Portugal e Brasil: emigração e colonização
N.º 3
O DRAMA «OS AVENTUREIROS» E A CRITICA
Tivemos a satisfação de ouvir lêr ao sr. Gomes Pércheiro algumas scenas do seu drama os
Aventureiros, que nos revelariam um esplendido engenho, se nós não soubessemos de ha muito quanto elle é vantajosamente conhecido.
O drama do sr. Gomes Pércheiro é o fructo das suas mais aturadas lucubrações, um trabalho
consciencioso, uma these philosophico-social, que combate habilmente a emigração que está roubando ao nosso fertilissimo solo braços robustos.
Os Aventureiros estão escriptos por mão de mestre, n'um estylo fluente e brilhante, e n'uma dicção
pura e vernacula. Este drama terá um notavel exito pelos episodios que constituem o seu enredo, e porque é portuguez de lei.
Não é nosso mister sermos louva-minheiros; nem jámais o seriamos do sr. Gomes Pércheiro, moço
illustrado, e cuja reputação não carece de elogios banaes para a nobilitarem.
(Diario do Commercio, de 5 de dezembro 1877.)
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Hoje pela 1 hora da tarde, na presença de numeroso e selecto auditorio, o escriptor que se tem
assignalado na imprensa pela sua propaganda constante e por vezes energica contra a emigração, leu um drama seu, original em 5 actos, intitulado Os Aventureiros, e cuja idéa fundamental é ainda a activa propaganda contra as illusões que arrastam tantos portuguezes a abandonar a patria, em procura de fementidas miragens de riqueza, que tão frequentes vezes se convertem nas tristes realidades da miseria, da doença, da saudade, do abandono, do desespero e da morte.
Não é n'uma simples audição que se póde julgar d'um trabalho d'aquelles, que comtudo se nos
afigurou de notavel merecimento, indo direito e seguro ao seu fim, atravez da ficção da acção dramatica, a qual tem scenas e lances de muito interesse e de muita verdade, comquanto no ultimo acto, escolho de todos os dramaturgos, que se estreiam, enfraqueçam um pouco os dotes scenicos da peça, e no conduzir do enredo e no desenho dos diversos typos haja hesitações, que muito insignificantes são para uma primeira tentativa em genero litterario tão difficil. Seguramente Gomes Pércheiro corrigirá alguns dos pequenos senões da sua obra, que o publico admirará e applaudirá então, colhendo d'ella muito proveitoso ensinamento, n'uma questão que preoccupa hoje tanto as attenções dos que pensam e dos que sentem um dos grandes males do nosso paiz.
(Revolução de Setembro, de 21 de dezembro de 1877).
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D. MARIA II.—Lêu-se hontem no salão d'este theatro, como tinhamos annunciado, o drama do sr.
Gomes Pércheiro, Os Aventureiros. Encargos do serviço publico obstaram a que o director d'esta folha assistisse; os trabalhos do jornal que são todos durante o dia, impediram tambem outro dos nossos redactores.
DO DIARIO DE PORTUGAL que mais extensamente dá conta do caso, extrahimos com a devida venia o
seguinte:
«O assumpto do drama é a emigração.
Não é possivel com uma só audição fazer completa idéa das qualidades scenicas do drama, o que
porém se nos affigura como certo, é que abunda em todo elle a verdade, e que é escripto com profundo conhecimento do assumpto.
A emigração figura-se para o sr. Pércheiro um vicio social, que elle combate do modo mais energico.
O assumpto é difficilimo de tratar, não obstante parece-nos que o auctor esteve á altura d'elle.
Feita a leitura, alguns dos cavalheiros presentes exposeram com a mais notavel franqueza, a sua
opinião extremamente lisongeira para o sr. Pércheiro.
Pela nossa parte felicitamol-o pelo seu trabalho.
Assistiram á leitura os srs: E. Biester, dr. Cunha Belem, Rodrigues da Costa, Luciano Cordeiro,
Hermenegildo d'Alcantara, padre Seabra, Cró Ferreri, dr. Loureiro, Salvador Marques e Thomaz Sequeira.»
Folgamos de que tanto agradasse a obra do sr. Pércheiro, e damos-lhe os nossos parabens.
(Revolução de Setembro, de 21 de dezembro de 1877).
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A transcendencia do assumpto e a extremada delicadeza do convite do sr. Gomes Pércheiro
levaram-nos ao salão do theatro normal para assistirmos á leitura do drama—Os Aventureiros...
O illustre dramaturgo, lidador incansavel nos grandes torneios da civilisação, homem d'um só rosto e
d'uma só vontade, tem em vista combater no palco, como já tem combatido no livro e no jornal, a funesta tendencia da emigração para o Brazil e a especulação torpe dos engajadores, que, fazendo mentidas promessas, mostram aos incautos—atravez d'um prisma côr de rosa—um futuro mais ou menos longinquo em que a blusa do operario se ha de trocar pela casaca do commendador.
