-choupana, dandá,

cortesia, m im oso-de-cacho, frei-luiz, m aj or-zé-inácio, pernam buco, cocorobó, são-carlos, m arianinho, cirií, a-tã, espinha-de-peixe, bosta-de-rola, a gram a-de-j acobina, o burrão, o cidade, o pé-de-periquito, m ilhã-do-brej o, rabo-de-raposa, m im oso-do-ceará, m im oso-do-piauí, fino-da-folha-com prida, o cam elão, bam bú, lixa, capim -santo, de-égua, pelo-de-urso, navalha-de-m acaco, rabo-de-boi, rabo-de-rato, rabo-de-burro, rabo-de-m ucura, arroz-de-cachorro, arroz-de-cutia, pé-de-galinha, de-m ula, redondo, pintado, cheiroso, cabeludo, capim -rei, gigante-das-baixas, m ate-m e-em bora…

— Dito completo?

— Falta m uito. Falta quase tudo.

(Do que certo viu. Os gravatás, tantos. O angelim — a altíssim a! O angico-

vero, sem preflóreo. O m am oeiro-bravo, obtruso. A barriguda em vernação: a barriguda, sem entes leves. O belo j enipapeiro versiform e. A lobeira, cim átil, que se inventou um verde. E a caraíba — gnom ônica.)

— Dos verdes viventes, cada um, por chuva e sol, pelejando no seu lugarim? Tanto tam bém não falou de outras árvores: desde o cedro que está no Líbano

até ao hissopo, que nasce nos paredões…

6 Voaria de gavião, aguiar.

Todo gavião. Os urubús — os, os, os.

Papagaio doente de asa grande. Periquitos e m aitacas. O m aitacão. A

m aritaca-de-fita-verm elha-atrás-do-bico. Papagaios de asas am arelas. O azul. O papagaio-trom beteiro. O papagaio-chorão. As araras.

Seriem as gritando e correndo, ou silenciosas. Em as correndo às tortas.

Seriem a voando. Os anús, pretos e brancos. A alm a-de-gato. A m aria-com -a-vovó, m arceneira. A codorninha-buraqueira. Os j oãos-de-barro, os j oães-de-barro. A m aria-m ole (— Quando o senhor está acordado, em beira de vereda, a noite inteira o socó canta…). O j oão-do-m ato. O voo de inauditas coruj as. A strix hugula. As pom bas. A pom ba-do-ar. A j uriti-do-peito-am arelo. O rulengo. O tem po-quente. O papa-banana. A doidinha. A m aria-doida — que parece vestida alheia, com penas de algum outro pássaro. O cãcã, ave austera. A nham buzinha. O j oão-velho dando m achadadas. O j oão-pobre em beiradas de córrego. O j oão-barbudo, num gonfo de pedreira. A m aria-faceira, em beira de lagoa. O sangue-de-boi, geralista. O coquí. O sofrê, veredas do Gerais avante. O benteví, por toda a parte. Os urubús, avaros.

Um a acauã rebicando um a cobra.

O zabelê concham ando seus pintinhos, feito fosse um a galinha criadeira. Outras qualidades de aves do céu e de passarinhim que pia e canta. Um casal de antas, com endo seu capim , no liso de um a várzea. Os veados, averm elhados, fugintes — de capão para capão.

Uns ossos de veado.

▼ ▼ ▼

O j acaré tenterê.

O sapo m ira-lua. O sapo-bigorna.

Sucurí de barriga dourada e da barriga am arela.

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A abelha m anoel-de-abreu.

Mosquitos, m oscas. As borboletas avivãs.

A vespa j oão-caçador m ais a vespa m aria-rita. As abelhas no bom -belo.

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Um a onça (num grotão de areia).

▼ ▼ ▼

Toda qualidade de répteis de alma-vivente, bichos de entre-mato-e-campo,

Toda qualidade de répteis de alma vivente, bichos de entre-mato-e-campo, bichinhos de terra e do ar.

▼ ▼ ▼

Sob o excesso am arelo do sol, um j um entinho escouceando um cacto.

▼ ▼ ▼

As nuvens podem j azer em estranhas perspectivas.

7 Cf. nas Cantigas de Serão, de João Barandão:

Meu boi azulego-m ancha,

meu boi raposo silveiro:

deu dezembro, deu trovão,

deu tristeza e deu janeiro…

Soares Guiam ar apresenta variantes, que introduzem um Meu boi baetão

careta ou Meu boi preto mascarado, e às vezes deturpam o final do pé-de-verso, para: …ái, o Rio de Janeiro…

8 Cf. DANTE, Inf. XII, 64-65:

“La meretrice che mai dall’ ospizio

di Cesare non torse li occhi putti,”

e:

“Sicura, quasi rocca in alto monte,

seder sovr’esso una puttana sciolta

m’apparve con le ciglia intorno pronte;”

(Dante, Purg. XXXII, 148-150).

Mesm o m odo, nas Cantigas de Serão, de João Barandão:

Vi a mulher núa

no meio da mata

como sol e lua

como ouro e prata.

Ouvi estas águas

De repente sempre

etc.

Segundo Oslino Mar, é descabida um a aproxim ação desses versos aos do

texto: “Quæ est ista, quæ progreditur quasi aurora consurgens, pulchra ut luna, electa ut sol, terribilis ut castrorum acies ordinata?” (Canticum Canticorum Salom onis, 6, IX.)

9 “Tà sesêmasména kaì tà asémanta”, Plat.

10 “Hai prókheiroi hêdonái”, Plat.

11 Gritos: eleléia dos vaqueiros, term inando a apartação. No eirado, são vistos: o vaqueiro Cicica, o vaqueiro Tadeu, o vaqueiro Doím , o vaqueiro Pedro Franciano, o vaqueiro Sãos, o vaqueiro Noró, o vaqueiro Abel, o vaqueiro Mainarte. Os vaqueiros Calixto, José Uéua, Ray m undo Pio, Zeguilherm e, João Jipij o, José Proeza, Zazo, Sacram ento, Parão, Antônio Tôco, Adino e Fidélis. O vaqueiro Muçapira. Os rapazinhos Pindoba, Aleixo e Santelm o. O cozinheiro-de-boiadas Massacongo, por nom e Antonho. O Marechal, capataz-feitor. Iinhô Ti, Moim eichêgo e iô Jesuino Filósio — pessoal de fora. Faz tem po que não chove m ais, o tem po ficou firm ado.

12 Cf. Goethe, Faust II (dr. A.):

“Seinen Befehl vollziehn sie treu,

Jeder sich selbst zu eignem Nutz

...................................................

Dies Land, allein zu dir gekehret,

Entbietet seinen hoechsten Flor;

...................................................

Verteilt, vorsichtig, abgem essen schreitet

gehoerntes Rind hinan zum j aehen Rand;

...................................................

So ist es m ir, so ist es dir gelungen;

Vergangenheit sei hinter uns getan!”

▼ ▼ ▼

Cf. o Chandogya-Upanixad:

“A palavra dá-lhe seu leite — o que é o leite da palavra —, e ele tem

alim ento, ele se nutre am plam ente, o que conhece esta doutrina dos sâman — esta doutrina.”

(Ia Preleção, XIIIª khândah, esloca 5.) . . .

“Um touro falou-lhe assim :

— Saty akâm a!

— Senhor?

— Já som os m il. Reconduz-nos à casa do Mestre.” (4a Pr., Vª kh., esloca 1.)

. . .

“Então a Palavra se afastou. Depois de ausência de um ano, ela voltou e

disse: — Com o pudestes viver sem m im ?”

(Esloca 8, 1a kh., Vª prapáthakah.)

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