O Poder do Agora
Antes de Penetrar no Seu Corpo, Perdoe
Enquanto mantivermos um contato consciente com o nosso corpo interior, somos como as árvores que estão enraizadas bem fundo na terra, ou como um edifício com fundações sólidas e profundas. Essa última analogia foi utilizada por Jesus na geralmente incompreendida parábola dos dois homens que construíram suas casas. Um deles construiu a sua na areia, sem fundações, e quando as tempestades e enchentes vieram, arrastaram a casa com elas. O outro homem cavou fundo até que alcançou a rocha, e só então construiu sua casa, que não foi arrastada pelas enchentes.
ANTES DE PENETRAR NO SEU CORPO, PERDOE
Tive dificuldade quando tentei concentrar minha atenção no corpo interior. Senti uma certa agitação e um pouco de náusea. Não fui capaz de vivenciar o que você está ensinando.
O que você sentiu foi uma emoção retardada, da qual provavelmente não tinha consciência antes de passar a observar seu corpo. Se não der um pouco de atenção a essa emoção, ela vai impedir que você tenha acesso ao seu corpo interior, que está em um nível mais profundo. Dar atenção não significa pensar nela. Significa, apenas, observá-la, senti-la complemente, conhecê-la e aceitá-la do jeito que é. Algumas emoções são fáceis de identificar, como a raiva, o medo e o desgosto. Outras talvez sejam mais difíceis de rotular. Elas podem se manifestar como um leve desconforto, uma aflição ou um peso, um meio-termo entre uma emoção e uma sensação física. Em qualquer dos casos, o que importa não é se você pode dar um rótulo mental a essa emoção, mas sim se você pode tornar essa sensação consciente. A atenção é a chave para a transformação, e isso também envolve aceitação. A atenção é como um raio de luz: o poder concentrado da consciência que transforma tudo nela própria.
Em um organismo que funcione perfeitamente, uma emoção tem vida curta. É como uma onda ocasional sobre a superfície do Ser. No entanto, se não estamos dentro do nosso corpo, uma emoção pode permanecer dentro de nós por dias ou semanas, ou se juntar a outras emoções de frequência similar, ou se tornar um sofrimento, um parasita que pode viver dentro de nós durante anos, alimentar-se de nossa energia, nos deixar doentes e tornar nossa vida infeliz. (Ver capítulo dois.)