E, forçoso será dizel-o, o sr. Gomes Pércheiro tracta gentilmente o assumpto: o novo drama,
primicias scenicas do auctor, divide-se em cinco actos.
Os dois primeiros passam-se n'uma aldeia do Minho, o terceiro a bordo d'um paquete inglez e os
restantes na terra de Santa Cruz.
Os vultos mais salientes do drama são—um abbade, typo paternal que, comprehendendo a sua
missão sublime, sem esquecer o cuidado que lhe merece a vida espiritual das suas ovelhas, envida todos os esforços para curar o cancro da emigração, que rouba tantos cidadãos á patria, tantos braços á agricultura e tantos homens á vida. A figura está desenhada magistralmente. Após este vulto sympathico surge um outro egualmente gracioso: uma menina da alta sociedade, educada com todo o esmero christão, escondendo a esmola no seio do pobre, sem que a esquerda tome conhecimento do que a direita deu, tendo em menos conta as honrarias da terra e sacrificando as suas joias para salvar o pae de difficuldades financeiras. Os traços são vigorosos e correctos.
Em meio d'este Eden apparece a antiga serpe encadernada no commendador Manquitó, typo
repugnante, fugido d'um presidio do Brasil, engajador, ou o que vale o mesmo, negociante de carne humana.—A scena entre o abbade e este vampiro, que esconde a sua preversidade e o seu punhal nas dobras da capa da hypocrisia, é muito para se ver.
A scena a bordo é copiada aprés nature. Os colonos vendo succumbir uma companheira d'infortunio,
não podendo supportar os incommodos da viagem e o alimento grosseiro que lhes é ministrado, o capitão inglez dizendo—I speak portuguese very well—e continuando a dar o mesmo bacalhau com batatas, é um quadro deslumbrante de verdade.
Se nos perguntarem pelo ensemble do drama, emittiremos a nossa humilde opinião: é uma bella
estatua que saiu da fundição com algumas pequeninas arestas que devem ser cuidadosamente limadas. Os primeiros quatro actos têem scenas de grande effeito: o quinto talvez tenha das taes arestas, o que não admira, porque aliquando bonus dormitat Homerus. Além d'estes insignificantes senões que desapparecem ao terceiro ensaio, tem a peça os seguintes defeitos:
Inspira-se n'um sentimento nobre, patriotico, humanitario e economico;—fere os interesses de certos
argentarios que adquiriram fortuna, Deus sabe como; não blasphema de Christo, ou do seu Vigario, nem, ao menos, dá dois piparotes n'um ABUTRE DE SOTAINA!
Felicitamos o sr. Gomes Pércheiro, mas pedimos vénia para lhe dizermos: o drama Aventureiros não
vae á scena, pelas circumstancias apontadas,[85] e s. parece ignorar que vive no moderno Portugal, onde o theatro tem enchentes com os Lazaristas do sr. Ennes e está ás moscas com a Caridade do sr. Cascaes. É esta a nossa opinião, salvo simper meliori judicio.
(A Nação de 22 de dezembro de 1877.)
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Estamos em divida para com o estimavel escriptor, que teve a penhorante amabilidade de convidar-
nos para assistir á leitura da sua peça no theatro de D. Maria.
Circumstancias estranhas á nossa vontade inhibiram-nos de agradecer no numero anterior essa
prova de deferencia e de dar conta das impressões que nos produziu a leitura do drama do sr. Pércheiro.
Não é facil, n'uma rapida audição, apreciar devidamente um trabalho d'aquella ordem, e analysal-o
com minudencia, apontando todas as bellezas, que n'elle sobresaem ou os senões que, n'um ponto ou outro, lhe possam ensombrar o merecimento.
Serve de these ao drama a emigração, considerada sob o ponto de vista social e economico, e o sr.
Gomes Pércheiro, que já na imprensa tinha larga e proficientemente tratado o assumpto,—levando-o para o theatro, como meio efficassissimo de propaganda, dota a scena nacional com um excellente drama e presta ao paiz um relevante serviço.
Os Aventureiros são antes de tudo uma peça de propaganda, escripta com profundo conhecimento
do assumpto e aturadissima observação.
