O que é loucura
Frayze-Pereira propôs o tema a jovens universitários e pré-universitários de São Paulo e tirou das respostas sete acepções, da perda da consciência de si à ideia de que os loucos “sabem olhar o mundo com os olhos da realidade”. Doente ou detentor da verdade, observa ele, o louco fica de todo modo fora do universo comum.
Segue-se o exame do conceito de doença mental: a fórmula de Wernicke, “as doenças mentais são doenças cerebrais”, Kraepelin, para quem ignorar a língua do enfermo era boa observação, e a objeção de Canguilhem e Szasz: o anormal só existe em relação ao normal e o sintoma mental depende do contexto em que é julgado. Depois vêm o transe que faz de uma mulher xamã entre os Shasta da Califórnia, o amok da Malásia narrado por Stefan Zweig e a História da Loucura, de Foucault, da nau dos loucos ao Hospital Geral fundado em Paris em 1656 para recolher os pobres.