Os infames manejos que se empregam para o engajamento dos colonos, os soffrimentos d'estes
durante a viagem para a America, as tristes e dolorosas realidades que substituem as miragens fascinadoras com que lhes embalaram a phantasia e a cubiça, a vida do colono no sertão com todos os seus traços dessoladores e crueis, são ali postos em relevo, com as mais vivas côres, a maior verdade e desassombro. O 3.º e 4.º actos, excellentes quadros de genero, copiados d'aprés nature, devem produzir funda sensação, porque ao vigor das situações dramaticas, alliam o interesse de scenas perfeitamente desconhecidas do nosso publico, e accentuam com a maior naturalidade os horrores porque passam os miseros expatriados.
Pelo lado litterario a peça do sr. Gomes Pércheiro parece-nos digna do applauso de critica. A
linguagem sempre correcta e facil, aquece-se de enthusiasmo nos lances que assim o pedem e obedece em geral ás condições de naturalidade e observação que predominam no drama. Os dialogos estão bem travados, os caracteres bem sustentados e descriptos com traços frisantes.
O drama do sr. Gomes Pércheiro deverá ser representado n'algum dos nossos primeiros theatros,
porque a isso tem incontestavel direito e para então rezervamos mais demorada apreciação d'esse excellente trabalho, pelo qual desde já enviamos ao auctor as nossas sinceras felicitações.
(O Contemporaneo n.º 45.)
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Tivemos ha dias a leitura d'um novo drama por um escriptor novo que se propõe a trazer para o
theatro a these da emigração para o Brazil, dos seus estimulos, dos seus vicios e dos seus resultados, que tem tratado na imprensa.
A these é delicada, perigosa, irritante. Levada até á condemnação geral da emigração, é uma vasta,
uma complexa, uma difficilima these.
A questão da emigração prende-se a uma infinidade dos mais elevados problemas das sciencias
economicas e da philosophia politica.
Em Portugal está por estudar inteiramente. Os estudos sociologicos tem pouquissimos cultores
sérios porque são pouquissimos os que por uma larga disciplina scientifica, desafogada de paixões de escolla ou dos banaes sentimentalismos do criterio romantico e revolucionario, podem entrar com serena firmeza na revisão delicada das leis e dos phenomenos do organismo social.
A economia politica não ganhou ainda aqui os direitos de cidade... e as sympathias dos editores,
apesar da graciosa concessão de duas ou tres escolas onde se lê Baudrillat e Garnier.
Sem offensa para os respectivos professores, que não são os culpados dos desdens d'uma
administração superior perfeitamente alheia e hostil ao progresso e ao espirito scientifico, e da indifferença d'um publico que não percebeu ainda muito claramente as vantagens de saber lêr escrevêr e contar, ser economista em Portugal é não querer ser cousa alguma.
Não é por esse caminho que a gente se faz nomear amanuense de secretaria nem membro
correspondente da Academia das Sciencias. Ora todos nós mais ou menos precisamos ser amanuenses.
O sr. Pércheiro, porém tem-se contentado com o esforço de lançar alguma luz ácerca do que é a
emigração para o Brazil, nas cabeças rudes e ingenuas do nosso povo e nas cabeças rudes mas não egualmente ingenuas, dos nossos politicos e governantes.
Baldado, mas generoso empenho.
Elle viu as cousas de perto; teve occasião de as ver e não se tem cançado de nos dizer o que viu.
É um horror.
Uma parte d'este horror podia contemplal-a e estudal-a toda a gente nos relatorios officiaes dos
nossos consules do Brazil, mas os relatorios servem só para dar que fazer á imprensa nacional.
Não se fazem, evidentemente para serem lidos e estudados pelos nossos homens publicos, pelos
nossos politicos, pelos nossos deputados, pelos nossos governos.
Lembra-me que ha tempos teve o meu amigo Eduardo Coelho a patriotica ideia de os fazer ingerir
suavemente, em pequenas doses, com toda a prudencia, pelo publico.
Entregou este processo therapeutico a um seu intelligentissimo collaborador o sr. Leite Bastos.
Durante muitos dias o Diario de Noticias extractou brilhantemente aquelles documentos. Liam-se
cousas medonhas e absurdas alli: concussões d'auctoridade, cruesas das leis, gritos d'infelizes, infamias de contractadores de colonias, etc. etc.
Os emproados collegas da politica militante conservaram-se mudos e indifferentes.
E toda a gente achou massador o Diario de Noticias!
Ditosa condição, ditosa gente.
Como agora toda a gente acha impertinente o sr. Pércheiro.
Que, diga-se a verdade, o sr. Pércheiro tem umas certas culpas.
Se é impertinente ou não, importa-me pouco.
O que eu queria, era que sr. disciplinasse melhor pelo estudo detido, pela serena observação da
realidade contemporanea, pela modesta revisão dos elementos de critica e de sciencia que o assumpto exige, as suas aptidões e a sua propaganda.
O sr. Pércheiro é todo paixão. Não se domina; não tempera a tensão violenta e absorvente a que os
seus sentimentos certamente generosos, em revolta contra as miserias e vergonhas do dia, lhe arrastam a intelligencia e a palavra.
Esta invasão das faculdades reflexivas pelo tumulto das paixões, ou pela excitação absorvente do
sentimento da propria personalidade, perde muitas intelligencias e muitas propagandas boas. Quem propaga, lucta, e quem lucta precisa não dar aos adversarios o flanco do amor proprio para que elles o irritem e desnorteem.
Para tudo é preciso n'esta vida uma pouca de diplomacia.
Não a diplomacia hypocrita, mas a diplomacia do senso real das cousas.
Vamos porem ao drama.
Intitula-se os Aventureiros, e, agrupando certos episodios—e certos caracteres, que pódem dizer-se
descolados da lenda sinistra do recrutamento de colonos e da negociação e exploração d'elles, procura e póde affoitamente dizer-se que consegue imprimir nos espiritos dos ouvintes o quanto essa lenda tem de monstruosa e cruelissima realidade.
Dadas as premissas, e essas são attestadas pelos processos d'esse recrutamento e pela mais
rudimentar observação d'elles, as conclusões saltam expontaneas e irrecusaveis.
Francamente, o drama lido pelo sr. Pércheiro no theatro de D. Maria excedeu a espectativa mais
exigente. Ha scenas vigorosamente traçadas; formosos caracteres; insinuações dramaticas e scenicas muito habeis e valentes que podia não se esperar d'um principiante. A peça tem um tom geral de verdade sentida e de consciencia fartamente revolta, que se impõe facil e despretenciosamente.
Tem varios defeitos: está claro. Precisa certas correcções, indiscutivelmente.
Ha arestas sumidas que é necessario avivar; traços que convém acentuar melhor; quadros que
devem retocar-se severamente ou para apagar asperesas ou para remodelar figuras importantes que se apagam e escondem, no desenvolvimento da acção. Esta não está firme e segura. Affrouxa aqui ou ali, denuncia-se prematuramente além; quebra-se n'um ou n'outro ponto.
O sr. Pércheiro não é um escriptor feito e largamente educado pelo estudo, pela leitura e pela
experiencia nos segredos e exigencias da arte.
Não é um litterato. A fórma resente-se, mas antes fique no que é do que se lance em artificios
triviaes. Em summa, o drama é viavel e a estreia auspiciosa.
«Ha de dar dinheiro», que é o criterio supremo dos empresarios, e ha de dal-o sem ser uma
exploração de escandalos obscenos; sendo uma obra de intenções discutiveis na doutrina, mas incontestavelmente honestas e sympathicas na inspiração. Eu sou tanto mais insuspeito n'este juizo ao correr da penna e ao impulso das impressões primeiras, que não gosto de dramas de propaganda, porque a paixão da propaganda vicia e supplanta a verdade do drama, isto é a verdade da arte.
A arte não é tribuna. É altar ou é throno. Não discute; cria.
(Commercio Portuguez, de 22 de dezembro.)
Fernão Vaz.
Examinemos.
A respeito da emigração diz o critico, que «a these é delicada, perigosa, irritante. Levada até á
condemnação geral da emigração, é uma vasta, uma complexa, uma difficilima these.»
E accrescenta:
«A questão da emigração prende-se a uma infinidade dos mais elevados problemas das sciencias
economicas e da philosophia politica.»
Agora vejamos o que elle diz a respeito do drama:
«Francamente, o drama lido pelo sr. Gomes Pércheiro excedeu a espectativa mais exigente. Ha
scenas vigorosamente traçadas; famosos caracteres; insinuações dramaticas e scenas muito habeis e valentes que podia não se esperar d'um principiante. A peça tem um tom geral de verdade sentida e consciencia fartamente revolta, que se impõe facil e despertenciosamente.»
Se se attender a laudatoria que ahi deixamos transcripta, vê-se que nós comprehendemos o papel
que o acaso nos distribuira para bem tratarmos a vasta, complexa e difficilima these que se prende a uma infinidade dos mais elevados problemas das sciencias economicas e da philosophia politica. Pela logica racional do critico ninguem pode chegar a colher estes resultados (do drama?) sem estudar muito e muito.
Nós sabemos isto melhor do que o sr. Fernão Vaz; permitta-nos a franqueza... e se quizer, a
jactancia.
Mas se é claro que para produzir um trabalho que excedeu a expectativa mais exigente, foi preciso
empregar o estudo, para que é dizer, «que era preciso que nós disciplinassemos melhor pelo estudo detido, pela serena observação da realidade contemporanea, pela modesta revisão dos elementos da critica e da sciencia que o assumpto exige» as nossas aptidões e a nossa propaganda?!